terça-feira, 1 de maio de 2018

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Passados os 3 dias do Draft, já podemos tentar avaliar as ações de cada time, onde eles acertaram e erraram. A missão é ingrata, já que é impossível cravar se um jogador vai dar certo ou não sem vê-lo na liga. Estamos acostumados a ver decepções gigantescas de escolhas de primeira rodada, assim como estrelas surgindo no terceiro dia.  Mas mesmo assim vamos correr esse risco. Segue aqui a análise do que as equipes da AFC fizeram durante o draft.

AFC NORTE

Pittsburgh Steelers

#28 S Terrell Edmunds – Virginia Tech
#60 WR James Washington – Oklahoma State
#76 QB Mason Rudolph – Oklahoma State
#92 OT Chukwuma Okorafor – Western Michigan
#148 S Marcus Allen – Penn State
#165 FB Jaylen Samuels – NC State
#246 DT Joshua Frazier – Alabama

A escolha de Terrell Edmunds no primeiro round foi sem dúvidas um reach (ou seja, o jogador foi selecionado antes da posição projetada). Edmunds demonstra muito atleticismo e capacidade de cobrir para o passe, mas é bastante inconsistente em campo, sendo que muitos o cotavam para sair entre a segunda e terceira rodada. O WR James Washington podia não ser a melhor opção quando o time estava no relógio mas é uma escolha que faz sentido, dada a capacidade do Steelers de fazer qualquer recebedor com um mínimo de talento render bem somada a saída de Martavis Bryant do time. Mason Rudolph foi selecionado como possível substituto de Big Bem quando ele se aposentar e, por mais que seja mais comum um QB selecionado em rounds mais altos dar errado do que o contrário, ficar um ou dois anos sob a tutela de um dos melhores na posição desta geração pode fazer a diferença. Mesmo assim, é uma aposta arriscada que pode não dar frutos.

Fechando o segundo dia foi selecionado o OT Chukwuma Okorafor, que tem o tamanho desejado para a função, mas que ainda precisa ser refinado. No terceiro dia foram adicionados o Safety Marcus Allen (forte contra o jogo corrido, mas que sofre em coberturas), a “arma ofensiva” Jaylen Samuels (que jogou como running back, full back, tight end e slot, trazendo versatilidade ao ataque) e o DT Joshua Frazier (que deve ser melhor utilizado como nose tackle).  De forma geral, o draft do time não empolgou. Conseguiram adicionar versatilidade nas escolhas de terceiro dia e um bom recebedor no segundo round, mas não foram capazes de suprir todas as necessidades, como um substituto para Shazier.

NOTA: 5,0

Baltimore Ravens

#25 TE Hayden Hurst – South Carolina
#32 QB Lamar Jackson – Louisville
#83 OT Orlando Brown Jr. – Oklahoma
#86 TE Mark Andrews – Oklahoma
#118 CB Anthony Averett – Alabama
#122 LB Kenny Young – UCLA
#132 WR Jaleel Scott – New Mexico State
#162 WR Jordan Lasley – UCLA 
#190 S DeShon Elliott – Texas
#212 OT Greg Senat – Wagner
#215 C Bradley Bozeman – Alabama
#238 DE Zach Sieler – Ferris State

O Baltimore Ravens apresentou um draft consistente nesta temporada. Fizeram uma troca para baixo e escolheram o TE Hayden Hurst com a escolha número 25 (talvez um pouco cedo para ele) e surpreenderam no final do primeiro round fazendo um novo trade, agora para cima, para assegurar o futuro da posição de quarterback com Lamar Jackson. O prospecto provavelmente precisará de um ou dois anos para melhorar suas mecânicas de jogo e precisão nos passes, mas isso não é problema, vide que Joe Flacco ainda está sob contrato. Mark Andrews veio na terceira rodada, e talvez seja uma arma melhor do que Hurst. Também nessa rodada adicionaram Orlando Brown Jr, que caiu muito devido a seu combine deprimente que colocou em dúvida sua ética de trabalho. A comissão técnica da franquia terá que trabalhar este lado do jogador.

O terceiro dia foi muito interessante para o time, que supriu muitas de suas necessidades com as adições do CB Anthony Averett, do S DeShon Elliott e do C Bradley Bozeman (que vem a calhar com a perda de Ryan Jensen na free agency), além dos recebedores Jaleel Scott e Jordan Lasley, que vão adicionar versatilidade e profundidade a posição. No geral foi um draft muito bom da equipe de Baltimore, reforçando os buracos no corpo de recebedores, secundária e na linha ofensiva e de quebra garantindo o possível futuro quarterback da franquia.

NOTA: 8,5

Cincinnati Bengals

#21 C Billy Price – Ohio State
#54 S Jessie Bates III – Wake Forest
#77 DE Sam Hubbard – Ohio State
#78 LB Malik Jefferson – Texas
#112 RB Mark Walton – Miami
#151 CB Davontae Harris – Illinois State
#158 DE Andrew Brown – Virginia
#170 CB Darius Phillips – Western Michigan
#249 QB Logan Woodside – Toledo
#252 G Rod Taylor – Ole Miss
#253 WR Auden Tate – Florida State

Todo o ano podemos olhar para o draft do Cincinnati Bengals e achar no mínimo intrigante. E esse ano não é diferente. Precisando de um center e vendo Frank Ragnow sair apenas uma escolha antes, o time adicionou com a escolha 21 Billy Price. O jogador de Ohio State lesionou seu músculo peitoral no combine, mas deve estar pronto para jogo já na pré-temporada e chegará para ser titular na posição já em seu primeiro dia. O dia dois começou com o bom S Jessie Bates, que é capaz de cobrir o passe porém precisa melhorar sua precisão em tackles. Na terceira rodada foram adicionados o DE Sam Hubbard, que é um ótimo talento considerando a posição que foi draftado, e o LB Malik Jefferson, cujo desempenho em 2017 fez com que caísse muito no draft.

O terceiro dia trouxe escolhas que adicionam solidez ao plantel do Bengals, com nomes como o RB Mark Walton e o linha defensiva Andrew Brown, além da profundidade a secundária dada com Phillips e Harris. Rod Taylor jogou em todas as posições da linha ofensiva com exceção de center e vem para ajudar em uma das maiores necessidades do time. Talvez o maior erro da franquia foi não ter usado alguma escolha do segundo dia na linha ofensiva, mas no geral muito talento foi adicionado ao time.

NOTA: 7,5

Cleveland Browns

#1 QB Baker Mayfield – Oklahoma
#4 CB Denzel Ward – Ohio State
#33 G Austin Corbett – Nevada
#35 RB Nick Chubb – Georgia
#67 DE Chad Thomas – Miami
#105 WR Antonio Callaway – Florida
#150 LB Genard Avery – Memphis
#175 WR Damion Ratley – Texas A&M
#188 CB Simeon Thomas – Louisiana

O Cleveland Browns surpreendeu já com sua primeira escolha ao não draftar Sam Darnold, que era quase um consenso entre analistas. Baker Mayfield foi o escolhido para liderar a franquia e sua escolha faz sentido para o time, que precisa de um líder com mentalidade vencedora para mudar os ares que rondam Cleveland. Ele poderá sentar por um ano na reserva de Tyrod Taylor e amadurecer seu jogo (e com sorte sua personalidade também). A escolha de Denzel Ward é no mínimo questionável. Por mais qualidade que Ward traga à secundária, Bradley Chubb ainda estava disponível e faria uma dupla incrível com Myles Garret. O G/C Austin Corbett não era uma grande necessidade (um tackle faria mais sentido), mas com certeza tráz qualidade a linha ofensiva.

Tanto Nick Chubb quanto Antonio Callaway são ótimas armas para o ataque de Cleveland, especialmente o primeiro, que formará uma dupla interessante com Carlos Hyde. A preocupação sobre Callaway são os problemas extra campo que ele trás. Chad Thomas pode ter sido escolhido um pouco antes do que sua capacidade condiz, mas vai trazer profundidade a linha defensiva do time. Genard Avery tráz versatilidade e quando na universidade demostrou habilidade ao pressionar o quarterback adversário. Após uma offseason muito movimentada, o Browns adicionou outros bons nomes ao elenco neste draft e com certeza será um time interessante de acompanhar no próximo ano.

NOTA: 8,0

 

AFC SUL

Jacksonville Jaguars

#29 DT Taven Bryan – Florida
#61 WR DJ Chark – LSU
#93 S Ronnie Harrison – Alabama
#129 OT Will Richardson – NC State
#203 QB Tanner Lee – Nebraska
#230 OLB Leon Jacobs – Wisconsin
#247 P Logan Cooke – Mississippi State

Ótimo trabalho da franquia de Jacksonville neste draft, que conseguiu adicionar muito talento a uma equipe que já é forte. Taven Bryan com certeza foi um achando na 29ª escolha, já que estava cotado para sair antes no draft. Ele pode não suprir nenhuma necessidade imediata, mas é um talento que a franquia não poderia deixar passar. O recebedor D.J Chark e o tackle Will Richardson suprem dois dos maiores buracos da franquia (o primeiro ajudando a suprir a saída de Allen Robinson).

Ronnie Harrison foi outro achado do time. O safety de Alabama chegou a ser cotado como talento de primeiro round, e mesmo não sendo uma posição de necessidade, novamente, você não pode deixar passar jogadores talentosos. Leon Jacobs chega inicialmente para ajudar em times especiais, e o quarterback Tanner Lee não tem talento para titular (longe disso). Mesmo não tendo adereçado todas suas pendências, o time focou em adicionar talento, no que foi muito bem sucedido.

NOTA: 9,5

Tennessee Titans

#22 LB Rashaan Evans – Alabama
#41 LB Harold Landry – Boston College
#152 CB Dane Cruikshank – Arizona
#199 QB Luke Falk – Washington State

Não se deixe iludir pelo fato do Titans terem feito apenas 4 escolhas, pois o time se virou muito bem com elas, obrigado. Com a saída de Avery Williamson, o time tomou a decisão certa em subir no draft e selecionar o melhor linibacker disponível em Rashaan Evans, queimando a possível escolha do Patriots. Ainda tiveram a sorte de Harold Landry cair até a segunda rodada e poder ser escolhido na 41ª posição do draft. Landry tráz preocupações com relação a saúde (que o fizeram cair no draft) mas é discutivelmente o segundo melhor pass rusher dessa classe, perdendo apenas para Bradley Chubb.

Dane Cruikshank adiciona profundidade à secundária, sendo um jogador atlético que jogou de safety na faculdade mas pode também ser alinhado como cornerback . Por fim, Luke Falk foi draftado na simbólica escolha 199, a mesma que um certo Tom Brady foi selecionado. Isso significa algo? Provavelmente não, mas o Titans precisava de um bom reserva, e isso eles encontraram em Falk.

NOTA: 8,0

Indianapolis Colts

#6 G Quenton Nelson – Notre Dame
#36 LB Darius Leonard – South Carolina State
#37 G Braden Smith – Auburn
#52 DE Kemoko Turay – Rutgers
#64 DE Tyquan Lewis – Ohio State
#104 RB Nyheim Hines – NC State
#159 WR Daurice Fountain – Northern Iowa
#169 RB Jordan Wilkins – Ole Miss
#185 WR Deon Cain – Clemson
#221 LB Matthew Adams – Houston
#235 LB Zaire Franklin – Syracuse

Vendo Bradley Chubb sair para o Denver Broncos, o Indianapolis Colts fez o lógico e selecionou Quenton Nelson com a sexta escolha geral. Mesmo sendo um guard (não considerada uma posição de tanto valor) Nelson era o melhor jogador disponível e um dos melhores prospectos já vistos na posição. E caso Andrew Luck volte, ele precisará de proteção. Escolha certeira do Colts. A escolha de Darius Leonard é boa e supre a necessidade de linebackers no time. Escolher Branden Smith é mais difícil de justificar, vide que o time já conta com guards bons (além do excepcional Nelson), e o time poderia ter adereçado outras necessidades. Harold Landry ainda estava disponível, e faria muito mais sentido neste momento dada a necessidade do time por um pass rusher.

Para as pendências na linha defensiva, foram adicionados os DE Kemoko Turay e Tyquan Lewis, ambos inferiores a Landry pressionando o quarterback, mas que possuem bons números da universidade e trazem versatilidade a posição. Ambos running backs selecionados no terceiro dia são versáteis e possuem habilidade interessante como recebedores. E falando em recebedores, Daurice Fountain é um ótimo corredor de rotas, enquanto Deon Cain pode ser utilizado como uma boa arma no fundo do campo. O draft do Colts não foi ruim, mas poderia ter sido muito melhor.

NOTA: 6,5

Houston Texans

#68 S Justin Reid – Stanford
#80 OT Martinas Rankin – Mississippi State
#98 TE Jordan Akins – UCF
#103 WR Keke Coutee – Texas Tech
#177 DE Duke Ejiofor – Wake Forest
#211 TE Jordan Thomas – Mississippi State
#214 LB Peter Kalambayi – Stanford
#222 CB Jermaine Kelly – San Jose State

O Texans começou o draft apenas no dia 2, já que sua escolha de 1ª rodada deste ano pertenceu ao Browns devido a troca que trouxe Deshaun Watson ao time. Com sua primeira escolha, que acabou sendo na terceira rodada, a franquia selecionou o safety Justin Reid, ótimo jogador que chegou a ser cotado com talento de final de primeira rodada, no máximo início de segunda. As próximas três escolhas foram feitas pensando em seu novo quarterback, seja em sua proteção (com o OT Martinas Rankin, que é uma melhora imediata na linha ofensiva) ou em armas para ele (com o TE Jornas Akins – ótimo em correr rotas – e o WR Keke Coutee, que deve ser utilizado como slot).

As demais escolhas do terceiro dia não são muito boas. O DE Duke Ejiofor pode encontrar problemas para jogar no 3-4 de Houston, o TE Jordan Thomas tem uma carreira inconsistente na universidade e o linebacker Peter Kalambayi, que possui potencial mas terá que ser muito bem treinado e se esforçar demais para ser um jogador decente. O trabalho da franquia neste draft foi no máximo mediano. Falhou principalmente no terceiro dia, e deveria ter adicionado pelo menos mais um Guard e um jogador de secundária.

NOTA: 5,5

AFC LESTE

Buffalo Bills

#7 QB Josh Allen – Wyoming
#16 LB Tremaine Edmunds – Virginia Tech
#96 DT Harrison Phillips – Stanford
#121 CB Taron Johnson – Weber State
#154 CB Siran Neal – Jacksonville State
#166 G Wyatt Teller – Virginia Tech
#187 WR Ray-Ray McCloud – Clemson
#255 WR Austin Proehl – North Carolina

Antes de tudo, é notável que o GM Brandon Beane tenha subido duas vezes na primeira rodada e conseguiu não comprometer sua escolha de primeira rodada do ano que vem. Dito isso, é evidente que o sucesso deste draft (e provavelmente também o emprego de Beane) estará vinculado ao sucesso de Josh Allen. O jogador mais cru tecnicamente entre os principais QBs da classe precisará de tempo e paciência por parte da franquia para que ele possa vir a ver um QB titular viável no longo prazo. E Allen não foi o único jogador cru pelo qual o Bills fez um trade up na primeira noite do draft. Guardadas as devidas proporções, evidentemente, Tremaine Edmunds também é hoje mais um atleta do que um jogador de futebol americano, embora sua adaptação provavelmente seja mais fácil que a do quarterback. A presença do técnico Sean McDermott, uma ótima mente defensiva, também ajuda.

Quanto aos demais, Harrison Phillips foi um ótimo valor no fim da terceira rodada, ele é alguém que pode substituir o veterano Kyle Williams quando este resolver se aposentar. Taron Johnson e Siran Neal vem para dar profundidade na secundária e contribuir imediatamente nos Special Teams. Beane só voltou a reforçar o ataque nas três últimas escolhas. Wyatt Teller talvez possa até disputar posição na linha ofensiva mais cedo, devido a aposentadoria de Richie Incognito, enquanto Ray-Ray McCloud e Austin Proehl se projetam como slot receivers no nível profissional. É bem possível que pelo menos um deles tenha que se contentar com o practice squad.

NOTA: 7,0

Miami Dolphins

#11 S Minkah Fitzpatrick – Alabama
#42 TE Mike Gesicki – Penn State
#73 LB Jerome Baker – Ohio State
#123 TE Durham Smythe – Notre Dame
#131 RB Kalen Ballage – Arizona State
#209 CB Cornell Armstrong – Southern Miss
#227 LB Quentin Poling – Ohio
#229 K Jason Sanders – New Mexico

O Dolphins teve a sorte de ver Minkah Fitzpatrick – o melhor jogador defensivo da classe, na opinião de vários analistas – e aproveitou a oportunidade. Ele é excelente na cobertura e pode jogar em qualquer posição na secundária, o que é de extrema importância quando seu time enfrenta Rob Gronkowski duas vezes por ano. Por falar em tight ends, Mike Gesicki vem para ser o alvo confiável para Ryan Tannehill que Julius Thomas não conseguiu ser. Gesicki não é um grande bloqueador, mas deve compensar isso sendo bastante acionado na red zone.

Jerome Baker é um LB bastante rápido e também é bom na cobertura, que vem para suprir uma carência do elenco. Miami também não tinha um kicker no elenco, e investiu uma escolha de sétima rodada em Jason Sanders, que deve ganhar alguma competição durante o training camp, mas vem para ser titular. Quanto as outras escolhas do terceiro dia, nenhuma se destaca muito. São jogadores que darão profundidade ao elenco em suas posições, mas sem maiores perspectivas por enquanto.

NOTA: 6,5

 

New York Jets

#3 QB Sam Darnold – USC
#72 DT Nathan Shepherd – Fort Hays State
#107 TE Chris Herndon – Miami (FL)
#179 CB Parry Nickerson – Tulane
#180 DT Folorunso Fatukasi – Connecticut
#204 RB Trenton Cannon – Virginia State

É bem possível que, lá no dia em que fechou a troca com o Colts pela escolha #3, o Jets não imaginava que Sam Darnold estaria disponível para eles, e certamente o time ficou muito feliz com a possibilidade de escolher o talento de USC. Darnold é hoje uma máquina de turnovers, mas obviamente também tem muitas qualidades e possivelmente o maior teto entre os QBs da classe. Passar um ano sob a tutela de Josh McCown deve fazer bem ao novato, que tem tudo para ser o melhor quarterback que a franquia já teve em muitos e muitos anos.

O lado ruim da troca é que, após Darnold, o Jets só voltou a escolher na terceira rodada, e embora nenhuma das escolhas salte muito aos olhos, o time encontrou um bom valor em Nathan Shepherd, que vem para uma linha defensiva que recentemente perdeu Mo Wilkerson e Sheldon Richardson, e ele deve contribuir desde já, assim como o TE Chris Herndon, que substitui Austin Seferian-Jenkins, e deve ser uma boa opção em rotas intermediárias e eficiente nos bloqueios. Parry Nickerson e Folorunso Fatukasi são dois projetos, enquanto Trenton Cannon tem mais chances de garantir sua vaga no elenco final pelas suas habilidades como retornador.

NOTA: 7,0

 

New England Patriots

#23 OT Isaiah Wynn – Georgia
#31 RB Sony Michel – Georgia
#56 CB Duke Dawson – Florida
#143 LB Ja’Whaun Bentley – Purdue
#178 LB Christian Sam – Arizona State
#210 WR Braxton Berrios – Miami (FL)
#219 QB Danny Etling – LSU
#243 CB Keion Crossen – Western Carolina
#250 TE Ryan Izzo – Florida State

Havia uma expectativa de que Bill Belichick fosse escolher o substituto de Tom Brady, o que acabou não acontecendo. Ou então que ele usasse as duas escolhas de primeira rodada para turbinar a defesa, o que também acabou não acontecendo. No fim das contas, o Patriots usou essas escolhas em duas escolhas em jogadores de Georgia: Isaiah Wynn era considerado um excelente prospecto de guard, mas aparentemente será convertido no substituto de Nate Solder como left tackle. Isso a princípio causou estranheza, pois Wynn não tem os atributos físicos desejados para a posição, mas se existe uma pessoa no mundo que pode fazer isso funcionar, esse cara é Dante Scarnecchia, o técnico da OL em New England. A outra escolha foi investida em Sony Michel, que muitos achavam que cairia para a segunda rodada, mas oferece um excelente valor para o Patriots como uma arma muito dinâmica que sai do backfield, podendo substituir muito bem Dion Lewis.

Se Belichick não fez nenhuma troca na primeira noite do draft, foi o rei das negociações na sexta e no sábado, acumulando várias escolhas para o ano que vem. Sua única seleção no segundo dia foi o DB Duke Dawson, um jogador bastante versátil, que deve atuar desde já nas formações com 5 ou 6 jogadores na secundária, especialmente marcando no slot. No último dia, o time ainda buscou dois linebackers para compor elenco, e também o herdeiro de… Danny Amendola. Braxton Berrios é um slot receiver branco, baixinho, bom retornador, boa pinta e injury prone. O mesmo perfil de Amendola, Julian Edelman e Wes Welker, e que também tem tudo para dar certo por lá. E não, Danny Etling não é o cara que vai assumir a posição de Brady. Na verdade, foi uma grande surpresa até mesmo ele ser selecionado antes do fim do draft.

NOTA: 7,5

AFC OESTE

Denver Broncos

#5 DE Bradley Chubb – NC State
#40 WR Courtland Sutton – SMU
#71 RB Royce Freeman – Oregon
#99 CB Isaac Yiadom – Boston College
#106 LB Josey Jewell – Iowa
#113 WR DaeSean Hamilton – Penn State
#156 TE Troy Fumagalli – Wisconsin
#183 G Sam Jones – Arizona State
#217 LB Keishawn Bierria – Washington
#226 RB David Williams – Arkansas

Se John Elway realmente ainda confia em Paxton Lynch ou se ele apenas não sentia a confiança necessária em Josh Allen ou Josh Rosen eu não sei. Mas ter Bradley Chubb para alinhar no lado oposto ao de Von Miller é algo excelente, e ele torna ainda melhor uma defesa que já era respeitável. Courtland Sutton não deve ser titular imediatamente, mas tanto Demaryius Thomas quanto Emmanuel Sanders já não são mais crianças, e Sutton deverá ser um ótimo substituto para o primeiro dos outros dois que sair do time no futuro próximo. DaeSean Hamilton também é um prospecto intrigante para a posição, e Royce Freeman é um substituto muito bom para CJ Anderson.

Na defesa, Isaac Yiadom é um seguro no caso de a nova contratação Tramaine Brock não vingar, e josey Jewell vem para ser o reserva imediato dos dois inside linebackers titulares e também uma peça importante dos special teams. O único ponto de atenção foi Elway ter reforçado a linha ofensiva apenas na sexta rodada, e com um jogador que não deve brigar para ser titular. Mas o Broncos foi um dos times que mais tem condições de ter um bom uso de quase todas as suas escolhas nas principais rodadas imediatamente.

NOTA: 8,0

 Los Angeles Chargers

#17 S Derwin James – Florida State
#48 LB Uchenna Nwosu – USC
#84 DT Justin Jones – NC State
#119 S Kyzir White – West Virginia
#155 C Scott Quessenberry – UCLA
#191 WR Dylan Cantrell – Texas Tech
#251 RB Justin Jackson – Northwestern

O Chargers começou o draft com um grande steal, Derwin James era a escolha perfeita para o time naquela situação: era o jogador mas talentoso a disposição e supre uma necessidade da equipe, que não renovou com o antigo titular Tre Boston. James foi comparado com jogadores do naipe de Kam Chancellor e Sean Taylor, e deve ser um upgrade instantâneo para uma defesa jovem e que vem em uma crescente. Outros  bons reforços vieram nas duas escolhas seguintes: Uchenna Nwosu e Justin Jones são jogadores que devem melhorar o combate ao jogo terrestre nos dois primeiros níveis, e com isso deixar Joey Bosa e Melvin Ingram mais livres para fazer o que eles melhor sabem: caçar o QB adversário.

As demais escolhas foram bons valores em jogadores que, se não devem ser titulares imediatamente, pelo menos devem ganhar um número significativo de snaps pela versatilidade: Kyzir White joga como safety ou linebacker (deve focar nessa posição), Scott Quessenberry pode atuar como guard e center, e o WR Dylan Cantrell pode alinhar em qualquer uma das pontas bem como no slot.

NOTA: 8,5

Kansas City Chiefs

#46 LB Breeland Speaks – Ole Miss
#75 DT Derrick Nnadi – Florida State
#100 LB Dorian O’Daniel – Clemson
#124 S Armani Watts – Texas A&M
#196 CB Tremon Smith – Central Arkansas
#198 DT Kahlil McKenzie – Tennessee

Sem escolha de primeira rodada devido a troca por Patrick Mahomes no ano passado, o Chiefs só começou a participar da festa na metade da segunda rodada, buscando Breeland Speaks, um edge rusher que não deve ter muito tempo em campo esse ano, devido às presenças de Justin Houston e Dee Ford. É válido lembrar que o contrato de Ford acaba no fim do ano, mas estranha um pouco um time que tem poucas escolhas e, ao menos teoricamente, pode brigar por Super Bowl, não aproveitar a mais alta delas em alguém que não vá contribuir de imediato.

Mas houve também boas escolhas, claro. Derrick Nnad e Dorian O’Daniel devem desde já melhorar bastante a defesa contra o jogo terrestre e a cobertura contra TEs, respectivamente. Armani Watts é um safety menos completo que Daniel Sorensen, mas tem mais características de strong safety, então também deve ser útil. No fim do draft, Tremon Smith dá profundidade para a secundária e a escolha de Kahlil McKenzie chama mais atenção por ele ser filho de Reggie McKenzie, GM do Oakland Raiders, do que pelos seus atributos em si: o time tentará converte-lo de defensive tackle ara guard, uma posição que ele nunca jogou.

NOTA: 5,0

Oakland Raiders

#15 OT Kolton Miller – UCLA
#57 DT P. J. Hall – Sam Houston State
#65 OT Brandon Parker – North Carolina A&T
#87 DE Arden Key – LSU
#110 CB Nick Nelson – Wisconsin
#140 DT Maurice Hurst – Michigan
#173 P Johnny Townsend – Florida
#216 LB Azeem Victor – Washington
#228 WR Marcell Ateman – Oklahoma State

De volta a ativa nas trincheiras, Jon Gruden fez um draft que deixaria orgulhoso seu lendário ex-patrão, Al Davis. A escolha de Kolton Miller foi um enorme reach. Mesmo que ela atenda a uma necessidade do time, que ainda adquiriu recursos ao trocar para baixo com o Arizona Cardinals, a verdade é que Miller está muito longe de estar pronto, e seu desenvolvimento estará nas mãos de Tom Cable, um técnico de OL de qualidade pra lá de contestável (Russell Wilson que o diga). O mesmo também é válido para Brandon Parker, que também não foi exatamente um grande valor na terceira rodada. Uma outra escolha de terceira rodada foi enviada ao Steelers pelo polêmico Martavis Bryant, enquanto Marcell Ateman pode ser considerado também um bom valor na sétima rodada.

Na defesa, P.J. Hall foi um bom achado. Ele é muito bom contra a corrida e deve ser um ótimo complemento para Khalil Mack. Arden Key e Maurice Hurst também são jogadores muito talentosos e que podem transformar a linha defensiva em uma das melhores da NFL, mas ambos são incógnitas, e por isso acabaram caindo no draft: Key por causa de problemas disciplinares e Hurst devido a um problema cardíaco. E ainda houve um punter sendo draftado, algo sempre digno de nota.

NOTA: 6,0

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