sexta-feira, 13 de setembro de 2019

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A coluna Mesa Redonda volta em mais uma semana, dessa vez trazendo ponderamentos sobre o que acontecimentos interessantes do entorno da segunda semana da NFL.

Finalmente com a temporada regular de 2019 em pleno vapor, muitas questões rondam o universo da liga. Para responder algumas dessas, membros da nossa equipe e assinantes fazem parte semanalmente da Mesa Redonda.

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Essa semana os convidados são:

Fernando Henrique Schmude – Redator (@fernandoschmude)

Paulo César – Redator (@PcesarPjunior)

Leonardo Santos – Apoiador do site (@leomosantosbh)

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1 – Com uma semana 1 muito boa, Lamar Jackson fez a melhor partida de sua carreira na NFL analisando especificamente seu lado de passador, completando 17 passes de 20 tentados para 324 jardas, 5 touchdowns e uma nota perfeita de quarterback: 158.3. A pergunta que fica no ar é: Lamar é para valer ou se aproveitou de um fragilizado Miami Dolphins para esse desempenho satisfatório?

Fernando Henrique (Redator): Sobre o Lamar. Eu sempre acreditei que ele é para valer, sempre gostei muito do conjunto de habilidades dele e acredito no desenvolvimento dele passando a bola, levando em conta o impacto dele correndo com a bola e como isso facilita ele a passar. É difícil separar bem. Mas se eu acho que ele será um passador nível Peyton Manning ou Tom Brady? Não. Contudo, a ameaça terrestre pode gerar algum nível de dificuldade similar para a defesa, especificamente a secundária defender. Na semana 1 foi uma soma dos dois: um segundo ano de Lamar Jackson como profissional e um time que não briga por nada nessa temporada e terá sérios problemas de competitividade, com vários jogadores jovens. Então, Lamar pegou uma defesa bagunçada nesse momento e aproveitou. Preocupação seria se ele não se aproveitasse.

Paulo César (Redator): Acredito ser muito cedo para qualquer prognóstico mais elaborado, até porque como bem disse o Miami Dolphins de 2019 não deve ser parâmetro para nada (a não ser que esteja falando de um dos piores elencos da história). Claro que ficamos todos com um gostinho de “quero mais” ao ver um Quarterback tão móvel lançando cinco passes para TD, mas sou do time dos que preferem esperar ao menos até a metade da temporada. Vencer a titularidade ano passado com um Joe Flacco tão inefetivo como vimos também merece destaque, mas precisamos esperar.

Leonardo Santos (Apoiador do site): As duas coisas. É bastante improvável que Lamar consiga repetir os 5 Touchdowns lançados contra outro time,  mas, além dos números, observando o jogo, é inegável que ele melhorou bastante como pocket passer e correr já não é mais seu primeiro impulso. Então na minha opinião,  mesmo dando o desconto de um dos piores times que já vimos na NFL (Este Dolphins), Lamar é sim para valer.

Resultado de imagem para browns titans 1200x8002 – O time mais quente vindo para a temporada regular era o Cleveland Browns, devido ao ano de 2017 terminando 0-16 e um 2018 que bateu na porta de um recorde positivo, muito por conta da chegada do jovem quarterback Baker Mayfield. Novas peças foram trazidas para apimentar esse time, sendo o principal nome a estrela Odell Beckham Jr. Porém, a semana 1 foi um balde de água fria para os fãs da franquia de Ohio. Uma derrota acachapante para o Tennessee Titans, com uma atuação abaixo do esperado para Mayfield. Essa grande expectativa criada em torno da equipe pode ser um fator que dificultará essa temporada ou foi um dia atípico e uma vitória tática de Mike Vrabel sobre Freddie Kitchens?

Fernando Henrique: Com certeza a expectativa criada em torno do Cleveland Browns só tem a atrapalhar. Houve uma melhora na temporada passada, mesmo quando Greg Williams assumiu, e agora teve uma nova mudança de treinador principal, que pode ser até questionada devido aos resultados obtidos por Greg Williams no cargo. Trata-se de uma equipe que não briga por nada há anos, e que tem toda sua expectativa criada em torno do talento de certas peças individuais, mas que alguns ainda precisam se desenvolver. São talentos individuais, ainda não é um Cleveland Browns forte como equipe. Dessa forma, não se sabe se o Browns vai alcançar o que se espera e a expectativa em torno é muito grande, o que gera um impacto negativo. Pode-se notar também o temperamento de alguns jogadores, que mesmo que talentosos, tem uma mentalidade de estrelismo. O próprio Baker Mayfield é um exemplo. Quarterback de muito talento, mas que dos QBs da classe dele é o que menos me agrada em questão de mentalidade, e isso certamente se transfere para o dia a dia em campo. Alguns comentários dele agradam os torcedores do Browns, mas que são imaturos no ponto de vista profissional, e que não combinam com a expectativa do Browns de agora. Acredito que a equipe precisa amadurecer e se entrosar para se tornar uma equipe forte. Mas isso não está perto de acontecer. Acumular talento não é a única solução para se ter vitórias a curto prazo.

Paulo César: Campeonatos não são vencidos em Maio ou Junho e a NFL é uma liga conhecida por grandes mudanças de um ano para outro (para o bem ou para o mal). Coroar um time relativamente muito jovem antes mesmo do Training Camp começar é um erro – e a derrota por 30 pontos para o Tennessee Titans é a prova real disso. Claro que o elenco empolga e mesmo a combalida cidade merece um time competitivo, mas o salto entre ter jogadores importantes e combiná-los para que formem uma boa equipe é bem grande, talvez maior do que Freddie Kitchens possa guiar, daí o fato de achar no mínimo questionável a efetivação do então coordenador como técnico principal.

Leonardo Santos: A linha ofensiva dia Browns foi totalmente dominada pela linha defensiva dos Titans. Isso trouxe uma enorme dificuldade para o Baker no jogo inteiro, que se viu pressionado e sem eficiência no jogo terrestre.  Mesmo levando isso em conta, é inegável que Baker sentiu a pressão da defesa dia Titans e jogou bem menos do que o esperado. Acho que a derrota pode ter sido boa para colocar a cabeça dele no lugar e voltar melhor. Sob a possível pressão da expectativa,  não acho isso um fator, acho que Baker se alimenta disso. Quer pressão maior do que ser questionado como escolha geral número 1 e assumir um time que parecia destinado ao fracasso na temporada passada?

Resultado de imagem para sam darnold sick 1200x8003 – Novas notícias apontam que Sam Darnold, quarterback do New York Jets, não atuará na segunda feira diante do Cleveland Browns. A ausência do jogador certamente será sentida, tendo em vista que perder seu QB titular em um jogo de horário nobre é sempre um grande problema a se enfrentar. Levando em conta uma primeira semana com derrota para um rival de divisão e possíveis reveses nas semana em que Darnold não estará em campo, é possível afirmar que as expectativas do Jets de ser a segunda força da divisão podem estar com dias contados?

Fernando Henrique: Não é o começo que os torcedores do Jets esperavam. Sam Darnold fora, em uma situação bem estranha, além de outros jogadores baleados: Le’veon Bell que fez exames, mas que não parece nada sério; CJ Mosley que é dúvida, que pode fazer muita falta nessa defesa e dificultar para o jogo de segunda. Contudo, ainda é muito cedo. O jets tem um time interessante, apesar de que quem vê de fora da divisão não acompanha tanto essa equipe e não levam fé. Caso não seja nada grave e o Darnold consiga voltar logo, o Jets tem plenas chances de competir pelo segundo posto da divisão ainda. Mas pensando em wild card complica mais. A AFC Norte e AFC leste estão fortíssimas, então qualquer tropeço no início complica as chances do Jets conseguir uma vaga nos playoffs ao fim da temporada regular.

Paulo César: O New York Jets foi um dos times que mais se movimentou na intertemporada buscando justamente se equiparar com este título de “melhor time fora o Patriots” dentro da AFC Leste. Contudo, acredito que tal posicionamento está atrelado basicamente à saúde de seus atletas – e não um começo 0-2 na temporada. Por atletas se entende jogadores colo Le’Veon Bell, CJ Mosley (que saíram machucados na primeira rodada) mas principalmente Sam Darnold: ele é a chave para as reais expectativas e desempenho do Jets em 2019 e segundo várias notícias, tem a semana 5 como o ponto de partida para seu retorno, caso esteja realmente saudável. Um retorno do jovem QB nesta altura ainda seria suficiente para tal, mas uma ausência prolongada já dá calafrios no lado verde de Nova Iorque.

Leonardo Santos: Tirando obviamente o New England Patriots,  essa divisão é muito, muito fraca. E acho que só por isso os Jets podem ter sido cotados como número 2. Não vejo nada além de um time mediano e definitivamente não gosto do Adam Gase como técnico. A única vantagem que o time parecia ter sobre o Buffalo Bills era justamente o QB. Darnold deve perder 6, talvez 8 semanas e não acredito que Trevor Siemian consiga muitas vitórias. Os Bills possuem uma defesa muito boa e que é bastante subestimada. Para mim são os favoritos para o segundo lugar na divisão.

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4 – Na semana 2 acontecerá a reedição da última final de conferência da NFC, cujo final foi um tanto quanto trágico para a franquia de New Orleans. O reencontro de Saints e Rams terá um algo a mais ou aquele momento já é passado? Ainda, qual seu palpite para o jogo e quem vai se destacar individualmente?

Fernando Henrique: É difícil não lembrar do ano passado para o New Orleans Saints. Foi uma situação bem chata e é difícil os jogadores do Saints não buscarem uma certa revanche, por mais que as circunstâncias dos jogos não se comparem. Mas ainda assim aposto no Rams. A primeira atuação do Brees levantou um questionamento. Nunca saberemos quando esses jogadores veteranos irão cair de produção e qualquer dia ruim já se inicia o pé atrás com a ideia de “será que o jogador está começando a regredir”. O Rams é uma equipe mais jovem, e após uma vitória contra a bom time do Panthers na semana 1, acredito que sairá novamente com a vitória. É difícil dar um destaque individual, mas acredito que o ataque do Rams terá um destaque de modo geral, tendo em vista os grandes nomes que compõem a unidade: Gurley, Goff e o próprio Robert Woods.

Paulo César: Com toda a certeza a memória daquela partida estará fresca na memória dos atletas, já que o Saints manteve praticamente toda sua base para tentar uma das últimas chances de elevar o lendário QB Drew Brees ao posto de duas vezes campeão do Super Bowl. Ao menos nos primeiros minutos, a eliminação (ainda mais traumática como foi) adentrará a cabeça dos jogadores e conforme a partida avance e a adrenalina suba, tais ânimos vão se acalmando, mas com certeza não serão esquecidos.

Leonardo Santos: De jeito nenhum aquilo foi esquecido. A grande maioria dos jogadores que vão jogar estavam liga naquele dia. Com certeza terá algo mais e os Saints vão querer devolver a derrota.  Eu acho os Saints um time melhor, mais equilibrado, com uma defesa muito boa e um ataque com muitas armas. Jared Goff tem jogado muito melhor em casa (efeito Big Ben?), mas Gurley claramente não está 100% e faz bastante falta no ataque dos Rams. Mesmo jogando fora de casa,  aposto nos Saints neste jogo.

 

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