sábado, 15 de agosto de 2015

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Miami Dolphins wide receiver  Wes Welker rushes upfield on a kick return against the Tampa Bay Buccaneers October 16, 2005 in Tampa.  The Bucs defeated the Dolphins  27-13.  (Photo by Al Messerschmidt/Getty Images)

Alguns jogadores fizeram história na NFL e se tornaram grandes nomes do esporte ao longo dos anos. Muitos desses já estão no Hall da Fama, vários estarão lá em pouco tempo e outros serão conhecidos apenas por serem muito bons profissionais. Esses atletas entram para a história da Liga devido às conquistas individuais e coletivas, recordes e jogadas históricas. O que muitas pessoas acabam não tendo conhecimento é que, até mesmo os maiores jogadores, estiveram “momentos ruins”; tão ruins que tiveram passagem por outras franquias e nem chegaram a ser levemente lembrados  por isso. Veja alguns casos desses atletas, os quais marcaram se tornaram históricos em uma equipe, mas você não sabia que eles já estiveram em outro time; em alguns casos, times:

Joe Montana (Quarterback) – Kansas City Chiefs

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Não é preciso abordar em muito detalhes quem é Joe Montana e qual sua importância na história do San Francisco 49ers e até mesmo de toda a NFL. Basta dizer que ele já esteve em oito Pro Bowls, lançou para mais de 40.000 jardas e venceu o Super Bowl quatro vezes levando o MVP em três ocasiões. No entanto você sabia que Montana já defendeu as cores do Kansas City Chiefs? Isto mesmo, nas temporadas 1993 e 1994, o QB esteve no comando do Chiefs e fez bonito por lá.

Em 1993,  apesar de ter jogado apenas 11 jogos da temporada, Montana foi importantíssimo para que a franquia chegasse até a final da AFC contra o Bills. Nas duas primeira rodadas dos playoffs, contra Steelers e Oilers, respectivamente, o então camisa #19 comandou duas campanhas vitoriosas no último quarto. Vale ressaltar que, incluindo as vitórias na pós-temporada, o Chiefs terminou aquele ano vencendo 13 jogos, o que empatou um recorde da franquia. Na temporada seguinte, o QB atuou em 14 partidas e, mais uma vez, levou seu time aos playoffs.

Drew Brees (Quarterback) – San Diego Chargers

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A primeira escolha da segunda rodada do Draft de 2001 foi Drew Brees, pelo San Diego Chargers. Desde os tempos na Universidade de Purdue, Brees era apontado com um dos mais talentosos QBs; no entanto, a baixa estatura (1,83 m) fez com que ele perdesse algumas posições no Draft. Então, o camisa #9 chegou à Califórnia para disputar posição com Doug Flutie; após bons e maus anos, o QB não conseguiu se firmar no elenco definitivamente. A chegada de Philip Rivers, em 2004, e uma lesão no ombro um ano mais tarde, abalaram de vez o status de Brees na franquia. Nem mesmo a boa temporada de 2005 (3.576 jardas aéreas e 24 TDs) fez com que o Chargers apostasse suas fichas no QB. Ao fim daquele ano, a franquia ofereceu um contrato de cinco anos valendo U$S 50 milhões, mas que pagaria apenas U$S 2 mi no primeiro ano e o restante seria baseado nas performances do atleta.

O jogador considerou que deveria receber um salário maior e, por isso, rompeu seus vínculos com o time. Já em 2006, Drew Brees atuou pelo New Orleans Saints e como isso se desenrola todos nós já sabemos. É importante ressaltar que, em San Diego, Brees teve bons momentos, no entanto, ele nunca passou perto de se tornar um TOP QB da Liga, como é hoje.

Eli Manning e Philip Rivers (Quarterbacks) – San Diego Chargers e New York Giants

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Já que tocamos no assunto Philip Rivers ao falar de Drew Brees (acima) é bom lembrar que o atual QB do Chargers por pouco não começou a sua carreira no Giants. Em 2004, o San Diego Chargers tinha a primeira escolha geral do Draft após uma temporada 4-12 em 2003 e o jogador universitário mais cobiçado daquela classe era Eli Manning. Todavia, o irmão mais novo de Peyton, apoiado por seu pai, disse que recusaria jogar pela franquia do San Diego por algum motivo que não se sabe até hoje. O New York Giants, que não estava satisfeito com seu QB, tinha a quarta escolha daquele Draft e, então, foi atrás de Manning. Um acordo foi feito: Eli seria selecionado pelo Chargers e Rivers pelo Giants, para que fossem trocados ao término do evento.

Após isso, com mais algumas escolhas, Philip Rivers foi para San Diego e Eli Manning para New York. Vale observar que essas escolhas também dadas ao Chargers produziram outros dois grandes nomes da franquia: Nate Kaeding e Shawne Merriman.

Marshawn Lynch (Running Back) – Buffalo Bills

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Em 2007, o Buffalo Bills decidiu apostar suas fichas em Marshawn  Lynch e usou a sua escolha de primeira rodada para conseguir isto. No entanto, o que estamos acostumado a ver de Lynch atualmente não foi possível de observar em seus tempos de Bills. Não que ele tenha jogado mal por lá, mas não era como é atualmente. Em três temporadas completas em Buffalo, o RB foi titular em 34 jogos (de 48 possíveis) e passou das 1.000 jardas corridas duas vezes.

Na temporada 2010, em um jogo de pré-temporada, o “Beast Mode” se lesionou. Ele acabou jogando apenas quatro partidas pelo Bills até ser negociado com o Seahawks, naquele mesmo ano, em troca de duas escolhas de Draft (quarta e quinta rodada). Em Seattle, como todos sabem, Lynch vem sendo um dos melhores corredores da Liga, venceu um Super Bowl e, desde 2011, passou da marca de 1.000 jardas e 10 TDs em todas as temporadas. Na carreira, o atual camisa #24 já marcou presença em cinco Pro Bowls, um deles atuando pelo Bills (2008) e os outros com o Seahawks (2011, 2012, 2013 e 2014).

Kurt Warner (Quarterback) – New York Giants

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Após ter sido dispensado do St. Louis Rams em junho de 2004, Kurt Warner não foi diretamente para o Arizona Cardinals. Na temporada 2004, ele teve uma passagem bem discreta pelo New York Giants, que tinha Eli Manning no banco em seu ano de calouro. Mesmo sem jogar bem, Kurt venceu cinco dos primeiros sete jogos daquele ano. No entanto, após ter uma sequência de duas derrotas consecutivas, o camisa #13 perdeu a titularidade para Manning, que foi capaz de vencer apenas uma partida em sete oportunidades. Tendo em vista que Eli seria o QB da franquia, Warner não quis permanecer na equipe, tornando-se um Free Agent; pouco tempo depois, no começo de 2005, ele assinou um contrato com o Arizona Cardinals.

Brett Favre (Quarterback) – Atlanta Falcons

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Em uma ocasião, pergunte a algum amigo seu (sua) ou àquele cara chato que acha que entende de futebol americano, por qual time Brett Favre foi selecionado no Draft; muito provavelmente, irão errar a resposta. Quando falamos de Favre, logo de cara pensamos em Green Bay Packers e, depois, Minnesota Vikings. Poucas pessoas recordam do New York Jets e menos ainda relembram do Atlanta Falcons. Mas é isto mesmo, na sexta escolha da segunda rodada do Draft de 1991, o Falcons optou pelo QB.

Em Atlanta, o lendário Quarterback não conseguiu aparecer. Por lá, participou de apenas cinco snaps. Neles, um resultou em sack com perda de 11 jardas, outros dois passes incompletos e os restantes foram interceptados. Quem poderia imaginar que aquele camisa #4 que não completava nenhum passe no Falcons viria a ser um dos grandes QBs do jogo e detentor de números e recordes fantásticos? Pouquíssimas pessoas conseguiriam imaginar isso naquela época, contudo, uma pessoa decidiu apostar no atleta; foi o General Manager do Green Bay Packers, Ron Wolf.

A história de Brett Favre no Packers começou em 1992 e terminou em 2007; como todos já sabem, foi marcada por erros, reviravoltas e excelentes conquistas. Após deixar Green Bay, Favre anunciou sua aposentaria. Todavia, em 2008, ele mudou de ideia e anunciou que voltaria a jogar na NFL pelo New York Jets; isso mesmo, Jets. Sua passagem por lá não foi das melhores e durou apenas um ano. Em 2009, quando todos pensavam que ele iria realmente se aposentar, uma nova surpresa: o QB estava indo para um dos maiores rivais do Packers, o Minnesota Vikings.

John Elway (Quarterback) – Baltimore Colts

Assim como Eli Manning, John Elway foi selecionado na primeira escolha geral de um Draft, mas acabou recusando sua equipe inicial. No Draft de 1983, o Baltimore Colts (atual Indianapolis Colts) selecionou o atleta. Contudo, familiares – especialmente o pai – do QB alertaram-no que Frank Kush, então Head Coach do Colts, era um técnico muito severo nos treinamentos e não tinha uma reputação boa na Liga. Então, o jovem Elway, que também se via atraído pelo beisebol, estava apto para transferências.

Vários times demonstraram interesse no ex-QB de Stanford. No entanto, o Baltimore Colts não se via fazendo negócio com nenhum deles. Em contrapartida, o próprio Colts demonstrou interesse Chris Hinton, ex-jogador de linha ofensiva do Denver Broncos. Foi aí que o time do Colorado abriu mão de um bom jogador para adquirir o maior QB da história da franquia.

Jerry Rice (Wide Receiver) – Oakland Raiders, Seattle Seahawks e Denver Broncos

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Quem está acostumado a assistir lances espetaculares de Jerry Rice sempre com a camisa #80 do 49ers nem imagina que ele já jogou, não por outros um ou dois times, mas sim por três outras equipes após deixar o franquia de San Francisco. Em 2000, seu último ano no 49ers, Rice já não era o principal alvo da equipe, pois Terrell Owens vinha em uma ascensão incrível, e havia ficado claro que a franquia queria renovar o elenco. Por isso, o maior WR de todos os tempos foi jogar no Oakland Raiders, onde permaneceu até 2004. No Raiders, Jerry Rice teve bons momentos, os quais foram importantes para ele quebrar vários recordes da Liga e até o levou ao Pro Bowl de 2002.

Em Seattle, com 42 anos, Rice teve uma participação ainda mais discreta. Apesar da quebra de recordes, o lendário recebedor não estava na mesma forma e não conseguia manter a competitividade. Terminada aquela temporada, a qual foi a vigésima da carreira, ele optou por assinar um pequeno contrato de um ano com o Denver Broncos. Mesmo tendo treinado normalmente e participado dos jogos de pré-temporada, Jerry Rice decidiu se aposentar antes do começo da temporada em 2005, pois não estava satisfeito em ser um WR que apenas compunha elenco. Deste modo, a última partida oficial deste atleta acabou foi contra o St. Louis Rams, na primeira rodada dos playoffs de 2004, quando ele acabou não recebendo nenhum passe.

Wes Welker (Wide Receiver) – San Diego Chargers e Miami Dolphins

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Nos casos citados acima, falamos de jogadores que tiveram passagens curtas por outras equipes, seja por não ter encontrado espaço ou por opções particulares. No caso de Welker, dois times o consideraram apenas um bom retornador de chutes e acabaram dispensando-o mais tarde. Sua carreira começou no San Diego Chargers, time com qual Wes Welker assinou contrato em 2004 após não ter sido selecionado por nenhuma outra franquia no Draft do mesmo ano. Mesmo participando do Training Camp, ele acabou sendo cortado após o primeiro jogo da temporada regular. O técnico do Chargers na época era Marty Schottenheimer e ele considerou a dispensa do WR como “o maior erro já feito (por ele)”.

Um tempo depois, o destino do jogador foi o Miami Dolphins. Após ficar um ano atuando mais como especialista, Welker foi escalado como terceiro recebedor da equipe, atuando principalmente no slot. Atuou nesta função até o fim da temporada 2006. Para 2007, o Patriots demonstrou interesse no camisa #83 e o Dolphins acabou aceitando uma troca envolvendo o atleta. Em New England, Welker se tornou uma das peças mais importantes de um ataque espetacular. Após ter alcançado apenas 96 recepções nas primeiras três temporadas da carreira, ele tornou-se jogador com mais recepções na história do New England Patriots, com 672.

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