quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

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Apesar da grande vitória no último domingo contra o Green Bay Packers, o Arizona Cardinals ainda é um dos piores times da NFL em 2018. Mesmo assim, isso não quer dizer que a equipe não possa mudar da água para o vinho em 2019. Isso porque os problemas da equipe não são tão profundos e bastam algumas mudanças para arrumar a casa. Apesar de simples, nem todos os requisitos são esperados para serem alcançados na próxima temporada, muito por conta do conservadorismo da Liga em alguns aspectos, e isso pode dificultar as coisas. Neste texto, vamos trabalhar alguns desses problemas e soluções que fariam a equipe dar um salto de qualidade, e quem sabe, poder fazer com que o time seja competitivo novamente antes do esperado.

O primeiro ponto e mais importante que da sustentação a minha tese de esperança ao torcedor do Cardinals é Josh Rosen. Tido no processo do Draft como um dos prospectos mais prontos da posição e com um piso de talento mais alto, Rosen não vem rendendo tanto quanto o previsto. No entanto, nada de desespero. Apesar de eu esperar mais de um talento como ele, muito da culpa do seu insucesso se deve ao seu entorno montado de forma errônea para o ano de 2018. Elenco fraco, comissão técnica incompetente e ambições baixas na temporada. Tudo isso contribuiu para que Rosen jogasse abaixo do esperado, contrariando os comentários sobre ele como prospecto, que mostravam a capacidade de elevar o nível a sua volta apenas com seu talento.

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Rosen não tem proteção de sua linha ofensiva, tinha até algumas semanas atrás um dos piores coordenadores ofensivos da Liga em Mike McCoy e poucos alvos confiáveis além do veteraníssimo Larry Fitzgerald, que deve se aposentar ao fim da temporada, e o novato Chirstina Kirk, que acaba de ser colocado na IR e desfalcará a equipe no resto da temporada. O péssimo esquema montado pelo ataque de McCoy prejudicou até David Johnson, um dos melhores RBs da Liga, que não conseguia render minimamente com as chamadas de seu coordenador.

Uma das maiores incoerências que eu encontro no sólido trabalho do GM da equipe, Steve Keim, está na contratação de seu HC. A partir do momento que você perde sua dupla de treinador e Quarterback em uma tacada só para aposentadoria e deve iniciar um trabalho novo com um novo passador, essa deve ser sua prioridade. Logo, você deve contratar um técnico de mentalidade ofensiva, visto que você muito provavelmente deve draftar um novo QB no Draft, que foi o caso do Cardinals. Steve Wilks, não só foi um coordenador fraco em seus tempos de Carolina como tem mentalidade defensiva. Mesmo diante de uma péssima temporada em 2017, a defesa da equipe servia de alento ao torcedor, que tinha um belo trabalho comandado por James Betcher. Por que mudar? Mantenha o que você faz bem, melhore o que você faz mal. Isso é básico. Além de inferior em seu trabalho em comparação a Betcher, Wilks baseava sua defesa basicamente em blitzes. Em uma unidade que seu ponto forte é a pressão ao QB adversário com um dos principais pass rushers da NFL em Chandler Jones, e ainda contando com Patrick Peterson, um dos melhores CBs da Liga na secundaria, essa estratégia me parece no mínimo preguiçosa.

Agora, após demitir o seu HC, a segunda medida mais importante que deve ser endereçada na offseason da equipe em 2019 é concertar sua linha ofensiva. Josh Rosen precisa ser melhor protegido. O jovem QB já mostrou que consegue fazer muito com pouco em relação aos seus alvos, no entanto, é com proteção que ele mostra o melhor de seu jogo. Sofrendo com falta de talento na unidade desde seus tempos de UCLA, Rosen chegou até a se lesionar, e é tudo que o Cardinals não precisa a essa altura do campeonato. Construa uma sólida linha ofensiva em torno do seu franchise player. Proteja-o, e pode ter certeza que os frutos virão.

Steve Keim precisa voltar a ser agressivo na Free Agency novamente. A competitividade da equipe não é um passo tão grande a ser dado, basta acertar nos pontos certos. De proteção ao seu franchise QB. Invista na unidade, seja no mercado ou no Draft, essa deve ser a sua prioridade. Reponha a saída de Fitzgerald com um alvo confiável para Rosen e traga um Tight End para desenvolver uma química com ele. Mantenha o sólido trabalho na defesa, no entanto, traga alguém capacitado para pensa-la no nível que ela merece e pode alcançar. Para a posição de HC, uma mente ofensiva se faz necessária. Nomes oriundos do College como Lincoln Riley de Oklahoma ou Kliff Kingsbury de Texas Tech vem sendo bastante procurados e cairiam bem. Já profissionais atualmente em destaque na Liga temos Josh McDaniels, John DeFilippo e Eric Bieniemy que podem receber a oportunidade. Desta forma, 2019 será uma ano chave para a equipe do deserto, e dependendo da sua ousadia, os torcedores poderão voltar a sorrir mais breve do que imaginavam.


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