sexta-feira, 22 de novembro de 2019

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Mais uma semana, mais uma mesa redonda. Dessa vez trazendo a opinião da nossa equipe e de assinante sobre temas pertinentes à décima primeira semana da NFL.

Além disso, uma visão sobre a queda vertiginosa que o Los Angeles Rams sofreu após o Super Bowl. Acompanhem!

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Participam essa semana:

Lucas Teixeira (Redator)

João Gabriel Gelli (Redator)

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Apesar de ter apenas uma derrota na temporada, o New England Patriots não vem tendo as atuações de encher os olhos como as que tinha nos últimos anos, sobretudo no lado ofensivo da bola. A forte defesa colocou o time em situações favoráveis em diversos jogos, enquanto o ataque não fez o mesmo, inclusive, dificultando alguns jogos que poderiam ter sido mais tranquilos. Dito isso, você imagina que o desempenho do ataque tenha a ver com uma queda de Tom Brady e consequentemente a idade chegando para o QB? Ainda veremos esse Patriots longe apesar do atual ataque?

Lucas Teixeira (Redator): É uma possibilidade plausível, mas não serei eu o cara que vai cravar que Brady está em declínio. Além disso, a queda de desempenho da OL e a aposentadoria de Gronk também contam muito.

João Gabriel Gelli (Redator): Como você disse, o ataque do Patriots não se equivale a uma ótima defesa. Brady parece estar, finalmente, sentindo os efeitos da idade e tendo uma temporada muito discreta. No entanto, também não recebe muita ajuda dos companheiros do setor. A OL está muito abaixo do normal sem o center titular e com um dos piores LTs da liga. Isso contribui para que Brady seja apressado em muitas jogadas e que o ataque terrestre não encontre um ritmo. Além disso, os TEs agregam quase nada e os WRs não são diferenciados e, com exceção de Edelman, pouco confiáveis. Dessa forma, por mais que Brady esteja em declínio, as condições externas também não são das melhores e ainda é possível que ele suba de nível na temporada. Dito isso, apesar de um ataque abaixo da média, o Patriots está em ótima posição para ter uma folga na primeira rodada dos playoffs. Assim, a expectativa é de que o time chegue até a final da AFC mais uma vez.

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A última partida do Chicago Bears diante do Los Angeles Rams foi o cúmulo para a titularidade de Mitchell Trusbisky. O camisa 10 e segunda escolha geral de um draft de 2017, que contava com Desahun Watson e Patrick Mahomes, não vem desempenhando o papel esperado. Além disso, ainda não mostra um grande passo de evolução, conforme geralmente ocorre com os QBs jovens que caminham para o final do seu contrato de calouro. Dessa forma, podemos dizer que o tempo de Trusbisky como jogador do Chicago Bears está com os dias contados? Como imagina a movimentação do Bears na offseason para suprir a carência na posição?

Lucas Teixeira: Não tenho certeza que o Bears vá admitir o erro. Mas obviamente eles deveriam. Sem escolhas de primeira rodada, a melhor possibilidade pra eles seria assinar com um veterano na Free Agency pra ser uma ponte (trocadilho intencional, Bridgewater) para o próximo QB do futuro.

João Gabriel Gelli: O Bears se encontra em uma posição complicada. Trubisky já mostrou que não é o QB do futuro para a franquia e deixa uma defesa muito boa refém. Além disso, o time não tem uma escolha na primeira rodada do próximo Draft por conta da troca por Khalil Mack no ano passado. Para piorar, a equipe também não está projetada para ter muito espaço na folha salarial. Quando se somam todos estes fatores, é possível perceber que Trubisky deve receber mais uma chance em 2020 para tentar mudar a narrativa ao seu redor. Caso a diretoria decida que é hora de encerrar a relação, então uma opção pode ser busca um nome livre no mercado para suprir a necessidade por uma temporada.

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O ataque do Los Angeles Rams nem de perto se assemelha aos primeiros anos de Sean McVay no comando da equipe. O atual representante da NFC no super bowl parece que não chegará novamente nem mesmo aos playoffs. A má atuação do ataque de um modo geral pode se dar pelo já entendimento dos coordenadores defensivos em relação ao ataque de Sean McVay? O que o Rams pode fazer para melhorar o desempenho ofensivo e ainda brigar por algo esse ano?

Lucas Teixeira: Não acho. A linha ofensiva piorou muito e Jared Goff simplesmente não é um grande QB. Como o Rams já se comprometeu com Goff, resta a eles repor as saídas da OL.

João Gabriel Gelli: O Rams se notabilizou ao longo das últimas temporadas por utilizar amplamente o personnel 11 (1 RB e 1 TE) e quase não substituir seus WRs (Cooper Kupp, Robert Woods e Brandin Cooks). Além disso, tinha um ataque terrestre muito forte com Todd Gurley. Contudo, o esquema ficou marcado pela variabilidade pequena e, desde o meio de 2018, tem um antídoto identificado por coordenadores defensivos adversários (usar seis jogadores na linha de scrimmage). Some a isso o fato de que a OL regrediu drasticamente de uma das melhores para uma das piores da liga, o que fez Jared Goff jogar pressionado com mais frequência, deixando seu pior lado exposto. Os WRs também não têm ficado saudáveis e Gurley está abaixo do desempenho desejado. Honestamente, com todo o tempo que McVay teve para buscar ajustes e não conseguiu, é difícil imaginar como o Rams conseguirá reverter a situação em 2019. Isto é corroborado pelo fato de que os desempenhos individuais estão abaixo da média e o elenco não está muito saudável, o que ainda limita o teto da equipe.

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