quarta-feira, 31 de maio de 2017

Compartilhe

32 por 32 - L32

Acompanho a NFL há muitos anos e, naquela época, o acesso às informações era bem restrito àqueles que falavam inglês, enquanto que para assistir os jogos dependíamos da ESPN e Bandsports (transmitiu de 2004 a 2010) que, por sinal, não mostravam a quantidade de jogos que temos à disposição na TV brasileira hoje. Sem esquecer que mesmo quem podia comprar o Game Pass não tinha como adquirir o pacote lá atrás, até porque o serviço só foi lançado para a temporada 2008.

O fã antigo passou por todas essas dificuldades, enfrentou um preconceito que era muito maior contra o futebol americano do que é nos dias atuais, mas ele não é melhor em nenhum aspecto que o fã novo. A única diferença entre eles é o tempo. E o tempo, que é o senhor da razão, também nos dá uma certeza: Ele sempre passa e passará para quem conheceu o esporte agora até o dia em que esse novato se transformará em um “especialista” no assunto.

É claro que quando um fã recente da bola oval – que até por questões de tempo para pesquisar mais ainda não conhece tudo tão bem – entra em uma discussão sobre determinado assunto “zoando” seu time de coração (aquele que você torce há anos e anos) irrita, mas é preciso entender que isso faz parte do crescimento do futebol americano no Brasil e que ninguém é dono da modalidade ou dos times – a não ser seus “owners” – a ponto de querer que seja algo seu e exclusivo. A NFL é um produto de alta qualidade e com inúmeros atrativos interessantes e ela vai conquistar cada vez mais público no Brasil, o que implica que é melhor que saibamos lidar com os recém casados com o esporte. Se você já está comemorando bodas de prata ou ouro, isso não impede que novos casamentos aconteçam, certo?

A popularidade da NFL em nosso País é crescente, mas não se pode dizer que já é algo “popular”, muito menos da “moda”. O UFC, por exemplo, em dado momento poderia receber esse apelido de modinha por mais tosca que considere tal alcunha. Que fique claro uma coisa, o vilão é quem deve receber respostas à altura do fã de futebol americano; seja a TV aberta que só traz notícias negativas sobre o esporte ou o site esportivo de grande alcance que só fala de concussões e prisões, mas se omite de mostrar aquele lado bom – maioria absoluta – de grandes jogos, jogadas e, claro, jogadores envolvidos com inúmeros trabalhos sociais. É aquele famoso ditado do quem desdenha quer comprar, nesse caso literalmente.

E se você ainda insiste em usar o termo modinha, eu posso usá-lo também para que fique claro o que é e o que significa na realidade. Modinha é o cara que diz que futebol americano só tem violência, modinha é quem nunca viu o jogo e te pergunta como você aguenta ver essa porcaria, modinha é aquele que não sabe nem o que é uma bola oval e diz que você só quer ser americano e devia assistir só futebol brasileiro. Esse, meus caros, é o modinha. Quem se apaixona por NFL mesmo diante de – ainda – tantos obstáculos e preconceitos joga no nosso time. Não tente humilhá-lo por ter cometido o “pecado” de só ter conhecido o esporte agora, o que importa é que é mais um para fazer isso crescer no Brasil contra tudo e contra todos que tenham mente fechada e saber que esse “modinha” está do nosso lado. Estamos juntos nessa.


Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui.

Compartilhe

Comments are closed.