quinta-feira, 4 de abril de 2019

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A temporada 2019-2020 da NFL começará com a tradicional dança das cadeiras na posição de Quarterback. Confirmados oficialmente, quatro QBs trocaram de equipe nesta offseason e vão assumir o papel de titular em novos times a partir de setembro. A contratação mais impactante e que gera maior curiosidade entre os fãs da liga é a chegada de Nick Foles ao Jacksonville Jaguars. Campeão do Super Bowl em 2017, ele assumirá o papel de protagonista pela segunda vez na carreira, desta vez atuando na equilibrada AFC Sul. Além de Foles, Joe Flacco (Broncos), Case Keenum (Redskins) e Ryan Fitzpatrick (Dolphins) também mudaram de endereço.

A análise de trocas e contratações envolvendo quarterbacks é sempre feita de forma individual, já que cada caso representa uma intenção diferente para a franquia que realiza o movimento. Nesta temporada, as mudanças anunciadas ajudam a entender essa teoria, provando que nem sempre uma troca na posição representa evolução ou foca em resultados em curto prazo. Na maioria dos casos, inclusive, adquirir um QB veterano é um recurso usado para realizar uma ponte entre a situação atual da franquia e o seu projeto para o futuro.

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Em 2019, apenas a chegada de Nick Foles à Flórida representa um projeto com ambições otimistas. Finalista da AFC em 2017, o Jaguars ficou muito próximo de bater o Patriots, encontrando na limitação e na falta de inspiração de Blake Bortles a sua principal barreira. A inspiração que faltou ao ex-QB de Jacksonville, foi uma das marcas registradas da campanha comandada por Foles na Philadelphia, levando o desfalcado Eagles até o título. Quarterback mais assediado do mercado, ele terá à disposição uma das melhores defesas da NFL e um RB acima da média para trabalhar, peças fundamentais para facilitar a sua adaptação. Sob o comando de Foles, o Jaguars entende que a posição de QB não precisará mais ser “levada nas costas” pelo restante da equipe, como acontecia com Bortles.

Os outros três quarterbacks que mudam de casa a partir de 2019 não contam com o mesmo prestígio de Foles. Joe Flacco – Indiscutivelmente o de melhor currículo entre eles – assumirá a posição de titular do Denver Broncos após vencer o Super Bowl e comandar o ataque do Ravens por 10 temporadas. No ponto final de sua carreira, Flacco já não está entre os QBs mais produtivos da liga. Em Denver, ele encontrará um time em transição, com jogadores jovens no comando do ataque e em situação desfavorável na difícil AFC Oeste.  Aos 34 anos e com contrato de quatro temporadas, ele servirá como uma opção segura antes da chegada de um novo nome para a posição, o que pode acontecer já nesta temporada via draft. Em uma divisão complicada, é difícil acreditar que ele tenha gás suficiente para levar Denver aos playoffs.

Antecessor de Flacco no Broncos, Keenum ganhou uma vaga em Washington graças às lesões de Alex Smith e Colt McCoy. Após uma temporada dos sonhos em Minnesota, ele se transferiu para Denver, onde não conseguiu manter o mesmo nível e foi rapidamente trocado. Em uma situação bastante específica,  Case terá um ano para mostrar serviço no Redskins, servindo como uma opção viável para a equipe se manter competitiva na NFC. Diferente da sua caminhada em Minnesota, ele não terá à disposição um elenco talentoso em Washington, que sofre com buracos em vários setores. Aos 31 anos e com duas temporadas de contrato, Keenum parece não oferecer ao seu novo time um fator diferente para torná-lo uma força dentro da NFC Leste. A tendência é que esta passagem pela capital americana seja bastante breve para o jogador.

Joe Amon/MediaNews Group/Getty Images

Finalmente, a contratação menos impactante envolvendo quarterbacks nesta temporada ficou por conta do Miami Dolphins, que escancarou o seu processo de reformulação ao adquirir o veterano Ryan Fitzpartrick e liberando Ryan Tannehill. Aos 36 anos, o carismático “Fitzmagic” realmente teve um começo mágico no comando do Bucs em 2018, mas perdeu a posição de titular e caiu no esquecimento ao final da temporada. O QB, que já serviu como jogador de transição em Jets, Bills e Texans, voltará a desempenhar a função em Miami, que ainda não descartou a ideia de draftar um atleta da posição para brigar com o veterano pela titularidade. Caso o barbudo não consiga realizar novos momentos mágicos em 2019, a expectativa é que Miami seja uma das equipes menos competitivas desta temporada.

Em uma liga que começa a ser dominada pelos Quarterbacks mais jovens, as trocas envolvendo veteranos nesta offseason devem causar pouco impacto na briga pelos playoffs. Com o peso de carregar a maior expectativa dentre os contratados, Nick Foles terá todos os holofotes focados na sua performance. Nos últimos dois anos, isso não foi um problema para o jogador.


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