quarta-feira, 29 de abril de 2020

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Pra começar. Ser um time explosivo não quer dizer que o time será campeão. Não quer dizer que o time vai sair vencendo todos a sua frente e levar sua divisão nas costas. Ser um time explosivo quer dizer que ele tem a capacidade de gerar grandes jogadas constantemente. Não necessariamente o time explosivo é campeão, nem mesmo o campeão é um time explosivo. Muitos times equilibrados chegam lá. E não tem problema, existem ‘N’ formas de se vencer na NFL. Quanto ao Arizona Cardinals, será um time com muitas particulares em 2020, e por vários anos a seguir. O que Kliff Kingsburry está construindo nos desertos do Oeste do Estados Unidos é muito especial.

Vamos começar pelo ataque, setor de especialidade do HC. Quando o Arizona Cardinals obteve a primeira escolha geral do Draft de 2019, ninguém esperava tamanha reviravolta na posição de QB. Rosen vinha sim de um ano ruim, mas um calouro, selecionado depois de um trade up. Tinha tudo para terem paciência com ele e evoluir. Os meses pré-Draft foram passando e surgiu um vídeo antigo de Kliff, um vídeo em que ele admitia morrer de amores por Kyler Murray e o selecionaria com a primeira escolha do Draft se a tivesse. Seria algo legal, se o Cardinals já não tivesse um QB, certo? Esse foi o sentimento coletivo das pessoas ao ver o vídeo. Mais tempo passou e os rumores aumentaram. O que antes era apenas um boato por um vídeo antigo, tomou as casas de apostas como o principal cenário a acontecer. E não teve outra. Com a primeira escolha geral do Draft, o Arizona Cardinals seleciona Kyler Murray, QB, Oklahoma. Kingsburry mostra ai a sua maior diferença para grande parte dos GMs e HCs da NFL. Não tem medo de ser ousado e tomar riscos para vencer e fazer o que acredita ser o melhor.

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Murray não tomou de assalto o protagonismo da temporada de primeira. E nem era o esperado. Com diversas questões ao seu redor e um time com buracos, teve dificuldade no início. No entanto, em conjunto com Kliff, evoluiu, e muito. Evoluiu a ponto de no fim da temporada chegar a ser cotado para calouro do ano. Não venceu, mas se a temporada tivesse mais uns dois jogos, quem sabe? Murray está em franca evolução.

E o que você faz com um QB segundo anista em evolução? Cerca ele de talento, óbvio. Pra isso, que tal trazer DeAndre Hopkins com a escolha de segunda rodada da equipe e ainda se manter no top10 da primeira rodada. Excelente! Agora, Murray e Kliff tem não só um esquema que pega defesas desprevenidas, mas tem também o, talvez, melhor recebedor da Liga para ajudar a queima-las. Assim, com um bom QB, um corpo de recebedores profundo e talentoso, um esquema eficiente e um grupo de Rbs que da conta do recado, o que falta nesse ataque? Proteção. Em uma das classes mais profundas de OTs em anos e com a #8 escolha geral do Draft? Perfeito.

Só que o Draft é imprevisível. E coisas loucas podem acontecer. Loucas como Isaiah Simmons cair até a sua escolha quando não se esperava que saísse do top5. É correr pro pódio. Não se passa um talento como o do Simmons, e Kliff sabe disso. Existe defesa também, e um playmaker como ele não é de se desperdiçar. Agora, Kliff não só tem um ataque explosivo, mas uma defesa também. Um unicórnio como Simmons que pode se alinhar em qualquer lugar do campo e fazer qualquer coisa traz uma modernidade e variação tática ao Cardinals de invejar qualquer franquia. Imagine só ver Chandler Jones, Budda Baker e Isaiah Simmons, todos alinhados lado a lado? É a base do meu texto, explosão. Big Plays. É fazer coisas grandes acontecerem.

Mas e agora? A #8 escolha geral foi em um LB e a segunda rodada foi para DeAndre Hopkins. Como selecionar um OT e dar a tranquilidade para o meu ataque e sistema rodarem da forma mais eficiente possível? Meus amigos, quando as coisas são pra dar certo, elas dão. Eu gosto de dizer que bons times tem sorte, e é isso que o Cardinals será em 2020, um bom time. Josh Jones, meu quinto OT da classe, e de muita gente também, cai inexplicavelmente até a terceira rodada. Parece brincadeira, ou algo inventado pra enriquecer a narrativa do texto. Mas não é. Uma classe tão profunda na posição. Com tantos nomes selecionados. E ninguém chamou o do LT de Houston, e é claro, ele caiu até a #72 do Arizona Cardinals.

Agora o Cardinals tem QB, recebedores, defesa & proteção. Um time empolgante, dos dois lados da bola. Digo sem medo de errar que é a franquia que estou mais ansioso para ver em campo nessa temporada. A evolução de Kliff Kingsburry, a conexão de Murray e Hopkins, a versatilidade de Simmons, a força de Chandler Jones e tantas outras coisas. O Cardinals será um time diferente em 2020. O Cardinals será um time divertido em 2020. E sem dúvidas, o Cardinals será um time explosivo em 2020.


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