terça-feira, 30 de julho de 2019

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Parece estranho pensar que depois de cinco longos meses, semana passada foi a última sem futebol americano profissional até fevereiro. Muitos devem pensar “mas é pré-temporada, não vale nada”. Engana-se aquele que pensa dessa forma. Há muito em jogo nessas quatro semanas que antecedem a temporada regular.

Da mesma forma que a pré-temporada dita alguns passos para a temporada regular, ela também oculta muitos outros, além de iludir em alguns pontos. Entenda em que deve prestar atenção e o que deve-se relevar.

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A pré-temporada serve, basicamente, para dar ritmo de jogo aos jogadores parados há meses, além de surgir como grande forma de teste e avaliação após os training camps, sobretudo para calouros. Ter um bom desempenho na temporada regular é o que determina se um jogador escolhido em um round baixo ou não draftado estará no time de treino, desempregado ou nos 53 da lista final de jogadores no plantel do treinador principal.

Todavia, não se pode iludir com atuações de pré-temporada, tendo vista algumas questões, tais como: os jogadores reservas jogam contra os reservas dos outros times, desse modo, um WR que destrói o CB do terceiro time adversário, não necessariamente fará mesmo ao enfrentar o pior corner dos titulares; jogadores não entram com a mesma intensidade que o fariam na temporada regular, sendo assim, más atuações não necessariamente significam que o atleta estará mal na semana 1 da regular; além de treinadores utilizarem estratégias ofensivas e defensivas completamente genéricas, não sendo o esquema fator de auxílio à alguns que podem se beneficiar do estilo em que sua equipe efetivamente joga.

Logicamente, a posição que mais sofre com o hype da pré temporada é a de quarterback, sobretudo quando se trata de um calouro. Um QB quando chega na NFL, principalmente em times que são carentes na posição, costuma receber uma atenção muito grande, e, consequentemente uma grande valorização dos seus acertos e minimização dos seus erros. Fato esse que faz com que se ache erroneamente que o atleta está preparado para encarar a rotina da NFL, quando na verdade, foi puramente uma junção de estatísticas de pré-temporada.

Então, mesmo que seu quarterback calouro esteja jogando muito bem, tenha paciência para analisar sua fita e ver se, de fato, está pronto para ser titular. Jogar alguém inexperiente para comandar todo um ataque profissional por pura pressão é o caminho certo para queimar uma escolha alta de draft. New York Giants, essa é para você.

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Contudo, além de ser o antro das batalhas por posição nos times titulares e no plantel em si, a pré-temporada é um campo minado, onde quem pisa em falso acaba lesionado. O maior medo dos fãs de qualquer time é ver alguma estrela sair de campo através de uma maca nestes quatro jogos. 

Mesmo as lesões sendo inerentes a qualquer atleta, cabe aos treinadores avaliarem até que ponto é saudável deixar seus grandes nomes jogarem e quando vale os tirar de campo. Esse é o motivo de ser raro ver qualquer titular jogar mais de dois quartos, e, tirando a semana 3 – que é semana em que os titulares jogam por mais tempo – não se vê titulares por mais de um quarto.

Na próxima quinta feira, Broncos e Falcons se enfrentam pelo jogo do hall fama. Na prática é o jogo que menos vale em todo ano, até mesmo contando a pré-temporada, sendo os terceiros reservas dos times que fundamentalmente entram em campo. Contudo, esse jogo é um marco simbólico para os amantes do esporte: é o dia que pode-se virar para o mundo e falar que a NFL voltou.

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