sexta-feira, 21 de abril de 2017

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Os atletas que não são escolhidos por nenhuma franquia ao longo do Draft automaticamente se tornam Free Agents e ficam livres para assinar com qualquer equipe. Os times da NFL aproveitam o baixo valor de mercado desses novatos e acabam dando uma chance a eles. São poucos os que sobrevivem ao período de cortes do elenco para a temporada (composto por 53 jogadores) e mais raro ainda são os atletas que conseguem ter uma carreira de sucesso. Porém, temos alguns exemplos que podem dizer o contrário. Por não terem sido escolhidos no Draft, esses jogadores quase sempre são aqueles que mais se esforçam e tentam evoluir. Não precisamos ir muito longe para achar um exemplo: Malcolm Butler, o herói do New England Patriots no Super Bowl XLIX. Ele não foi selecionado em 2014, conseguiu se manter no elenco para a temporada e era apontado pelos companheiros como um dos que mais se empenhava e se destacava nos treinamentos. Além da recente “estrela” do Patriots, existem outros nomes que fizeram muito mais sucesso na NFL e não foram selecionados no Draft pelas franquias:

Tony Romo – Quarterback

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Um dos melhores QBs da NFL atualmente não foi selecionado no Draft de 2003 e precisou trabalhar duro para conseguiu sua chance. Assumiu a titularidade em 2006 e depois disso nunca mais saiu. Em 2014 teve a grande temporada de sua carreira e liderou a liga  com 69,9% dos passes completos, além das 3.705 jardas, 34 TDs e apenas 9 INT. Tony Romo já deixou para trás Roger Staubach e Troy Aikman, duas lendas do futebol americano, e hoje em dia é o líder do Dallas Cowboys em jardas aéreas e passes para TDs. Em sua carreira, foi escolhido para o Pro Bowl quatro vezes (2006, 2007, 2009 e 2014) e é o grande responsável pela franquia brigar por títulos nos últimos anos. Suas lesões tem atrapalhado um pouco seu rendimento dentro de campo, mas não há dúvidas de que a história de superação de Romo na NFL é uma das mais bonitas.

Arian Foster – Running Back

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O primeiro nome que destacamos é o do ex-atleta do Houston Texans. Olhando para o jogador hoje em dia é impossível imaginar que ele foi desprezado por todas as equipes no Draft de 2009. Pouco atuou em seu primeiro ano de carreira profissional, mas em 2010 assumiu a titularidade e assim ficou até o final da temporada passada, se transformando assim em um dos maiores jogadores da história da franquia fundada em 2002. Até aqui em sua carreira, Foster já participou do Pro Bowl quatro vezes (2010, 2011, 2012 e 2014), foi escolhido como All-Pro em duas oportunidades (2010 e 2012) e foi o líder da NFL em jardas terrestres na temporada de 2010. Agora em final de carreira, lutando contra lesões e buscando uma nova equipe, o atleta não deve ter mais o mesmo protagonismo de anos anteriores, mas sem dúvidas tem bastante história para contar.

Wes Welker – Wide Receiver

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Considerado baixo para a posição em que atua, o atleta acabou assinando com o San Diego Chargers em 2004, mas foi cortado logo após o primeiro jogo daquela temporada. Depois de passar sem grande sucesso pelo Miami Dolphins, em 2007 Welker chegou ao New England Patriots para se tornar um dos grandes nomes da história da franquia. Titular logo de cara, o atleta passou das 1.000 jardas recebidas pela primeira vez na carreira e fez parte do time que terminou a temporada regular sem nenhuma derrota. Ao longo dos anos se tornou o alvo preferido de Tom Brady, participou de cinco Pro Bowls seguidos (2008, 2009, 2010, 2011 e 2012), foi escolhido como All-Pro duas vezes (2009 e 2011) e se tornou o jogador com mais recepções da história do Patriots. Com 34 anos, ele já caminha para a aposentadoria e seu último grande ano foi em 2013 com o Denver Broncos. A parte “triste” é que Welker atuou em três Super Bowls (2007, 2011 e 2013), mas nunca conseguiu levantar o Vince Lombardi Trophy. Um jogador com essa história de superação merecia pelo menos uma conquista.

James Harrison – Linebacker

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O jogador assinou com o Pittsburgh Steelers após o Draft de 2002, mas só conseguiu se firmar na franquia no ano de 2004. Como titular foi campeão do Super Bowl XL contra o Seattle Sahawks, mas o seu maior feito estava guardado para o Super Bowl XLIII contra o Arizona Cardinals: o atleta de 125 kg interceptou um passe na linha de uma jarda no campo de defesa retornou para TD. A jogada é considerada uma das melhores da história dos Super Bowls e ajudou o Steelers a se sagrar campeão naquele ano. Entretanto, a carreira do LB não se resume só a isso. Ele fez parte de uma defesa que entre 2005 e 2010 era considerada a melhor da NFL e tem ótimos números em praticamente todas as estatísticas defensivas. Harrison já participou de cinco Pro Bowls seguidos (2007, 2008, 2009, 2010 e 2011), foi eleito All-Pro duas vezes (2008 e 2010) e foi o “Defensive Player of the Year” em 2008. Com 37 anos, a aposentadoria está próxima e, junto com ela, a possibilidade de entrar para o Hall da Fama. Sem dúvidas uma carreira espetacular para um jogador que foi desprezado no Draft.

Antonio Gates – Tight End

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Outro veterano que também está perto de se aposentar é Antonio Gates, uma das lendas do San Diego Chargers. A franquia da Califórnia resolveu apostar no atleta após vê-lo passar as sete rodadas do Draft de 2004 sem ouvir o telefone tocar. Olhando para a sua carreira, com certeza não há nenhum arrependimento por parte do Chargers. O TE é o recordista de recepções, jardas recebidas, TDs recebidos da história do Chargers e, junto com Tony Gonzalez, foi o maior jogador da posição na última década. Na lista de TDs recebidos na história da NFL, Gates ocupa o 7º lugar com 104 até agora. Participou de oito Pro Bowls seguidos (2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011), foi escolhido como All-Pro cinco vezes (2004, 2005, 2006, 2009 e 2010) e ajudou a tornar a posição no que ela é hoje em dia. Além do talento para receber passes, o atleta sempre foi um baita bloqueador, capaz de dar a segurança e proteção necessária ao QB. Por toda a sua história dentro da liga e seus números, dificilmente Antonio Gates não entrará para o Hall da Fama.

Kurt Warner – Quarterback

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É difícil imaginar que Kurt Warner não foi escolhido por nenhuma equipe no Draft de 1994. Logo depois do evento ele assinou com o Green Bay Packers, mas não conseguiu se manter no elenco e foi cortado antes mesmo da temporada começar. Depois de se aventurar na Arena Football League – um tipo de futebol americano “indoor” -, o QB voltou para a NFL para defender o até então St. Louis Rams em 1998. O comandante do “Greatest Show on Turf” – apelido do ataque da franquia na época – levou o time até a conquista do Super Bowl XXXIV contra o Tennessee Titans e foi escolhido o MVP da grande partida. Depois de botar seu nome na história com o Rams, Warner se juntou ao Arizona Cardinals e, em 2009, conseguiu o que até então era inimaginável para a franquia: participar de um Super Bowl.  Durante sua carreira, o atleta foi quatro vezes para o Pro Bowl (1999, 2000, 2001 e 2008), escolhido como All-Pro em duas oportunidades (1999 e 2001) e foi eleito o MVP da NFL duas vezes (1999 e 2001). Está na lista para entrar no Hall da Fama e sua vaga como um imortal do esporte é apenas uma questão de tempo.

Warren Moon – Quarterback

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É loucura imaginar que Warren Moon não foi escolhido por nenhuma equipe no Draft de 1978. Após tentar a sorte na CFL (liga canadense de futebol americano), o QB chegou à NFL em 1984 para defender o Houston Oilers (atual Tennessee Titans) e lá conseguiu se tornar um dos grandes nomes da história. Não foi campeão de nenhum Super Bowl, mas foi um dos melhores QBs de sua geração e, timidamente, foi um dos primeiros atletas da posição que conseguia ganhar jardas com as pernas. Em sua carreira como profissional foi nove vezes para o Pro Bowl (1988, 1989, 1990, 1991, 1992, 1993, 1994, 1995 e 1997) e foi o “Offensive Player of the Year” em 1990, quando lançou para 4.689 jardas e 33 touchdowns. Warren Moon se aposentou em 2000, teve o seu número aposentado pela franquia e, em 2006, entrou para o Hall da Fama do futebol americano. Um desfecho perfeito para um atleta que foi desprezado no Draft por todas as equipes da liga.

Matéria publicada originalmente em 11 de abril de 2016

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