terça-feira, 7 de maio de 2019

Compartilhe

É inevitável falar com frequência dos Packers nesta offseason. Não por conta dos títulos, da tradição ou dos torcedores fanáticos da tradicional franquia de Wisconsin, mas por conta dos acontecimentos que marcaram a última temporada e os últimos tempos do time, como reportagens sobre o comportamento de Aaron Rodgers no vestiário e durante os jogos, declarações de ex-Packers sobre a relação de Rodgers com companheiros e com o ex-técnico Mike McCarthy, a nítida falta de sintonia em diversas jogadas do ataque de Green Bay e por fim, a demissão de McCarthy e a mudança de ares e filosofia pelos lados do Lambeau Field.

Rodgers nunca pareceu uma pessoa muito agradável, humilde e com um espírito de equipe acima da média, pelas informações que as pessoas que conviveram no vestiário dos Packers, Rodgers é tão arrogante quanto talentoso, o que faria dele um dos maiores arrogantes que já se teve notícia. Seu talento é fora do comum e talvez não apareça nos próximos 30 anos ninguém com a mesma capacidade, mas pelo que é reportado, o ego de Rodgers não permite, em parte, que as vitórias sejam tão abundantes quanto seu talento.

Leia Mais: O Silencioso, Porém Efetivo Draft do Tennessee Titans

Leia Mais: O que esperar de Lamar Jackson em sua segunda temporada?

Mas grande parte das derrotas dos últimos tempos dos Packers, tem grande parcela de culpa de Mike McCarthy, que também parece ter o ego super inflado. McCarthy claramente chamava jogadas ruins, em situações cruciais e isso irritava Rodgers. E irritava todo mundo. Rodgers tinha razão em estar irritado com chamadas arcaicas de um técnico que parece ter aquela personalidade de técnicos de filme: Ganhou um Super Bowl no passado, senta em cima da conquista e fica pra trás enquanto a NFL evolui. Entretanto, Rodgers não pode passar por cima do técnico e mudar a jogada em todo snap, simplesmente porque quis, é uma questão de hierarquia e o jeito de resolver era com os personagens de posição hierárquica acima do técnico, demitindo ele. E foi o que aconteceu.

Os jogos horripilantes dos Packers de 2018, como na derrota para o Arizona Cardinals não devem acontecer mais. Mas nada garante um time de 13 vitórias e candidato ao título. Nem mesmo garante que o time voltará aos playoffs. Em uma divisão com Chicago Bears, Detroit Lions e Minnesota Vikings, a troca de técnico pode não ser suficiente. Pensando nisso, Brian Gutekunst, general manager, mudou a filosofia. Varreu a casa, trouxe reforços de peso na free agency, como Adrian Amos, Preston Smith e Zadarius Smith, com contratos grandes, coisas que não aconteciam muito em outros tempos. Enquanto isso, Randall Cobb e Clay Matthews foram embora, símbolos de campanhas consistentes dos Packers e líderes do elenco nos últimos anos. No draft, com duas escolhas de primeiro round, os Packers escolheram o DL Rashan Gary e subiram para escolher o safety Darnell Savage, duas escolhas no mínimo contestadas. Além de considerar dois reachs, este que vos escreve considera que o general manager e a nova comissão técnica confia nas armas de ataque existes no elenco, como Jimmy Graham, Marquez Valdes-Scantling e Equanimous St. Brown.

 

Voltando a comissão técnica, Matt LeFleur, o novo head coach foi contratado após trabalhar como Offensive Coordinator no Tennessee Titans, mas não se viu nada de especial no ataque Tennessee dos últimos anos e as vezes até, negligência na questão de se aproveitar as qualidades de Marcus Mariota. Não vejo LeFleur como o técnico capaz de lidar com a personalidade tóxica de Aaron Rodgers e extrair dele e do resto do time tudo que se pode.

No final das contas, se espera uma melhora no time dos Packers para 2019, principalmente na defesa. Nada de especial com Gary, que é um jogador versátil e muito útil, mas não deve ser o jogador de 15 sacks que se gasta uma escolha top 15, Preston e Zadarius Smith que combinados, tem uma temporada de +10 sacks e Amos que é um safety muito bom, mas não deve ser o fator que desequilibre jogos para o time de Wisconsin.

 

  

Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui

Compartilhe

Comments are closed.