domingo, 28 de abril de 2019

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Passados os 3 dias do Draft, já podemos tentar avaliar as ações de cada time, onde eles acertaram e erraram. A missão é ingrata, já que é impossível cravar se um jogador vai dar certo ou não sem vê-lo na liga. Estamos acostumados a ver decepções gigantescas de escolhas de primeira rodada, assim como estrelas surgindo no terceiro dia. Mas, mesmo assim, vamos correr esse risco. Neste texto, avaliaremos o que as franquias da NFC fizeram durante o Draft.

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NFC LESTE

logo redskinsWASHINGTON REDSKINS
#15 QB Dwayne Haskins  (Ohio State)
#26 EDGE Montez Sweat  (Mississippi State)
#76 WR Terry McLaurin  (Ohio State)
#112 RB Bryce Love  (Stanford)
#131 G Wes Martin  (Indiana)
#153 G Ross Pierschbacher  (Alabama)
#173 LB Cole Holcomb  (North Carolina)
#206 WR Kelvin Harmon  (NC State)
#227 CB Jimmy Moreland  (James Madison)
#253 EDGE Jordan Brailford  (Oklahoma State)

Mesmo com os rumores de que poderia subir para pegar um quarterback, o Redskins ficou firme em sua posição e foi recompensado com Dwayne Haskins caindo até a 15. Com isso, o time puxou o gatilho e agora tem seu QB para o futuro. Como ainda precisava de armas, tratou de selecionar Terry McLaurin, parceiro de Haskins em Ohio State, e encerrou a vertiginosa do talentoso Kelvin Harmon. Além disso, investiu em mais duas peças para a rotação da OL e apostou em Bryce Love como um RB capaz de gerar jogadas explosivas e uma quarta cabeça para o grupo da posição.

No lado defensivo, a equipe viu que EDGE Montez Sweat estava caindo e fez o movimento de subir para o fim da primeira rodada e selecionou um forte complemento para Ryan Kerrigan. Outro nome para ficar de olho nesta classe é Jimmy Moreland, que pode conquistar espaço como o CB em situações de nickel. Dessa forma, o Redskins conseguiu um belo desempenho no recrutamento e se coloca como um time que pode surpreender na próxima temporada.

NOTA: 9,0

logo eagles PHILADELPHIA EAGLES
#22 OT Andre Dillard  (Washington State)
#53 RB Miles Sanders  (Penn State)
#57 WR JJ Arcega-Whiteside  (Stanford)
#138 EDGE Shareef Miller  (Penn State)
#167 QB Clayton Thorson  (Northwestern)

A maior parte dos movimentos do Eagles neste Draft foram pensando no futuro ou em fortalecer rotações. No ataque, a equipe subiu na primeira rodada para ultrapassar o Texans e selecionar Andre Dillard, que agora terá tempo para se desenvolver com calma e ser o sucessor de Jason Peters como LT da franquia. O time também escolheu Miles Sanders, que possui boas chances de se tornar o RB titular por ser a opção mais completa e atlética no elenco, e JJ Arcega-Whiteside, que é um WR dominante na red zone e que pode fazer uma boa dupla com Alshon Jeffery pelas pontas.

Já Clayton Thorson foi uma opção visando uma competição de QB reserva de Carson Wentz com Nate Sudfeld, após a saída de Nick Foles. Enquanto isso, o lado defensivo contou apenas com a aquisição do pass rusher Shareef Miller, que é mais um nome para uma rotação que conta com boa profundidade.

NOTA: 7,0

logo giants NEW YORK GIANTS
#6 QB Daniel Jones  (Duke)
#17 DT Dexter Lawrence  (Clemson)
#30 CB Deandre Baker  (Georgia)
#95 EDGE Oshane Ximines  (Old Dominion)
#108 CB Julian Love  (Notre Dame)
#143 LB Ryan Connelly  (Wisconsin)
#171 WR Darius Slayton  (Auburn)
#180 CB Corey Ballentine  (Washburn)
#232 OT George Asafo-Adjei  (Kentucky)
#245 DT Chris Slayton  (Syracuse)

O torcedor do Giants teve uma noite para esquecer na quinta-feira. A equipe começou o Draft escolhendo o QB Daniel Jones, que nada apresenta de especial, na sexta escolha geral. Em seguida, usou a seleção adquirida na troca de Odell Beckham Jr para trazer o DT Dexter Lawrence, que é um bom jogador, mas pouco oferece em termos de gerar pressão. Para terminar, a equipe ainda realizou uma troca para voltar à primeira rodada e finalmente tirar um CB da fila, com a escolha de Deandre Baker.

No resto da classe, a equipe ainda conseguiu alguns jogadores de talento, como o CB Julian Love e o EDG Oshane Ximines, além de um WR intrigante em Darius Slayton. No entanto, não foi possível apagar uma primeira rodada muito abaixo da média e que pode comprometer o futuro da franquia caso Jones realmente seja o QB de pouco destaque conforme o avaliado por quase todos.

NOTA: 6,0

logo cowboysDALLAS COWBOYS
#58 DT Trysten Hill  (UCF)
#90 G Connor McGovern  (Penn State)
#128 RB Tony Pollard  (Memphis)
#158 CB Michael Jackson  (Miami)
#165 EDGE Joe Jackson  (Miami)
#213 S Donovan Wilson  (Texas A&M)
#218 RB Mike Weber  (Ohio State)
#241 EDGE Jalen Jelks  (Oregon)

Sem uma escolha na primeira rodada por conta da troca que rendeu o WR Amari Cooper, o Cowboys só selecionou seu primeiro jogador na 58, quando chamou o nome de Trysten Hill. O DT de UCF será um reforço para o miolo de uma linha defensiva que precisava de mais corpos e encontrou um jogador ágil e de boa força. No dia 3, o time ainda investiu em peças de rotação para o pass rush em Joe Jackson e Jalen Jelks.

A secundária e o posto de reserva de Ezekiel Elliott também receberam atenção da franquia neste Draft. Para o primeiro, Michael Jackson surge como uma opção que pode brigar por snaps relevantes na equipe. Já na segunda, Tony Pollard é um bom recebedor saindo do backfield e Mike Weber um corredor experiente e de potencial interessante. Com o volume que Zeke recebe, é prudente ter boas opções para aliviar a carga de trabalho. O iOL Connor McGovern também chegou para disputar uma posição com Connor Williams e oferecer mais uma possibilidade para a equipe com a incerteza sobre o futuro de Travis Frederick.

NOTA: 6,0

NFC NORTE

logo vikings MINNESOTA VIKINGS
#18 C Garrett Bradbury  (NC State)
#50 TE Irv Smith Jr.  (Alabama)
#102 RB Alexander Mattison  (Boise State)
#114 OG Dru Samia (Oklahoma)
#162 LB Cameron Smith  (USC)
#190 DT Armon Watts  (Arkansas)
#191 S Marcus Epps  (Wyoming)
#193 OT Oli Udoh  (Elon)
#217 CB Kris Boyd  (Texas)
#239 WR Dillon Mitchell  (Oregon)
#247 WR Olabisi Johnson  (Colorado State)
#250 LS Austin Cutting  (Air Force)

Com uma necessidade urgente de fortalecer sua linha ofensiva, o Vikings fez um trabalho forte para resolver estes problemas. Tudo começou com a excelente escolha de Garrett Bradbury na primeira rodada. Bloqueador muito técnico e de ótimo nível tanto em corridas quanto em passes, assumirá a função de center e permitirá que Pat Elflein passe para OG, na qual rende mais. Depois foi escolhido um ótimo valor em Dru Samia no começo do dia 3, completando um interior que pode ter muita qualidade. Também foi selecionado o projeto Oli Udoh como uma peça que pode ser desenvolvida para o futuro.

Outro bom valor encontrado foi o TE Irv Smith, que possui um teto mais alto que Kyle Rudoph e não deve demorar para se tornar titular. O RB Alexander Mattison deve assumir a função de reserva imediato de Dalvin Cook que antes cabia a Latavius Murray. O restante da classe tem alguns nomes sólidos como o LB Cameron Smith, os WRs Dillon Mitchell e Olabisi Johnson e o CB Kris Boyd, que irão colaborar como peças baratas para fornecer profundidade ao elenco.

NOTA: 8,0

logo packers GREEN BAY PACKERS
#12 EDGE Rashan Gary  (Michigan)
#21 S Darnell Savage Jr.  (Maryland)
#44 C Elgton Jenkins  (Mississippi State)
#75 TE Jace Sternberger  (Texas A&M)
#150 DT Kingsley Keke  (Texas A&M)
#185 CB Ka’dar Hollman  (Toledo)
#194 RB Dexter Williams  (Notre Dame)
#226 LB Ty Summers  (TCU)

Por mais que Rashan Gary e Darnell Savage sejam jogadores de qualidade, é preciso admitir que esta foi uma combinação estranha para a primeira rodada do Packers. Após gastar uma fortuna com pass rushers na Free Agency, a escolha de Gary é esquisita. No entanto, como se trata de um jogador ainda cru, muito atlético e que pode ser utilizado pelo meio da DL, é possível encontrar uma justificativa. Para Savage, no entanto, é difícil achar a justificativa que levou ao movimento de subida da franquia para selecioná-lo, mesmo que se tratasse de uma posição de necessidade.

No dia 2, Jace Sternberger e Elgton Jenkins fora grandes acertos e ambos devem ser peças importantes para o futuro. Já no dia final do Draft, Dexter Williams é uma adição intrigante, mas nenhum dos jogadores parece merecer grande destaque. No fim das contas, é uma classe sólida para o Packers.

NOTA: 6,5

logo lionsDETROIT LIONS
#8 TE T. J. Hockenson  (Iowa)
#43 LB Jahlani Tavai  (Hawaii)
#81 S Will Harris  (Boston College)
#117 EDGE Austin Bryant  (Clemson)
#146 CB Amani Oruwariye  (Penn State)
#184 WR Travis Fulgham  (Old Dominion)
#186 RB Ty Johnson  (Maryland)
#224 TE Isaac Nauta  (Georgia)
#229 EDGE P.J. Johnson  (Arizona)

Cinco anos depois, lá está o Lions selecionando um TE novamente no top 10. TJ Hockenson era um dos melhores jogadores de ataque de toda a classe e o mais completo de sua posição. Assim, será titular imediatamente para a equipe. O grupo de TEs também recebeu a adição de Isaac Nauta e o de WRs ganhou o reforço de Travis Fulgham, mas nenhum deles parece que terá grande participação no curto prazo.

A defesa, setor de especialidade do treinador Matt Patricia, ganhou o LB Jahlani Tavai, que chega para tentar ajudar a estabilizar a posição, e o S Will Harris, que é uma peça versátil, que pode atuar no fundo do campo, no box ou no slot, como aquisições do dia 2. Além disso, o dia 3 trouxe dois nomes interessantes no EDGE Austin Bryant, que pode ser importante na rotação, e no CB Amani Oruwariye, que caiu mais que o esperado e tem chances de se tornar titular em um grupo frágil.

NOTA: 6,5

logo bearsCHICAGO BEARS
#73 RB David Montgomery  (Iowa State)
#126 WR Riley Ridley  (Georgia)
#205 CB Duke Shelley  (Kansas State)
#222 RB Kerrith Whyte Jr.  (Florida Atlantic)
#238 CB Stephen Denmark  (Valdosta State)

Com pouca munição neste Draft após a excelente troca por Khalil Mack e o movimento para subir pelo WR Anthony Miller no recrutamento do ano passado, o GM Ryan Pace não teve muitas oportunidades nesse ano. Depois de enviar o RB Jordan Howard para o Eagles, trouxe um substituto mais completo em David Montgomery. O running back de Iowa State tem um equilíbrio através do contato espetacular e é um bom recebedor, mas deixa um tanto a desejar em aspectos atléticos, o que pode ser um fator complicador.

Na quarta rodada, foi a vez de escolher o WR Riley Ridley. O irmão de Calvin caiu até este ponto por ter produção limitada e resultados apenas modestos nos testes de atleticismo, apesar de ser um jogador de rotas muito boas e maturidade técnica. O restante da classe do Bears trouxe jogadores pouco conhecidos até para os analistas e pouco se espera deles.

NOTA: 6,0

NFC SUL

logo panthers CAROLINA PANTHERS
#16 EDGE Brian Burns  (Florida State)
#37 OT Greg Little  (Ole Miss)
#100 QB Will Grier  (West Virginia)
#115 EDGE Christian Miller  (Alabama)
#154 RB Jordan Scarlett  (Florida)
#212 OT Dennis Daley  (South Carolina)
#237 WR Terry Godwin  (Georgia)

O Panthers entrou neste Draft com duas necessidades claras de rejuvenescer seu pass rush e encontrar um LT para a temporada. Com três de suas quatro primeiras escolhas, a equipe fez justamente isto. Brian Burns e Christian Miller elevam muito o potencial de gerar pressão nos quarterbacks adversários e terão boas oportunidades para conquistar snaps rapidamente. Já Greg Little é um prospecto de força física questionável e alguns defeitos técnicos, mas bem avaliado por muitos.

O restante das escolhas pouco devem ver o campo. O QB Will Grier chega para ser o reserva de Cam Newton, mas nada mais do que isso. O RB Jordan Scarlett e o não draftado Elijah Holyfield devem servir como peças para que Christian McCaffrey tenha tempo para descansar ao longo dos jogos. Enquanto isso, Terry Godwin e Dennis Daley disputarão vagas no elenco final.

NOTA: 8,0

logo falconsATLANTA FALCONS
#14 G Chris Lindstrom  (Boston College)
#31 OT Kaleb McGary  (Washington)
#111 CB Kendall Sheffield  (Ohio State)
#135 EDGE John Cominsky  (Charleston)
#152 RB Qadree Ollison  (Pittsburgh)
#172 CB Jordan Miller  (Washington)
#203 WR Marcus Green  (Louisiana-Monroe)

Mesmo com alguns gastos com jogadores de nível questionável para a linha ofensiva na Free Agency, o Falcons não se inibiu de buscar melhorias para a unidade. Assim, selecionou o bom guard Chris Lindstrom e subiu pelo OT Kaleb McGary na primeira rodada. Nenhum dos jogadores parece ter sido um bom valor no ponto em que foram escolhidos, mas se tratam de peças de qualidade e que devem ter ampla participação ao longo da temporada.

Sem uma escolha no dia 2 por conta da troca por McGary, a franquia voltou no dia 3 para encontrar profundidade para a secundária, com a seleção do veloz CB Kendall Sheffield e de John Miller. O RB Qadree Ollison pode ser uma terceira opção intrigante para a rotação de sua posição e o EDGE John Cominsky é uma aposta para mais uma peça para o pass rush.

NOTA: 6,5

logo saintsNEW ORLEANS SAINTS
#48 C Erik McCoy  (Texas A&M)
#105 S Chauncey Gardner-Johnson  (Florida)
#177 S Saquan Hampton  (Rutgers)
#231 TE Alizé Mack  (Notre Dame)
#244 LB Kaden Elliss  (Idaho)

Mesmo sem participar da primeira rodada por causa da troca por Marcus Davenport no último Draft, o Saints conseguiu extrair ótimo valor de suas duas primeiras escolhas. O C Erik McCoy era um dos melhores jogadores da função na classe e pode se tornar o titular após a aposentadoria de Max Unger. Por isso, a franquia não hesitou de subir para selecioná-lo. Assim, terá uma competição pelo posto com Nick Easton, que assinou um bom contrato nessa offseason.

Na escolha seguinte, novamente o Saints viu uma oportunidade e subiu para draftar o S Chauncey Gardner-Johnson, que caiu até o terceiro dia por algum motivo misterioso. Jogador versátil, é capaz de atuar em nível sólido tanto no fundo do campo quanto no box e pode acabar como substituto de Vonn Bell, cujo contrato se encerra no fim da temporada. Nas outras três seleções, nada de muito destaque, apesar do TE Alizé Mack ser uma opção interessante para a sétima rodada.

NOTA: 6,5

logo buccaneers TAMPA BAY BUCCANEERS
#5 LB Devin White  (LSU)
#39 CB Sean Bunting  (Central Michigan)
#94 CB Jamel Dean  (Auburn)
#99 S Mike Edwards  (Kentucky)
#107 EDGE Anthony Nelson  (Iowa)
#145 K Matt Gay  (Utah)
#208 WR Scott Miller  (Bowling Green)
#215 DT Terry Beckner  (Missouri)

Com uma defesa cheia de problemas, o Buccaneers não poupou esforços para tentar reverter a situação neste Draft. Nas três primeiras rodadas, a equipe encontrou no LB Devin White o substituto para Kwon Alexander e investiu pesado na secundária, com o promissor CB Sean Bunting, o veloz Jamel Dean e o S Mike Edwards.

No terceiro dia foi a vez de buscar peças para a linha defensiva. O EDGE Anthony Nelson teve um ótimo Combine e sabe usar a força física para vencer seus confrontos, mas ainda precisa evoluir tecnicamente e o DT Terry Beckner pode contribuir em snaps limitados para trazer descanso para Gerald McCoy e Vita Vea. O Bucs ainda investiu uma escolha de quinta rodada em um kicker, o que é um ideia ruim.

NOTA: 6,5

NFC OESTE

logo cardinalsARIZONA CARDINALS
#1 QB Kyler Murray  (Oklahoma)
#33 CB Byron Murphy  (Washington)
#62 WR Andy Isabella  (UMass)
#65 EDGE Zach Allen  (Boston College)
#103 WR Hakeem Butler  (Iowa State)
#139 S Deionte Thompson  (Alabama)
#174 WR KeeSean Johnson  (Fresno State)
#179 C Lamont Gaillard  (Georgia)
#248 T Joshua Miles  (Morgan State)
#249 EDGE Michael Dogbe  (Temple)
#254 TE Caleb Wilson  (UCLA)

Apenas um ano depois de trocar para cima e selecionar Josh Rosen, o Cardinals desistiu de seu QB e optou por investir a primeira escolha geral desse ano em seu substituto. Kyler Murray era o desejo do novo treinador Kliff Kingsbury e um encaixe perfeito para o esquema. Além disso, terá uma quantidade elevada de armas adquiridas neste Draft. Os WRs Andy Isabella, Hakeem Butler e KeeSean Johnson se juntam a Larry Fitzgerald e Christian Kirk para formar um grupo profundo e variado. É um bom misto de tamanho, velocidade, mãos seguras, habilidade depois da recepção e qualidade nas rotas. Além deles, o TE Caleb Wilson foi uma seleção muito interessante para um Mr Irrelevant (último jogador escolhido no Draft).

A defesa também recebeu atenção. O CB Byron Murphy saiu na primeira escolha da segunda rodada para jogar do outro lado em relação a Patrick Peterson e tentar estabilizar a cobertura da equipe. O S Deionte Thompson teve sua vertiginosa queda interrompida na quinta rodada e pode ser um belo roubo por parte da franquia. O EDGE Zach Allen é um pass rusher sólido e completo, que servirá como uma opção de qualidade para fazer dupla com Chandler Jones. Faltou apenas uma dedicação maior a OL, que somente recebeu os reforços do C Lamont Gaillard e do OT Joshua Miles, que ainda é mais um projeto.

NOTA: 9,0

logo seahawksSEATTLE SEAHAWKS
#29 EDGE L. J. Collier  (TCU)
#47 S Marquise Blair  (Utah)
#64 WR D. K. Metcalf  (Ole Miss)
#88 LB Cody Barton  (Utah)
#120 WR Gary Jennings Jr.  (West Virginia)
#124 G Phil Haynes  (Wake Forest)
#132 S Ugochukwu Amadi  (Oregon)
#142 LB Ben Burr-Kirven  (Washington)
#204 RB Travis Homer  (Miami)
#209 DT Demarcus Christmas  (Florida State)
#236 WR John Ursua  (Hawaii)

O Seahawks chegou no Draft com apenas cinco escolhas, sendo duas delas na metade final da primeira rodada. Após uma série de trocas, o time acabou com 11 jogadores selecionados. A defesa ganhou reforços em quase todas as posições. O EDGE LJ Collier deve ter espaço como titular quase que imediatamente, o LB Ben Burr-Kirven é um jogador intrigante, de boa produção e qualidade na cobertura e os safeties Marquise Blair e Ugo Amadi ajudam em um setor que estava carente no elenco.

No ataque, rumores de que o WR Doug Baldwin pode ter jogado seu último snap na NFL parecem ter se refletido na estratégia da equipe, que selecionou três recebedores. O primeiro deles foi DK Metcalf, que caiu muito mais que o esperado e pode entregar um grande retorno para a franquia com a habilidade atlética, capacidade de vencer verticalmente e com a bola no ar. Gary Jennings é um alvo em profundidade de qualidade, mas que ainda precisa de algum refino e maior variedade no jogo. A equipe ainda escolheu mais um RB em Travis Homer e trouxe um OG físico que ajudará a abrir espaços para corridas.

NOTA: 6,5

LOS ANGELES RAMS
#61 S Taylor Rapp  (Washington)
#70 RB Darrell Henderson  (Memphis)
#79 CB David Long  (Michigan)
#97 OT Bobby Evans  (Oklahoma)
#134 DT Greg Gaines  (Washington)
#169 OT David Edwards  (Wisconsin)
#243 S Nick Scott  (Penn State)
#251 LB Dakota Allen  (Texas Tech)

O Rams se movimentou muito ao longo do Draft, com apenas duas escolhas sendo feitas em seus pontos originais. Mesmo sem selecionar um jogador até o fim da segunda rodada, a equipe conseguiu um S com potencial de ser titular em Taylor Rapp, um CB que é físico no press e pode ser o sucessor de Aqib Talib no médio prazo em David Long e um DT que engole espaço em Greg Gaines. Estes reforços devem ajudar a manter a defesa de Wade Phillips abastecida.

No ataque, a seleção de Darrell Henderson traz um elemento explosivo e que pode se juntar a Malcom Brown como opções para que Todd Gurley não seja sobrecarregado. O time ainda adquiriu um par de OTs em Bobby Evans e David Edwards. Nenhum deles deve assumir um posto de titular nessa temporada, a não ser que mude de posição, e terão tempo para se desenvolver e talvez um deles termine como o substituto de Andrew Whitworth.

Em uma nota curiosa, o LB Dakota Allen se tornou o primeiro jogador que fez parte do programa Last Chance U a ser draftado.

NOTA: 7,5

logo 49ersSAN FRANCISCO 49ERS
#2 EDGE Nick Bosa  (Ohio State)
#36 WR Deebo Samuel  (South Carolina)
#67 WR Jalen Hurd  (Baylor)
#110 P Mitch Wishnowsky  (Utah)
#148 LB Dre Greenlaw  (Arkansas)
#176 TE Kaden Smith  (Stanford)
#183 OT Justin Skule  (Vanderbilt)
#198 CB Tim Harris  (Virginia)

Com o Cardinals selecionando Kyler Murray, Nick Bosa caiu no colo do 49ers e fechou uma assustadora linha defensiva com DeForest Buckner e Dee Ford e que ainda conta com maior produção de Arik Armstead e Solomon Thomas. A offseason trouxe uma grande evolução no sentido de pass rush para a equipe, mas a secundária seguiu sem ser tratada, com Tim Harris sendo a única aquisição e uma que não deve ter grande impacto.

No dia 2, Deebo Samuel e Jalen Hurd foram escolhidos para trazer mais armas para Kyle Shanahan utilizar em seu esquema. Samuel é um recebedor físico e dinâmico com a bola nas mãos, além de executar rotas de qualidade, enquanto Hurd é alto, atlético e cru, mas mostra versatilidade para executar uma série de funções diferentes. O TE Kaden Smith pode ser um especialista em bolas contestadas e uma evolução na posição atrás de George Kittle. Por fim, draftar um punter na quarta rodada é uma péssima decisão e pesa contra John Lynch.

NOTA: 6,0


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