sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

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A Mesa Redonda chega com o andamento de mais uma rodada da disputadíssima temporada regular da NFL. Veja o que nossos especialistas tem a dizer sobre este importante momento.

Participantes desta semana:

Diego Alex (redator) e
LucasTeixeira (redator).

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O Chicago Bears caminha a passos largos rumo ao improvável título da divisão Norte da conferência nacional. Improvável antes da temporada começar pois, ainda sem o monstro Khalil Mack, rivais como o Minnesota Vikings e o Green Bay Packers se colocavam como os favoritos na busca pela hegemonia de uma das divisões mais tradicionais de toda a NFL. Contudo, como a temporada regular é vencida no campo, o time de Chicago vem evoluindo a cada semana e agora uma aparição na pós-temporada é algo que já aparece no horizonte dos comandados de Matt Nagy. Com um bom jogo corrido, recebedores talentosos e uma defesa dominante nos três setores, tudo parece se resumir ao desempenho do QB Mitchell Trubisky. O segundo-anista vem mostrando sinais de evolução após ter sido recrutado com a 2ª escolha geral do Draft de 2018, principalmente com a ameaça que representa pelo chão mas em Janeiro, mês dos playoffs, a pressão é totalmente diferente. Com a garantia de ao menos um jogo no Soldier Field – no caso do título de divisão, uma aparição no NFC Championship Game, mesmo que represente uma vitória fora de casa contra Saints ou Rams é algo que o Bears pode achar palpável nesta temporada?

Diego Alex (redator): É possível, mas, obviamente, Saints e Rams são os favoritos no momento. De toda forma, não é sensato subestimar uma equipe que conta com uma ótima defesa e com um jogador completamente acima da média como Khalil Mack. A partida do último TNF nos deu mostras de que, com uma atuação defensiva quase perfeita, é possível parar um grande ataque.

Lucas Teixeira (redator): É palpável, sim. O Bears tem uma defesa que pode, se não parar, ao menos reduzir um pouco o impacto dos potentes ataques de Rams e Saints (o Cowboys que nos diga), e o ataque é funcional o suficiente para mante-los no jogo. Final de conferência não seria meu palpite, mas é plenamente possível.

O Atlanta Falcons se recuperou da maior derrota da história de todos os Super Bowls caminhando até os playoffs de divisão da última temporada – e ficou muito próximo de chegar ao NFC Championship Game. Nesta temporada, após a doída derrota para o Baltimore Ravens, as chances de playoff praticamente se extirparam já que, estacionados no recorde de 4-8, uma classificação pelo Wild Card também está praticamente descartado pelos comandados de Dan Quinn. Foram quatro derrotas nas quatro últimas rodadas que comprometeram todo o trabalho de um dos times mais talentosos de toda a NFL. Lesões cruciais no começo da temporada – como o LB Deion Jones e o S Keanu Neal fatalmente reduziram o desempenho e também comprometeu todo o trabalho da outrora dominante defesa, que não encontrou resposta à ausência dos talentosos jogadores. A remota chance de uma classificação para a pós-temporada passa por vitórias nos quatro jogos restantes e uma combinação virtualmente impossível de resultados. É hora de criticarmos o trabalho de Dan Quinn ou esta temporada é apenas um pequeno desvio em um bom trabalho sendo feito até então?

Diego Alex (redator): Todo trabalho é passível de críticas, mas Dan Quinn está longe de ser o maior responsável ou alguém com o cargo ameaçado. A montagem desta equipe e, principalmente, de sua defesa, com ótimas escolhas no Draft, não pode ser esquecido. As lesões de titulares importantíssimos tiraram qualquer possibilidade da equipe brigar em condições de igualdade da sempre equilibrada NFC Sul.

Lucas Teixeira (redator): Um pouco de ambos. Quinn teve algumas decisões questionáveis, mas o impacto das lesões também é inegável (e imenso). Não penso que deveria ser o caso de colocar seu emprego em risco, mas sim algumas reflexões durante a offseason para que 2019 seja melhor.

A importância de um Quarterback reserva de bom nível é realmente vital nesta atual fase da NFL. Vimos na rodada retrasada o QB Chase Daniel suprir com naturalidade a ausência do QB Mitchell Trubisky na vitória do Chicago Bears contra o Detroit Lions fora de casa, vitória esta que praticamente garantiu o caminho até a pós temporada para a franquia de Chicago após vários anos de ausência na parte mais importante da temporada. Outros jogadores também alternaram a titularidade na posição de Quarterback titular ao longo da temporada. No seu ponto de vista, ainda há times que negligenciam esta importante peça da montagem de um elenco competitivo ou ter um Quarterback reserva já está dentro do planejamento dos times no pior cenário possível?

Diego Alex (redator): Eu nem vejo isto como algo proposital, uma negligência. A verdade é que ter um único bom QB já é difícil, ou seja, ter ainda um reserva confiável não é algo simples. Poucos times possuem reservas confiáveis, mas isto é muito mais por conta da escassez da posição do que por opção das equipes.

Lucas Teixeira (redator): Sem dúvida. A NFL de hoje em dia é extremamente dependente do nível na posição de QB, e em um snap você pode sair de candidato a playoffs para a primeira escolha no draft (olá, 49ers). Inclusive escrevi sobre isso recentemente aqui.

O Arizona Cardinals está caminhado a passos largos para obter a primeira escolha do Draft de 2019. Este é o ápice de um desempenho lamentável ao longo da temporada – o que é pior se pensarmos que há apenas três temporadas a equipe atuava no NFC Championship Game contra o Carolina Panthers. Aquela base talentosa já se foi e os poucos bons jogadores que lá restam não são capazes de traduzir o talento em bom desempenho dentro do campo e também o que mais importa, as vitórias. Olhando para o futuro próximo, faz-se necessário uma reconstrução quase que completa em todos os setores da equipe. Com isso em mente, a combinação de juventude e bom desempenho de jogadores como o QB Josh Rosen, RB David Johnson e o CB Patrick Peterson é o suficiente para guiar uma rápida reconstrução da equipe, ou ainda serão necessários alguns anos para que o Cardinals realmente volte a competir dentro da divisão e da conferência?

Diego Alex (redator): Tudo passa pela evolução de Josh Rosen. Caso o QB consiga se firmar na liga, as chances são bem maiores de uma melhora considerável do Cardinals em pouco tempo. É fato que a equipe ainda tem muitas brechas no elenco, mas, caso tenha encontrado o seu QB em Rosen, se torna muito mais fácil evoluir o time a sua volta. Com bastante espaço no Salary Cap em 2019 e com uma ótima posição de escolha no Draft, a equipe terá o melhor cenário possível para mudar de patamar em pouco tempo se Rosen conseguir traduzir para a NFL o potencial que sabemos que o jovem possui.

Lucas Teixeira (redator): O Cardinals achou um bom QB em Josh Rosen e isso, teoricamente, já seria um ótimo começo. Mas, até mais do que no elenco de apoio, o time errou feio na comissão técnica: Mike McCoy foi um desperdício de tempo e o HC Steve Wilks também não inspira minha confiança. O Cardinals tem os exemplos de Goff e Trubisky para seguir: precisa rodear seu diamante bruto com bons técnicos, que não atrasem seu desenvolvimento. Se acertarem nisso, o time ficará bem.

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