sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

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O ano de 2018 não tem sido fácil para o torcedor do San Francisco 49ers. Antes mesmo da temporada começar o time perdeu a principal contratação da offseason com a lesão de Jerick McKinnon. Na semana 3, foi a vez de Jimmy Garoppolo cair. Sem o quarterback titular a temporada já estava fadada ao fracasso, mas mesmo assim o desempenho do time ficou abaixo do previsto. A defesa não desempenho no nível esperado, perdendo muitos tackles e sem um pass rush efetivo. As escolhas de primeira rodada da classe de 2017 tiveram anos decepcionantes. Solomon Thomas ainda não jogou o que é esperado de uma terceira escolha geral do draft e dá sinais que possa nem vir a jogar nesse nível. Já o caso de Rouben Foster é mais grave, com o atleta dispensado corretamente do time após agredir sua ex-namorada. No momento a franquia californiana ocupa a última posição geral na NFL e, como consequência, deverá ter a primeira escolha geral no draft.

Mas mesmo com todas as dores, nem tudo foi ruim em 2018. Tivemos algumas agradáveis surpresas nessas temporada que, somadas ao retorno de Jimmy G. e McKinnon (e quem sabe a seleção de Nick Bosa no draft?), podem formar uma espinha dorsal sólida para 2019 e o futuro.

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George Kittle

Já podemos colocar o nome de Kittle entre os melhores tight ends da liga? Que temporada está tendo o segundanista! Seu desempenho até o momento é de All-Pro. Entrando na semana 15, o TE é o décimo jogador com mais jardas recebidas na temporada, o segundo dentro da posição. E se Travis Kelce (primeiro colocado) teve durante o ano todo Patrick Mahomes lançando para ele, Kittle teve que se contentar com C.J. Beathard e Nick Mullens como passadores durante quase toda a temporada.

A última partida contra o Denver Broncos foi um show à parte: 210 jardas recebidas e 1 TD, todos recebidos apenas na primeira metade da partida e ficando à 4 jardas de se igualar a melhor marca de um TE dentro de um jogo. Porém um recorde interno foi quebrado: Kittle passou Vernon Davis (965 jardas) como melhor performance de um TE em uma temporada pelo 49ers, isso com ainda 3 jogos restantes no calendário.

Matt Breida (e o jogo corrido em geral)

Com a perda do running back titular antes da temporada, pouco se esperava do jogo corrido do 49ers. Mas as expectativas foram completamente contrariadas. Matt Breida mostrou capacidade para suprir a ausência de McKinnon e figurou entre os melhores desempenhos nas semanas iniciais da temporada e não fossem as pequenas lesões que o fizeram perder snaps e jogos com certeza passaria tranquilamente das 1.000 jardas corridas no ano. Seu jogo aéreo também melhorou em relação a 2017, tendo já passado em 12 partidas a quantidade de jardas recebidas na temporada passada. Hoje o time conta com, além de Breida, Jeff Wilson Jr., Alfred Morris e Matt Dayes na posição e mesmo assim é o 8º melhor time da liga correndo com a bola. Parte desse sucesso cai na conta da linha ofensiva que, apesar de mostrar deficiências na proteção ao quarterback, é um fator crítico para o jogo corrido. Surpresa também é a escolha de primeira rodada Mike McGlinchey, que tem sido elogiado em bloqueios para a corrida durante a temporada.

Fred Warner

Selecionado na terceira rodada do Draft deste ano, o linebacker de BYU foi um achado. Desde a semana 1 o calouro é um titular quase que absoluto na defesa, sendo o jogador que mais participou do jogo na unidade (esteve em 99,07% dos snaps defensivos do time). Se não bastasse, já em seu primeiro ano ganhou o ponto de comunicação com a comissão técnica muito pela sua inteligência de jogo, sendo o responsável por chamar as jogadas defensivas durante a temporada. Além disso ele tem jogado como um talento de primeiro round, com eficiência em tackles (é o 17º na liga no quesito) e em parar tanto o jogo corrido quando o aéreo.

Dante Pettis

Em uma temporada que o corpo de recebedores não se destacou (para dizer o mínimo), o calouro foi uma grata surpresa. Seu início de temporada foi bastante tímido, porém nas últimas 3 partidas Pettis brilhou: foram 255 jardas e 4 TDs recebidos com uma média de mais de 20 jardas por recepção. O recebedor tem um primeiro passo muito rápido, saindo com velocidade da linha de scrimmage. Além disso tem uma habilidade ótima de conseguir separação de seus marcadores, característica que casa muito bem com o ataque de Kyle Shanahan. Caso nessas últimas 3 semanas Pettis mantenha esse nível, o 49ers pode ter achado um WR titular para jogar ao lado de Marquise Goodwin em 2019.


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