terça-feira, 23 de julho de 2019

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Um dos jogadores mais controversos da NFL nesta década resolveu encerrar sua carreira dentro dos campos. Segundo informação do New York Post na manhã desta terça-feira, Mark Sanchez irá abandonar os gramados para se tornar comentarista de College Football na TV pelo canal ABC, onde a princípio ele não participará das transmissões dos jogos, mas sim de programas no estúdio da emissora, substituindo Mack Brown, que deixou a TV para assumir como técnico da Universidade de North Carolina.

Sanchez chegou à NFL em 2009, quando foi draftado pelo New York Jets com a quinta escolha da primeira rodada. Ele ganhou a titularidade logo no seu primeiro training camp, desbancando o veterano Kellen Clemens. Após bons primeiros jogos, o novato oscilou bastante e chegou até a perder a posição para Clemens, mas Rex Ryan o colocou de volta nos últimos dois jogos, em que o Jets venceu e se classificou para os playoffs como um dos wild cards. Na pós-temporada, mesmo atuando sempre como visitante, o Jets conseguiu duas vitórias, contra Bengals e o super favorito Chargers, mas acabaram caindo na final da Conferência para o Indianapolis Colts.

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No ano seguinte, o roteiro foi parecido. Sanchez não teve a sua titularidade ameaçada, mas suas atuações eram inconstantes. Mas com um bom jogo terrestre, e a ótima defesa comandada por Rex Ryan, o Jets se manteve na briga, e novamente conseguiu uma vaga nos playoffs como wild card. Na rodada de wild card, veio a vingança do ano anterior contra o Colts. Sanchez não teve uma grande atuação, lançando para menos de 200 jardas e nenhum touchdown, mas em um jogo de defesas, ele recebeu a bola por último com menos de um minuto no relógio e conseguiu conduzir seu time ao Field Goal da vitória, naquele que foi o último jogo de Peyton Manning como um Colt.

Na semana seguinte, Mark Sanchez teve sua maior atuação na NFL. Embora novamente tenha falhado em alcançar as 200 jardas aéreas, ele acertou mais de 60% dos seus passes e foi preciso aproveitando todas as falhas do seu adversário para lançar três touchdowns e sair com a vitória. E esse adversário não era um time qualquer, mas o New England Patriots, cabeça de chave #1 da Conferência Americana. Assim, Sanchez se tornava o primeiro quarterback a derrotar, seguidamente e fora de casa, Peyton Manning e Tom Brady nos mesmos playoffs (Joe Flacco repetiria o feito no ano seguinte). No entanto, o Jets mais uma vez ficaria a um jogo do Super Bowl, perdendo a final da Conferência para o Pittsburgh Steelers.

Depois disso, o time do Jets como um todo se enfraqueceu, e as falhas no jogo de Sanchez ficaram mais evidentes. Ele passou a ser criticado por sua postura em um vestiário que cada vez mais ficava efervescente, além da incapacidade de evoluir tecnicamente seu jogo. Após um fraco 2011, o Jets foi buscar Tim Tebow, sensação daquela temporada no Denver Broncos.

Sanchez jamais chegou a perder sua posição para o novo companheiro, mas estava claro que a confiança nele já não era alta. E suas atuações também não melhoraram. Até que no Dia de Ação de Graças de 2012 aconteceu o lance que mais marcou sua carreira. Em um jogo contra o Patriots, Sanchez recebeu o snap e correu com a bola diretamente na direção do guard Brandon Moore. O QB soltou a bola e o fumble foi retornado para touchdown. O famoso butt fumble acabou de vez com qualquer apoio que ele tinha por parte da torcida, e essencialmente encerrou sua carreira como um Jet.

Em 2013, o Jets draftou Geno Smith na primeira rodada, sinalizando que a “Era Sanchez” realmente estava acabando. Sanchez ainda seria o titular naquele ano, mas uma lesão no ombro sofrida na pré-temporada encerrou precocemente seu ano. Antes da Free Agency de 2014, o Jets efetivamente dispensou Mark Sanchez.

Após deixar Nova York, seu próximo destino foi o Philadelphia Eagles, onde ele ainda iniciaria alguns jogos como titular substituindo o lesionado Nick Foles, alternando atuações boas e horrendas. Sanchez passou duas temporadas em Philly, e depois ainda teria passagens curtas e pouco relevantes por Denver Broncos, Dallas Cowboys, Chicago Bears e Washington Redskins, seu último time.


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