sexta-feira, 26 de julho de 2019

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Dia 16 de janeiro de 2011, no Divisional Round da pós-temporada do ano de 2010, o New York Jets chegou ao ápice da sua história mais recente ao bater o New England Patriots, em Foxborough, no ano em que Tom Brady foi o MVP temporada de forma unânime. Com uma forte defesa sob comando de Rex Ryan, ataque com nomes experientes que brilharam na década de 2000 em outros times, como Santonio Holmes e LaDainian Tomlinson e com Mark Sanchez como quarterback, os Jets foram a final da conferência pelo segundo ano consecutivo.

Após esse jogo, o Jets nunca mais foi a pós-temporada, trocou de treinador demitindo Rex Ryan e contratando Todd Bowles, que não surtiu efeito e foi trocado por Adam Gase no final da temporada passada. Neste tempo, o time sofreu, principalmente no ataque, mais precisamente na posição de quarterback. Mark Sanchez, Geno Smith, Ryan Fitzpatrick, Josh McCown passaram pela equipe, sem o sucesso que era desejado. No draft de 2018, o time de Nova York selecionou Sam Darnold, na esperança de ser o quarterback da franquia no presente e futuro.

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Após toda esta explicação chegamos ao caso Le’Veon Bell, contratado pelo time no início da free agency de 2019, em março. Bell, um talento fora do comum, teve problemas com contrato em Pittsburgh, recebeu a franchise tag em duas oportunidades e se recusou a assinar a tag em 2018, ficando fora da temporada. Bell assinou com o Jets por 4 anos e 52,5 milhões de dólares, média de 13 milhões por temporada, um montante menor do que o requisitado por Bell em Pittsburgh.


Bell foi contratado pelo ex-general manager Mike Maccagnan, que bateu de frente com Adam Gase, antes de ser demitido. Gase diz não concordar com o gasto de 13 milhões do teto salarial com um running back e que a produção do backfield poderia ser a mesma com múltiplos jogadores com salários muito menores. Em compensação, Bell se entitula running back número 1 e wide reciever número 2 no ataque do time e já declarou que deveria receber o maior contrato da posição por ser um jogador que revolucionou a posição de running back e mudou o jogo.


Maccagnan pensou em aliviar a pressão sobre Darnold em seu segundo ano, sendo a solução para os problemas do ataque e dos problemas de Darnold com turnovers. Na teoria, Maccagnan tinha razão e estabelecer o jogo corrido com qualidade aliviaria a pressão sobre Darnold, além de lhe garantir um alvo muito confiável em rotas curtas. Darnold poderia usar seu talento em situações mais confortáveis e colocaria a defesa em dúvida, uma vez que Bell traz opções variadas ao ataque.


Maccagnan foi demitido em maio, abrindo uma dúvida sobre a aprovação do contrato de Bell pela diretoria do New York Jets. Adam Gase, crítico do contrato e treinador principal da equipe chegou a cogitar acumular as funções de técnico e general manager, mas o Jets trouxe Joe Douglas, do Philadelphia Eagles para o cargo. Fato é que Gase tem razão em duvidar da produção futura de Bell, que tinha uma das melhores linhas ofensivas trabalhando para ele em Pittsburgh e não terá a mesma qualidade em Nova York. Sem contar que Bell jogou pela última vez em Janeiro de 2018, quando o Pittsburgh Steelers perdeu em casa para o Jacksonville Jaguars, no divisional round da temporada 2017.

Mas Gase também não teve muito sucesso em seus últimos anos em Miami, com o ataque do Dolphins sofrendo ano após ano, longe de ser um fator que permita Gase esnobar um talento como Bell. Gase vive há pelo menos 3 temporadas a expectativa de repetir o bom trabalho que fez em Chicago com Jay Cutler, mas o que se viu com o Miami Dolphins foi um ataque burocrático e pouco criativo, usando mal certos talentos do time no período que acabaram trocados, como Jay Ajayi, Lamar Miller e Jarvis Landry. O histórico de Gase não anima o torcedor do Jets, principalmente para um time que perdeu alguns jogadores nos últimos anos no ataque, como Nick Mangold, James Carpenter e tem Chris Herndon encarando suspensão em 2019.


No fim das contas, a novela Le’Veon Bell só mudou de cenário, saindo do Heinz Field e indo para o MetLife Stadium, sendo que o sucesso dela, dependerá das habilidades de Gase para “dirigir” a produção. Caso dê errado e se torne uma briga de egos entre Gase e Bell, a novela terá o futuro da franquia como maior prejudicado e a evolução de Sam Darnold entrando no elenco como “A Próxima Vítima”.

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