quinta-feira, 4 de julho de 2019

Compartilhe

Entre muitos altos e baixos nas últimas temporadas, a torcida do Jaguars vive um misto de surpresas, expectativas e frustrações. Após saltar de um 3-13 em 2016 para final de conferência no ano seguinte, 2018 foi novamente decepcionante e a equipe terminou na última colocação da AFC Sul, com apenas 5 vitórias. Mas como diria o velho ditado: ano novo, vida nova.

O que pode animar os fãs da cidade mais populosa da Flórida é que, enquanto os rivais estagnaram no fortalecimento da equipe, o Jaguars se destacou. A franquia foi a sexta da NFL que mais gastou na Free Agency, entre chegadas e renovações. E o Draft foi, aparentemente, fantástico.

Leia Mais: De olho nos segundanistas: Josh Allen

Leia Também: Montez Sweat pode ser o pass rusher de maior impacto enquanto calouro

Fato é que a defesa de Jacksonville continua sendo uma das mais dominantes da liga. Apesar da perda considerável do LB Telvin Smith, que anunciou sua retirada dos gramados temporariamente, o time ainda conta com nomes de peso, como os pass-rushers Yannick Ngakoue e Calais Campbell. 

Para piorar a vida dos quarterbacks adversários, o GM David Caldwell ganhou um presente de natal antecipado na 7ª escolha geral do recrutamento: Josh Allen. O calouro da Universidade de Kentucky era um prospecto de Top 5 e evolui ainda mais a linha defensiva do time. Jalen Ramsey e A.J. Bouye formam talvez a melhor dupla de cornerbacks da liga. O analista da NFL Network Daniel Jeremiah classificou o grupo defensivo do Jaguars como o melhor entre as 32 equipes.

Se a defesa é destaque, o ataque deve ter boa evolução. Inoperante sob comando de Blake Bortles em 2018, a franquia foi atrás de Nick Foles e despejou um caminhão de dinheiro para adquirir o atleta – cerca de US$ 88 milhões por 4 anos. Muitos vão dizer que o QB não está no nível ao qual é vendido pela mídia. Outros dirão que só conseguiu levar o Eagles ao único título de Super Bowl e à arrancada da última temporada por meia dúzia de lampejos. Esses argumentos até podem ser levados em consideração, mas com uma química com jogadores e staff, desde o início do trabalho, ainda é possível enxergar um casamento produtivo entre as partes. Principalmente se comparar com o que foi entregue por Bortles no passado.

A linha ofensiva também foi reforçada. O OT Cedric Ogbuehi deixou Cincinnati vai compor o elenco do time da Flórida. E mais um presente caiu no colo da franquia na segunda rodada do Draft. Trata-se de Jawaan Taylor, que despencou nas projeções. O jovem da Universidade da Flórida promete ser uma das principais novidades desta classe.

Com esses reforços, a equipe vai poder usar e abusar da principal arma que tem: o jogo terrestre. Basta o explosivo RB Leonard Fournette se manter saudável. O atleta perdeu jogos importantes na temporada passada por conta de lesão, o que atrapalhou ainda mais a vida de Bortles. Somando evolução no jogo aéreo e linha ofensiva, naturalmente abrirão espaços para o camisa 27 brilhar.

Outro fator que pode pesar a favor na balança do Jaguars é o calendário. Por ter ficado na última posição da divisão no ano passado, o time tem, teoricamente, jogos mais fáceis que os rivais. Para vencer a divisão, no entanto, é imprescindível que a equipe do técnico Doug Marrone seja cirúrgica contra os adversários diretos.

Ainda é cedo para afirmar que a franquia de Jacksonville vai ser campeão da AFC Sul ou, para os mais otimistas, repetir a campanha de 2017. Para quem vive em uma montanha-russa, no entanto, esta temporada pode ser de subida. Mas é bom ficar atento! Jaguars tem se acostumado a ser um time que surpreende (para o bem ou para o mal). É importante manter os pés no chão para o “carrinho” não despencar lá de cima.

Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui.

Compartilhe

Comments are closed.