segunda-feira, 16 de setembro de 2019

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O ano de 2019 começou com uma história antiga, que se arrasta desde o draft de 2017: as performances individuais contestadas do quarterback do Chicago Bears, Mitch Trubisky. Por mais que o Chicago Bears tenho vencido o Denver Broncos neste domingo, com um field goal longo e cronômetro zerado (após uma boa jogada de Trubisky, sejamos justos), o quarterback do time de Illinois não se apresentou bem, assim como na estreia da equipe em 2019, na derrota para o Green Bay Packers.

Desde a troca que o Bears fez para escolher Trubisky, as críticas foram constantes. Primeiro, contestando a troca e depois, o desempenho do jogador. Em seu primeiro ano, muito se relevou os erros de Mitch, os atribuindo a temporada de calouro e sendo classificados como “dores de crescimento”. A partir de 2018, com a esperança de uma evolução que justificasse o capital de draft investido nele, as críticas em relação a seu desempenho foram aumentando. Só não foram maiores, porque a defesa foi espetacular e ganhou status de melhor da liga com a adição de Khalil Mack.

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Com a defesa dominando os adversários e Matt Nagy desenhando muito bem o ataque, Trubisky se virou bem dentro de suas limitações e venceu a divisão com o time em 2018. A campanha foi ótima, mas poderia ter sido melhor se o time tivesse maior fluidez no ataque e o quarterback resolvesse jogos que a defesa lhe proporcionava. Com a pouca evolução em relação ao ano de calouro, mesmo com boas armas, o time ficou com a terceira melhor campanha da conferência e perdeu na rodada de wild card para o Philadelphia Eagles, em um jogo resolvido em um chute nos últimos segundos, como o deste domingo.

 

Neste ano, a esperança era semelhante a de 2018. A defesa continua jogando bem, principalmente nas primeiras metades das partidas, mas Trubisky ainda tem problemas graves de processamento mental, trabalho de pés e, por consequência, precisão. Verdade seja dita, que a presença de pocket e a capacidade de estender as jogadas dele vem melhorando, assim como a capacidade de lidar com situações críticas, como observamos na última jogada do jogo contra o Denver Broncos. Entretanto, é muito pouco para um quarterback escolhido na segunda escolha geral e que tem um elenco de apoio forte, tanto no ataque, quanto na defesa.

A troca parece ainda mais absurda, quando levamos outros dois fatores em consideração: o primeiro, de que o Bears tinha a terceira escolha geral e subiu para a segunda, sendo que o time que estava com a segunda escolha (San Francisco 49ers), não tinha interesse em Trubisky, segundo relatos da época. O segundo fator, foi de que algumas escolhas depois, times escolheram jogadores como o atual MVP da liga Patrick Mahomes e um dos quarterbacks mais interessantes de se assistir do momento Desahun Watson.

 

A diferença entre Trubisky e os outros quarterbacks tops do draft daquele ano não era muito grande para justificar a troca. Watson sofria com precisão e com o trabalho de pés, Mahomes era extremamente cru em relação a decisões de jogo, mas todos tinham potencial. A escolha sem gastar capital de draft em uma troca, de qualquer um dos três, não seria contestada na época. Com a troca, as críticas vieram.

Claro que o tiro de Houston ou de Kansas City em projetos como Watson e Mahomes poderiam dar errado e é por isso que o draft é apaixonante, mas talvez a insistência do Chicago Bears com Trubisky não seja o ideal a se fazer, depois de 3 temporadas em que não houve a melhora necessária e esperada. Com 4 anos de contrato e uma opção de 5 anos, em algumas franquias da NFL, o prazo para entregar performances sólidas já estaria terminando para um quarterback.

Para não desperdiçar talentos como Khalil Mack, Eddie Jackson, Allen Robinson, Roquan Smith e outros, as opções que este que vos escreve escolheria como general manager seria buscar alguém em uma classe boa de draft, como a que vem aí em 2020, com Justin Herbert, Tua Tagovailoa, Jake Fromm, entre outros. Uma outra alternativa, seria buscar um game manager veterano que se encaixe nas pretensões e no sistema de Matt Nagy, investindo em armas para o sistema no draft. Nomes como Josh Rosen, Nick Mullens e Teddy Bridgewater seriam interessantes nomes para uma possível contratação. O certo é que Trubisky está no limite de produção que se espera de uma escolha tão alta de draft e pensar em substituí-lo deveria ser considerado por um time que planeja vencer algo no futuro próximo.

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