domingo, 28 de abril de 2019

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Passados os 3 dias do Draft, já podemos tentar avaliar as ações de cada time, onde eles acertaram e erraram. A missão é ingrata, já que é impossível cravar se um jogador vai dar certo ou não sem vê-lo na liga. Estamos acostumados a ver decepções gigantescas de escolhas de primeira rodada, assim como estrelas surgindo no terceiro dia.  Mas mesmo assim vamos correr esse risco. Segue aqui a análise do que as equipes da AFC fizeram durante o Draft.

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AFC NORTE

PITTSBURGH STEELERS

#10 LB Devin Bush  (Michigan)
#66 WR Diontae Johnson  (Toledo)
#83 CB Justin Layne  (Michigan State)
#122 RB Benny Snell Jr.  (Kentucky)
#141 TE Zach Gentry  (Michigan)
#175 EDGE Sutton Smith  (Northern Illinois)
#192 DT Isaiah Buggs  (Alabama)
#207 LB Ulysees Gilbert III  (Akron)
#219 OT Derwin Gray  (Maryland)

O Steelers foi o responsável pela primeira troca do Draft ao escalar da vigésima para a décima escolha e furar o Bengals pelo LB Devin Bush. O preço foi elevado, mas a equipe conseguiu um jogador atlético e dinâmico para ser o substituto de Ryan Shazier e trazer uma evolução em uma posição carente. Outro setor que precisava de ajuda e recebeu foi o de CB, com a seleção de Justin Layne. Apesar de ainda ser cru, ele demonstra talento no press e tem as dimensões ideais para a função, o que o torna um projeto interessante.

No restante da classe, o Steelers encontrou um bom valor em Isaiah Buggs, que poderá participar de uma forte rotação na DL, e trouxe mais um RB sólido para o grupo em Benny Snell, que oferece um lado mais físico para a posição. O WR Diontae Johnson mostra traços elusivos, que o tornam uma boa arma com a bola nas mãos e lhe tornam um jogador de potencial nas rotas em uma equipe que tem ótimo histórico de desenvolver a posição. Além deles, Derwin Gray e Sutton Smith são projetos para ficar de olho.

NOTA: 6,5

BALTIMORE RAVENS

#25 WR Marquise Brown  (Oklahoma)
#85 EDGE Jaylon Ferguson  (Louisiana Tech)
#93 WR Miles Boykin  (Notre Dame)
#113 RB Justice Hill  (Oklahoma State)
#123 G Ben Powers  (Oklahoma)
#127 CB Iman Marshall  (USC)
#160 DT Daylon Mack  (Texas A&M)
#197 QB Trace McSorley  (Penn State)

Em seu primeiro Draft no comando da franquia, o GM Eric DeCosta deixou claro o que pretende com o ataque do Ravens. As seleções de Marquise Brown, Miles Boykin e Justice Hill enfatizam a velocidade e explosão com a qual ele deseja cercar Lamar Jackson. Brown é um alvo elétrico em profundidade e com a bola nas mãos e um dos melhores separadores da classe, embora seja pequeno e tenha um histórico preocupante de lesões. Boykin é um recebedor atlético, grande e que deve ser o X no esquema ofensivo de Greg Roman. Já Hill é o RB com capacidade de transformar qualquer jogada em TD que a equipe desejava.

No restante da classe, o Ravens investiu uma seleção de terceira rodada em Jaylon Ferguson. O recordista em sacks da história da NCAA é um jogador limitado atleticamente, mas que usa bem a força para vencer e tem boas chances de receber uma boa porção de snaps ao lado de Matt Judon. O CB Iman Marshall e o DT Daylon Mack são aquisições que aumentam a profundidade em suas respectivas posições no elenco da franquia, o iOL Ben Powers chega para disputar um posto de titular e o QB Trace McSorley é um desperdício de escolha.

NOTA: 7,0

CINCINNATI BENGALS

#11 OT Jonah Williams  (Alabama)
#52 TE Drew Sample  (Washington)
#72 LB Germaine Pratt  (NC State)
#104 QB Ryan Finley  (NC State)
#125 DT Renell Wren  (Arizona State)
#136 G Michael Jordan  (Ohio State)
#182 RB Trayveon Williams  (Texas A&M)
#210 LB Deshaun Davis  (Auburn)
#211 RB Rodney Anderson  (Oklahoma)
#223 CB Jordan Brown  (South Dakota State)

Mesmo depois dos investimentos na linha ofensiva no ano passado, o Bengals ainda tinha problemas na unidade e optou por seguir no processo de resolvê-los. Assim, saiu da primeira rodada com Jonah Williams, o melhor OT da classe e deve atuar como LT e mandar Cordy Glenn para o lado direito. Depois, Michael Jordan foi selecionado e se reunirá com Billy Price no miolo da OL, que ganha dois titulares e deve render uma proteção melhor para Andy Dalton e abrir mais espaços para Joe Mixon.

Falando em Mixon, o Bengals ainda escolheu dois jogadores para complementar seu RB titular. Trayveon Williams foi muito produtivo na carreira universitária e é uma opção de qualidade recebendo passes, o que o torna forte candidato a substituto de Gio Bernard. Já Rodney Anderson era um dos melhores talentos da classe na posição, mas caiu drasticamente por causa da série de lesões que sofreu. Além disso, Germaine Pratt é um LB com chances de ser titular, o DT Renell Wren pode ter snaps significativos, o TE Drew Sample terá participação relevante na rotação e a seleção do QB Ryan Finley representa trazer Andy Dalton para ser reserva de Andy Dalton.

NOTA: 7,5

CLEVELAND BROWNS

#46 CB Greedy Williams  (LSU)
#80 LB Sione Takitaki  (BYU)
#119 S Sheldrick Redwine  (Miami)
#155 LB Mack Wilson  (Alabama)
#170 K Austin Seibert  (Oklahoma)
#189 OT Drew Forbes  (Southeast Missouri State)
#221 CB Donnie Lewis Jr.  (Tulane)

Apesar de não ter uma escolha de primeira rodada por conta da troca para adquirir Odell Beckham Jr, o Browns conseguiu alguns titulares neste Draft. O CB Greedy Williams é um jogador que caiu por questionamentos quanto ao esforço e apoio contra corridas, mas tem amplo potencial em press e é um parceiro de qualidade para Denzel Ward. Com rumores de que Joe Schobert pode ser negociado e sem Jamie Collins no elenco, a franquia também investiu na profundidade entre os LBs. Para isso, Sione Takitaki e um Mack Wilson em queda livre foram selecionados.

O K Austin Seibert deve disputar a posição no Training Camp, mas foi um investimento excessivamente alto em um especialista. O outro nome de destaque da classe é o S Sheldrick Redwine, que adiciona velocidade para a secundária e pode ser uma peça importante para a rotação.

NOTA: 7,0

AFC SUL

JACKSONVILLE JAGUARS

#7 EDGE Josh Allen  (Kentucky)
#35 OT Jawaan Taylor  (Florida)
#69 TE Josh Oliver  (San Jose State)
#98 LB Quincy Williams  (Murray State)
#140 RB Ryquell Armstead  (Temple)
#178 QB Gardner Minshew  (Washington State)
#235 DT Dontavius Russell  (Auburn)

O Jaguars se aproveitou da queda de dois bons jogadores nas duas escolhas iniciais e injetou muito talento no elenco. A primeira delas foi o EDGE Josh Allen, que chega em um bom momento, com Yannick Ngakoue em ano de contrato e Calais Campbell já em fase final de carreira e próximo do término de seu vínculo com a franquia. Na segunda rodada, subiu para selecionar Jawaan Taylor, muito cotado para ser a opção do time na primeira. Com isso, o time adicionou mais uma peça muito talentosa a uma linha ofensiva física e que se propõe a impor sua vontade sobre as defesas.

Por outro lado, o restante da classe não trouxe muitos nomes de alto impacto. O TE Josh Oliver tem algum potencial e pode ter papel relevante, mas Quincy Williams, Ryquell Armstead, Gardner Minshew e Dontavius Russell provavelmente serão reservas ou apenas peças de rotação.

NOTA: 7,5

TENNESSEE TITANS

#19 DT Jeffery Simmons  (Mississippi State)
#51 WR A. J. Brown  (Ole Miss)
#82 G Nate Davis  (Charlotte)
#116 S Amani Hooker  (Iowa)
#168 EDGE D’Andre Walker  (Georgia)
#188 LB David Long Jr.  (West Virginia)

Com talento de top 10 da classe, mas caindo por conta de problemas extracampo e uma lesão que deve tirá-lo da temporada, Jeffery Simmons foi uma excelente adição para o Titans e provavelmente terá grande participação nos planos da franquia no futuro. Ainda no lado defensivo, o EDGE D’Andre Walker, o LB David Long e o S Amani Hooker devem começar como reservas, mas apresentam qualidades para que possam se tornar titulares eventualmente.

Enquanto isso, o QB Marcus Mariota recebeu uma nova arma para a temporada que definirá os rumos de sua carreira. O WR AJ Brown é um alvo sólido, de boas mãos, que sabe gerar separação e será importante ao lado de Corey Davis e Adam Humphries. Além dele, o OG Nate Davis possui a chance de disputar a posição de titular.

NOTA: 7,5

INDIANAPOLIS COLTS

#34 CB Rock Ya-Sin  (Temple)
#49 EDGE Ben Banogu  (TCU)
#59 WR Parris Campbell  (Ohio State)
#89 LB Bobby Okereke  (Stanford)
#109 S Khari Willis  (Michigan State)
#144 S Marvell Tell III  (USC)
#164 LB E.J. Speed  (Tarleton State)
#199 EDGE Gerri Green  (Mississippi State)
#240 T Jackson Barton  (Utah)
#246 C Javon Patterson  (Ole Miss)

A classe do Colts tem um ponto importante e que pode gerar grande arrependimento em relação a nota no futuro. Nenhum dos jogadores já está tecnicamente pronto para ter um papel de destaque na NFL, mas possuem grande nível atlético e a habilidade o suficiente para serem moldados. Este parece ter sido o objetivo do GM Chris Ballard, com um grupo que pode ser preparado pela comissão técnica para colher os frutos no futuro.

O CB Rock Ya-Sin tem a maior força nominal do Draft e é um CB alto, longo e atlético que se destaca no press, mas teve apenas um ano na NCAA. O EDGE Ben Banogu também é muito atlético, mas igualmente cru e  precisa desenvolver um arsenal de movimentos de pass rush. A escolha que provavelmente terá um maior impacto imediato é o WR Parris Campbell, que é capaz de esticar o campo horizontalmente e gerar jardas após a recepção, o que o torna um bom complemento para TY Hilton e Devin Funchess.

NOTA: 6,5

HOUSTON TEXANS

#23 OT Tytus Howard  (Alabama State)
#54 CB Lonnie Johnson Jr.  (Kentucky)
#55 OT Max Scharping  (Northern Illinois)
#86 TE Kahale Warring  (San Diego State)
#161 EDGE Charles Omenihu  (Texas)
#195 CB Xavier Crawford  (Central Michigan)
#220 RB Cullen Gillaspia  (Texas A&M)

Depois de ver o Eagles passar na sua frente pelo OT Andre Dillard, o Texans optou por selecionar o próximo jogador da posição na board em Tytus Howard. O time voltou a investir na posição ao escolher Max Scharping. Assim, pela primeira vez está mostrando alguma iniciativa para resolver os problemas que tem na linha ofensiva, embora estes jogadores talvez não estejam prontos para ter sucesso imediato após atuarem em um nível de competição mais baixo na universidade.

Apesar desse questionamento, a classe do Texans teve outras qualidades ao suprir algumas necessidades e investir em jogadores com potencial. Um deles foi o atlético e promissor TE Kahale Warring. Também se destacam um CB físico e que pode ser moldado em Lonnie Johnson e um potencial roubo do Draft em Charles Omenihu, que pode atuar tanto como DE quanto DT no esquema da equipe.

NOTA: 6,5

AFC LESTE

BUFFALO BILLS

#9 DT Ed Oliver  (Houston)
#38 OT Cody Ford  (Oklahoma)
#74 RB Devin Singletary  (Florida Atlantic)
#96 TE Dawson Knox  (Ole Miss)
#147 LB Vosean Joseph  (Florida)
#181 S Jaquan Johnson  (Miami)
#225 EDGE Darryl Johnson Jr.  (North Carolina A&T)
#228 TE Tommy Sweeney  (Boston College)

Em um processo de reconstrução, o Bills fez um excelente trabalho ao adquirir o máximo de talento possível no Draft. Tudo começa com a escolha de Ed Oliver, que chega para causar o caos pelo interior da DL e ser o substituto de Kyle Williams. Em seguida, uma troca para cima para selecionar Cody Ford, uma presença muito importante para fortalecer a linha ofensiva da franquia e proteger melhor Josh Allen para que o segundo anista dê seus próximos passos de evolução.

O ataque ainda recebeu as adições do RB Devin Singletary, que se junta a um confuso grupo de RBs, e dos TEs Dawson Knox e Tommy Sweeney, com o primeiro sendo uma opção de elevado potencial. Já a defesa também teve investimentos com o LB Vosean Joseph e o S Jaquan Johnson, que poderão se infiltrar na rotação aos poucos.

NOTA: 8,5

MIAMI DOLPHINS

#13 DT Christian Wilkins  (Clemson)
#78 G Michael Deiter  (Wisconsin)
#151 LB Andrew Van Ginkel  (Wisconsin)
#202 OT Isaiah Prince  (Ohio State)
#233 RB Chandler Cox  (Auburn)
#234 RB Myles Gaskin  (Washington)

Dono do processo de reconstrução mais escancarado da NFL atualmente, o Dolphins parece ter um plano e pode se dar ao luxo de adicionar talento ao time sem se preocupar muito com a posição. O começo do Draft do time foi excelente, com a aquisição do DT Christian Wilkins, que instantaneamente já é o melhor jogador do front seven. Já no dia 2, o QB Josh Rosen foi adicionado após uma troca que envolveu o envio da escolha de segunda rodada para o Cardinals e, em seguida, o OG Michael Deiter foi selecionado para trazer mais uma peça de qualidade para uma OL que muito precisa de ajuda.

Entretanto, o restante da classe não traz muitos pontos de destaque. O LB Andrew Van Ginkel disputará posição em um grupo com muitas opções, o OT Isaiah Prince é uma aposta de converter atributos físicos em um jogador de qualidade e os RBs Chandler Cox e Myles Gaskin brigarão por uma vaga no elenco.

NOTA: 7,0

NEW YORK JETS

#3 DT Quinnen Williams  (Alabama)
#68 EDGE Jachai Polite  (Florida)
#92 OT Chuma Edoga  (USC)
#121 TE Trevon Wesco (West Virginia)
#157 LB Blake Cashman (Minnesota)
#196 CB Blessuan Austin  (Rutgers)

Por mais que existissem rumores de que o Jets buscava uma troca para descer na primeira rodada, a equipe optou por ficar na terceira posição e foi recompensada com o melhor jogador da classe em Quinnen Williams. Ele causará um impacto desde o primeiro snap ao formar uma dupla de potencial muito elevado com Leonard Williams.

Quem pode se beneficiar dos espaços proporcionados é o EDGE Jachai Polite, que foi escolhido na terceira rodada após um processo pré-Draft desastroso, no qual teve problemas em entrevistas, seu esforço questionado, péssimo desempenho no Combine e uma lesão no Pro Day. No entanto, ele é um jogador que mostrou talento em campo e é uma aposta muito válida no ponto em que saiu. O OT Chuma Edoga é um projeto que pode se desenvolver positivamente se adicionar força, Trevon Wesco pode executar um papel híbrido de TE e FB e ser uma peça versátil para o ataque e Blake Cashman tem espaço para brigar por snaps entre os LBs da equipe.

NOTA: 7,5

NEW ENGLAND PATRIOTS

#32 WR N’Keal Harry  (Arizona State)
#45 CB Joejuan Williams  (Vanderbilt)
#77 EDGE Chase Winovich  (Michigan)
#87 RB Damien Harris  (Alabama)
#101 OT Yodny Cajuste  (West Virginia)
#118 G Hjalte Froholdt  (Arkansas)
#133 QB Jarrett Stidham  (Auburn)
#159 DT Byron Cowart  (Maryland)
#163 P Jake Bailey  (Stanford)
#252 CB Ken Webster  (Ole Miss)

O Patriots chegou no Draft com uma grande quantidade de escolhas e aproveitou para se movimentar com frequência no meio dele e sair com ótimos valores. A equipe fechou a primeira rodada com a seleção de N’Keal Harry, que é um alvo mais alto, forte e que vence em situações contestadas, mas que também pode conquistar jardas depois da recepção que a equipe tanto precisava, sobretudo com a incerteza a respeito de Josh Gordon. Com o mesmo molde físico, só que do outro lado da bola, o CB Joejuan Williams será uma arma para cobrir TEs em um momento inicial.

Na terceira rodada, o EDGE Chase Winovich foi uma escolha que encaixa com o histórico da franquia de gostar de jogadores de motor que não para e ainda é atlético. Isto lhe dá uma boa chance de ser titular ainda como calouro. O RB Damien Harris foi selecionado para ser uma opção que dá um respiro para Sony Michel e os OTs Yodny Cajuste e Hjalte Froholdt serão preparados pelo excelente Dante Scarnecchia para que possam assumir um papel relevante no futuro. O QB Jarrett Stidham terá a chance de disputar o posto de reserva com Brian Hoyer, mas não inspira muita confiança. De resto, opções que competirão por espaço, mas sem grandes destaques.

NOTA: 8,0

AFC OESTE

DENVER BRONCOS

#20 TE Noah Fant  (Iowa)
#41 OT Dalton Risner  (Kansas State)
#42 QB Drew Lock  (Missouri)
#71 DT Dre’mont Jones  (Ohio State)
#156 EDGE Justin Hollins  (Oregon)
#187 WR Juwann Winfree  (Colorado)

O primeiro movimento do Broncos neste Draft foi adicionar uma escolha adicional neste ano e outra no seguinte ao trocar para baixo com o Steelers. Mesmo com a queda, conseguiu um jogador de alto impacto no TE Noah Fant, que será o principal atleta da posição no elenco e deve ser um dos alvos preferidos e Joe Flacco, que costuma gostar de passar para TEs no meio do campo. Assim, Fant apresenta a possibilidade de tornar jogadas curtas em ganhos maiores por ser muito dinâmico.

Na segunda rodada, a queda do QB Drew Lock foi interrompida e deu uma opção que pode ser preparada para assumir o posto de titular no futuro e terá espaço para evoluir sem a pressão de sair tão cedo ou ter que começar a jogar de imediato. Também foi escolhido o OT Dalton Risner, que oferece versatilidade para ser o RT ou ser colocado como OG, ajuda a fortalecer o estado geral da OL e é mais um jogador muito físico e com mentalidade de finalizar bloqueios no grupo. Além deles, a aquisição do DT Dre’Mont Jones colabora com um ponto de necessidade da equipe com um atleta de bom potencial.

NOTA: 8,0

LOS ANGELES CHARGERS

#28 DT Jerry Tillery  (Notre Dame)
#60 S Nasir Adderley  (Delaware)
#91 OT Trey Pipkins  (Sioux Falls)
#130 LB Drue Tranquill  (Notre Dame)
#166 QB Easton Stick  (North Dakota State)
#200 LB Emeke Egbule  (Houston)
#242 DT Cortez Broughton  (Cincinnati)

O Chargers já tinha um elenco bastante completo e apenas adicionou a esta noção com um forte Draft. Tudo começou com a escolha de Jerry Tillery, que preencheu a necessidade de um DT capaz de gerar pressão pelo interior e ajudar a abrir espaços para Joey Bosa e Melvin Ingram.  Na segunda rodada, Nasir Adderley foi um ótimo valor e pode formar uma dupla excelente com Derwin James pelos próximos anos.

Os LBs Drue Tranquill e Emeke Egbule adicionam potencial em uma das posições mais frágeis do elenco do time e ambos brigarão por espaço. O OT Trey Pipkins se trata de um projeto que ainda deve ser trabalhado antes de poder entrar em campo por tempo prolongado. Já a escolha de Easton Stick não parece fazer muito sentido, mas pode ser uma forma de aproveitar seu atleticismo e talvez pensar em uma mudança de posição.

NOTA: 7,5

KANSAS CITY CHIEFS

#56 WR Mecole Hardman  (Georgia)
#63 S Juan Thornhill  (Virginia)
#84 DT Khalen Saunders  (Western Illinois)
#201 CB Rashad Fenton  (South Carolina)
#214 RB Darwin Thompson  (Utah State)
#216 G Nick Allegretti  (Illinois)

Depois de trocar sua escolha de primeira rodada por Frank Clark próximo ao Draft e ainda ver o escândalo envolvendo Tyreek Hill explodir, o Kansas City Chiefs só foi selecionar um jogador na metade final da segunda rodada. Nela, adicionou o WR Mecole Hardman com o intuito de se preparar para a ausência de Hill. Pouco depois trouxe o S Juan Thornhill, que pode formar dupla com Tyrann Mathieu no fundo da defesa.

Entre os outros nomes escolhidos, o DT Khalen Saunders merece destaque como um jogador que veio de uma universidade pequena e mostrou boas qualidades atléticas e potencial para evoluir tecnicamente. O RB Darwin Thompson foi muito produtivo em Utah State e pode ter uma chance de conquistar snaps.

NOTA: 7,0

OAKLAND RAIDERS

#4 EDGE Clelin Ferrell  (Clemson)
#24 RB Josh Jacobs  (Alabama)
#27 S Johnathan Abram  (Mississippi State)
#40 CB Trayvon Mullen  (Clemson)
#106 EDGE Maxx Crosby  (Eastern Michigan)
#129 CB Isaiah Johnson  (Houston)
#137 TE Foster Moreau  (LSU)
#149 WR Hunter Renfrow  (Clemson)
#230 EDGE Quinton Bell  (Prairie View A&M)

Com três escolhas na primeira rodada e uma logo no começo da segunda, o Raiders tinha o potencial para fazer estrago nesse Draft. Todavia, o que se viu foi uma classe sólida, recheada de jogadores que podem ser titulares, mas sem um teto tão elevado quanto era possível. Isto começa por Clelin Ferrell, que se trata de um EDGE de muita qualidade, mas que foi selecionado antes de outras opções com maior potencial. O RB Josh Jacobs e o S Johnathan Abram completam a trinca da rodada inicial e que não pareceram valores tão bons, apesar de serem jogadores competentes e que preencheram pontos de necessidade.

Os outros dias trouxeram a dupla de CBs Trayvon Mullen e Isaiah Johnson, que são atléticos, grandes, fortes e podem complementar Gareon Conley da maneira ideal. O EDGE Maxx Crosby é uma opção sólida para ajudar na rotação de uma posição deficitária no elenco, o TE Foster Moreau é um experiente bloqueador e com potencial atlético para oferecer algo a mais e o WR Hunter Renfrow poderá assumir o posto de titular no slot de imediato e ser um alvo muito confiável.

NOTA: 7,5


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