sexta-feira, 11 de outubro de 2019

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Mais uma semana, mais uma mesa redonda. Dessa vez trazendo a opinião da nossa equipe e de assinante sobre temas pertinentes à quinta semana da NFL.

Além disso, uma visão sobre o futuro de Cairo Santos na liga. Acompanhem!

Leia Mais: O San Francisco 49ers é de verdade

Leia Também: Destaques e Decepções: A explosiva performance de Aaron Jones e a grande vitória do Indianapolis Colts

Participam essa semana:

Eduardo Araújo (Co-fundador do site)

João Gabriel Gelli (Redator)

Gabriel José (Apoiador do site)

Não há maneira de não começar falando sobre o San Francisco 49ers. Atuações dominantes, sobretudo do lado defensivo da bola, em todos os jogos até aqui fazem com que a franquia da Califórnia seja o ultimo dos invictos da conferência nacional. A já esperada melhora do pass rush após a chegada de Dee Ford e Nick Bosa aconteceu. Contudo, lesões de importantes peças, como Joe Staley, Mike McGlinchey e Kyle Juszczyk deixaram grande lacuna ofensiva, sobretudo no que tange ao jogo terrestre, ponto em que o time é o melhor da liga com 200 jardas por jogo até aqui. As lesões impactarão o curto prazo da equipe ou o desempenho defensivo continuará colocando vitórias no colo de Kyle Shanahan?

Eduardo Araújo (Co-fundador do site): Com a lesão do McGlinchey e do KJ a tendência é o ataque sentir bastante. São dois jogadores fundamentais para o esquema de zone blocking do Kyle Shanahan funcionar e isso afeta diretamente o jogo terrestre do time e os passes rápidos. Eu adoro a defesa de San Francisco, mas ainda espero que tenham problemas futuramente com sua secundaria, principalmente quando os Edges enfrentarem OTs de elite. Shanahan é um dos principais técnicos ofensivos da liga, com certeza vai conseguir bolar algo para seu ataque, mas as lesões preocupam bastante.

João Gabriel Gelli (Redator): Como você falou, os pilares desse começo bem-sucedido do 49ers são o desempenho defensivo acima da média e um ataque terrestre. É certo que o nível de produção da linha ofensiva vai cair sem os dois principais jogadores, mas acredito que quem mais deve sofrer com isso é Jimmy Garoppolo. O QB tem sido sólido, mas ainda não teve uma atuação excelente nessa temporada. A pressão deve chegar mais rápido e Garoppolo é tido como um passador de mecânica de lançamento rápida, uma adaptação para um ataque aéreo mais dependente de jogadas curtas e jardas após a recepção. Já as corridas contarão com alguma perda de qualidade sem Staley e McGlinchey, mas têm em Kyle Shanahan um dos melhores treinadores em desenhar jogadas do tipo e tirar o máximo de seus RBs. No fim das contas, acredito que a equipe está alcançando um patamar mais alto do que deveria baseado em talento bruto até aqui. Por isso, alguma regressão é esperada, ainda mais quando a ausência de jogadores importantes é considerada, mas o resultado final ainda deve ser uma equipe que brigará forte pelo título da NFC Oeste e por uma vaga nos playoffs.

Gabriel José (Apoiador do site): Difícil três lesões importantes no esquema de bloqueios não fazer falta, mas acredito que o talento dos jogadores e a criatividade do Shanahan vão ser capazes de ao menos minimizar o impacto, mas é bem capaz de vermos o jogo aéreo ser obrigado a atuar um pouco mais nessas próximas semanas. #GONINERS

Após errar 4 field goals, o que culminou na derrota do Tennessee Titans para o Buffalo Bills por 14-7, o kicker brasileiro, Cairo Santos, foi dispensado da equipe de Nashville. Ao observar seu histórico de lesões e uma última aparição desastrosa, vocês imaginam que as franquias da NFL ainda apostarão no chutador tupiniquim?

Eduardo Araújo: Acredito que o Cairo vai passar um bom tempo na geladeira, ele perdeu muito mercado saindo de time a time e agora com 4 erros seguidos talvez a carreira do brasileiro pare de vez. Na liga vejo jogadores do mesmo nível que o Cairo, porém vai demorar para o jogador voltar a atuar na NFL.

João Gabriel Gelli: Cairo é um kicker mediano para os padrões da liga. Como ele, existem muitos outros e é natural da posição e para jogadores desse nível que estejam sujeitos a grande variância de desempenho. Sua perna não é das mais fortes, o que ainda limita sua participação como responsável pelos kickoffs nas equipes em que atua. Uma vez que a segurança de um K no emprego é bem baixa e ele é uma opção viável, acredito que ele ainda pode ter oportunidades. No entanto, suas chances estão chegando ao fim e não devem oferecer muita margem para erro.

Gabriel José: A situação do Cairo é bem difícil, mas como a situação de kicker na NFL é sempre muito instável, acredito que ainda tem espaço apesar de que esse espaço não venha nos próximos dias.

O próximo Sunday Night Football será disputado entre Chargers e Steelees. Após chegar à semifinal de conferência na temporada passada, muita expectativa era alocada na franquia de Los Angeles, que manteve um plantel muito forte. Contudo, em campo a equipe ainda não conseguiu desempenhar o que era esperado, tendo perdido jogos que poderão lhe custar muito futuramente. O 2-3 do Los Angeles Chargers pode ser considerado a maior decepção do início da temporada de 2019? Ainda, há cenários futuros para melhora? Como são eles?

Eduardo Araújo: Não vejo como decepção uma equipe que é desmantelada por lesões. O Chargers é o time maia azarado da NFL e isso parece nunca mudar. Acredito da melhora do time com o passar da temporada, confio ainda que o time chegará aos playoffs. Mas para melhorar primeiro os jogadores tem que estar inteiro. Segundo o time vai ter que adapatar para ter Melvin Gordon e Austin Ekeler em quase todos snaps e a sua defesa vai ter que jogar bem mais bola sem Derwin James. Talento o Chargers tem sobrando, agora as coisas tem que começar a dar certo dentro de campo.

João Gabriel Gelli: O Chargers é um caso claro de decepção até aqui na temporada. O time é um dos mais talentosos na AFC e deveria ser um forte candidato tanto na divisão quanto em uma briga até por folga nos playoffs. O grande problema é que a lesão de Derwin James prejudicou a secundária, Melvin Ingram não estava em grande fase até se lesionar e perder algum tempo e a defesa como um todo tem atuado abaixo do esperado. Além disso, no lado ofensivo, a OL é muito fraca e desfalcada, o que atrapalha em todos os sentidos e foi uma falha no planejamento do elenco por parte do GM Tom Teelesco. As lesões também foram cruéis com o ataque e Justin Jackson, Hunter Henry e Mike Williams já foram desfalques em algum momento. Apesar de grandes atuações de Austin Ekeler, Keenan Allen e Philip Rivers, os comandados de Anthony Lynn estão sofrendo. Nesse cenário, o time precisa ficar saudável rápido para colocar a temporada de volta nos trilhos. Contudo, não imagino que uma reviravolta deva acontecer e o time será o que mostrou até agora, com um retrospecto entre 7-9 e 9-7.

Gabriel José: Certamente o Chargers é a maior decepção até aqui, o time vem perdendo jogos que apesar das lesões deveria ter total condições de ganhar, devem melhorar, mas, não vejo mais como contender.

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