sexta-feira, 20 de setembro de 2019

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Mais uma semana, mais uma mesa redonda. Dessa vez trazendo a opinião da nossa equipe e de assinante sobre temas pertinentes à conturbada semana de quarterbacks na NFL.

Além disso, uma visão sobre os até então invictos nesta temporada. Acompanhem!

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Os participantes dessa semana são:

Gabriel Queiroz (Redator) – @GQueiroz7

Diego Alex (Redator) – @diego_alex84

Renato Santilli (Apoiador do Site) – @renatosantilli

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1 – Dos times que não foram aos playoffs na temporada passada, seguem invictos: Green Bay Packers, Buffalo Bills e San Francisco 49ers. Todos mostraram grande desempenho defensivo nas duas primeiras semanas, sobretudo com peças novas que fazem parte do elenco. Mas para você qual é o que mais surpreende em estar com esse resultado atual? Ainda, levando em consideração as equipes e calendário, qual tem mais chances de perder o posto de invicto logo e qual vai permanecer?

Gabriel Queiroz (Redator): A que mais surpreende, mas não chega a ser uma grande surpresa pelos adversários que enfrentou, é o Buffalo Bills. Campeão do torneio de NY, vencendo Jets e Giants, o Bills mais uma vez mostra que tem uma das melhores defesas da Liga, sempre subestimada, e que seu QB evoluiu de 2018 para cá. Sobre quem perde a primeira, acho que os 3 ficam 3-0 depois dos jogos desta semana e, por enfrentar o Patriots na semana 4, o Bills deve ser o primeiro a perder o 100%. Sobre quem perde por último, acho que 49ers e Packers devem cair juntos na semana 5. Green Bay contra o Cowboys no Texas, e o 49ers enfrentando o Browns no MNF depois de ter a bye week na semana 4.

Diego Alex (Redator): Como só aconteceram dois jogos é muito difícil falar em surpresa de invictos. Eu acredito que o Bills tenha mais chances de perder este posto por conta do confronto com o Patriots já na próxima semana. Fazendo uma aposta, sobretudo no talento de seu QB, além dos bons reforços de sua defesa, o Packers é a equipe dentre estas que vejo como a mais confiável.

Renato Santilli (Apoiador do Site): A equipe invicta mais surpreendente nesse início de temporada é a do Buffalo BIlls. Com a ajuda do calendário nos confrontos contra os nova iorquinos da liga, a virada na semana 1 em cima dos Jets e a vitória dominante sobre os Giants ajudam o segundanista Josh Allen a ganhar confiança e pontuar o suficiente para vencer algumas partidas. Num confronto equilibrado contra os Bengals em casa na semana 3 pode manter a invencibilidade, a qual na semana 4 dificilmente continuará contra os Patriots, rivais de divisão, já que o histórico contra Tom Brady não ajuda.

A dominância dos Packers na divisão não é novidade para Aaron Rodgers, mas a defesa sendo o pilar da equipe e o ataque abaixo da média nesse início é. O qual pode melhorar em casa nas semanas 3 (Broncos) e 4 (Eagles) e se confirmar no confronto difícil e fora de casa na semana 5 contra os Cowboys como um contender ao Super Bowl. Caso mantenha a invencibilidade contra Dallas, terá um desafio difícil só na semana 8 em Kansas contra a sensação da atual e da última temporada Patrick Mahomes.

Finalmente os 49ers tem um ataque eficaz com Shanahan e um franchise QB saudável nessa temporada, mas o calendário ajudou e muito nesse começo enfrentando os Bucs sem perspectivas de melhora e um Bengals sem armas ofensivas. Na semana 3 teria um confronto de afirmação contra os Steelers, mas a lesão de Big Ben coloca o time de San Francisco como favorito. A Bye cedo vai ajudar a manter a invencibilidade, mas na semana 5 recebe os Brows e na semana 6 vai a Los Angeles num confronto divisional. Pode sofrer um choque de realidade a partir daí. 

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2 – A lesão de Drew Brees é algo sentido por todos os fãs do Saints. Caso a equipe ainda almeje buscar a pós temporada, deve vencer o máximo de jogos possíveis até a volta do camisa 9. Contudo, os reservas não inspiram muita confiança. Tayson Hill é visto como uma arma para além de QB e Teddy Bridgewater não conseguiu conduzir a equipe para um mísero touchdown contra o Los Angeles Rams no último domingo. Assim sendo, quem vocês acham que dará maior chance do Saints ainda sonhar com playoffs em 2019: Hill, Bridgewater ou algum outro nome?

Gabriel Queiroz: Para começar, eu não consigo enxergar nenhuma possibilidade do Taysom Hill comandar um ataque minimamente funcional na NFL. A função dele é somente essa como gadget player. Assim, sobra o Teddy Bridgewater, que vai ter sua grande chance de mostrar que ainda serve para atuar na NFL pós lesão. Não sei o quão longe ele consegue levar esse time, no entanto, pra mim, a principal questão do Saints é como Drew Brees voltará. Por ser uma lesão nos dedos da mão direita, existe a possibilidade de ele não voltar bem, e aí, acabou a temporada da equipe. Então, mais do que quem o substituiu, a saúde de Brees na volta aos campos é o fator mais importante dessa equação.

Diego Alex: A situação do Saints realmente ficou complicada. Em relação a um substituto para Brees, o que sabemos ser uma missão impossível, o que vejo com chances de fazer um trabalho, ao menos, digno, é Bridgewater. Não espero atuações maravilhosas, mas, dentre as opções Teddy é a melhor sem dúvidas. Tayson Hill é uma ótima e útil peça coringa, mas muito limitado apenas como QB, e a aquisição de um novo nome não me parece nada promissora.

Renato Santilli: Com Teddy Bridgewater no comando do ataque até no mínimo a semana 8 os Saints podem ver suas chances de playoffs diminuírem com confrontos difíceis e derrotas contra Seahawks (3), Cowboys (4) e Bears (7), necessitando vencer Bucs (5), Jaguars (6) e Cardinals (8) para se manter vivo na briga para pós temporada. Com Tayson Hill nessas semanas as chances são bem menores, já que ele não seria um fator X (coringa) no ataque e já mostrou não ser um QB sólido para comandar a franquia. Com um contrato alto para um QB backup, Teddy terá que provar seu valor e levar New Orleans até a volta de Brees à um recorde 4-4 no mínimo para manter a franquia na briga. Qualquer coisa abaixo disso podem zerar as esperanças dos Saints, já que o calendário nas semanas seguintes com um Brees longe de estar 100%, terá confrontos divisionais e a obrigatoriedade de vencê-los. Não vejo necessidade de procurar um outro QB nesse momento, pois não há na Free Agent e backup de outras franquias um nome mais confiável que Bridgewater.

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3 – “Big” Ben Roethlisberger sofreu uma lesão no cotovelo contra o Seattle Seahawks no último domingo e está fora da temporada. Para jogar em seu lugar estará Mason Rudolph, jovem selecionado na terceira rodada do draft de 2018. Quando Rudolph foi escolhido, o próprio Big Ben criticou, alegando que poderia ter sido escolhido um jogador que auxiliaria a equipe de imediato. Fato é que em seu segundo ano, Rudolph já vai conduzir a equipe por uma temporada praticamente completa. Ainda, o Steelers mandou uma escolha de primeira rodada de 2020 pelo ótimo safety Minkah Fitzpatrick. Esse movimento da franquia de Pittsburgh em abrir mão de uma escolha de primeira rodada quando seu QB1 está fora da temporada pode significar uma confiança em Mason Rudolph para começar a trilhar seu caminho como líder do ataque e, consequentemente, um adeus a “Big” Ben?

Gabriel Queiroz: Acredito que não. Acho que o maior fator para a troca é o talento de Minkah e quantidade de problemas que ele pode resolver na defesa, que segue com muitos buracos. Não vejo relação entre essa troca e confiança no Rudolph, mas sim, é um risco. Existe a possibilidade de Big Ben não voltar bem em 2020, o que seria um problema para o Steelers. Enorme, se Rudolph for mal, e menor, se Rudolph for bem. E é por isso que eu não gostei dela. Mais pelo potencial de ser uma pick no top 10, que seria um preço alto pelo DB, do que um real voto de confiança no QB e ajuda para a defesa.

Diego Alex: Enxergo a aquisição de Minkah mais ligada a oportunidade de mercado que a equipe julgou imperdível. No entanto, de fato, a equipe parece  confortável com Rudolph neste momento. Contudo, é interessante ponderar que a troca de sua escolha de 1° rodada pode estar mais ligada com a confiança no retorno de Bigben do que com a consolidação de Rudolph como titular. Se a equipe tem certeza que o seu QB titular voltará a jogar na próxima temporada, não faria sentido investir uma escolha em um novo QB, tanto agora via troca ou também pensando na rodada inicial do Draft 2020.

Renato Santilli: Pittsburgh confia em Mason Rudolph para ser o sucessor de Big Ben a partir de sua aposentadoria, mas isso pode demorar mais um pouco. A Lesão do QB duas vezes campeão do Super Bowl é um baque para temporada de 2019 mas não um adeus. Veremos o grandalhão desajeitado e acima do peso em 2020 comandando o ataque dos Steelers, que já não assusta tanto. Com uma divisão cheia de novos e talentosos QBs (Baker Mayfield e Lamar Jackson) a franquia pode decidir se continua com Rudolph ou vai para outra direção a partir de 2021, sendo a troca envolvendo o safety Minkah Fitzpatrick uma oportunidade de reforçar os Defensive Backs da franquia e melhorar seu setor defensivo. Mesmo Pittsburgh envolvendo sua primeira escolha em 2020, Minkah se mostrou um ótimo valor jogando pelos Miami Dolphins com a franquia claramente em reconstrução e buscando uma primeira escolha geral em 2020.

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