segunda-feira, 1 de abril de 2019

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Há 4 anos, o Carolina Panthers disputava o segundo Super Bowl de sua história e era derrotado pelo Denver Broncos. Naquela temporada, o time da NFC Sul fez uma campanha dos sonhos, terminando o ano com 17 vitórias e apenas duas derrotas e consagrando Cam Newton como o merecido MVP. Desde então, a franquia de Carolina contabiliza duas temporadas longe dos playoffs e uma derrota no Wildcard nos últimos três anos, perdendo força dentro da equilibrada NFC.  Afinal, teria a campanha de 2015 sido apenas um momento de sorte para os Panthers?

Para entender a queda de produção desde o Super Bowl 50, é interessante analisar as mudanças que o elenco sofreu nos anos seguintes. Os principais líderes e referências técnicas da equipe ainda figuram entre os mais prestigiados atletas do elenco atual, entre eles o Quarterback Cam Newton, o LB Luke Kuechly e o TE Greg Olsen. As mudanças mais significativas aconteceram na posição de RB, com a saída de Jonathan Stewart, no corpo de recebedores que já não conta mais com Ted Ginn Jr, e na defesa, que perdeu o DE Jared Allen e o CB Josh Norman.

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Dá para dizer que o time comandado por Ron Rivera, outro remanescente da campanha de 2015, não foi desmontado ou perdeu nomes que possam ter causado a visível queda de produção, excluindo apenas o CB Josh Norman, que vivia o melhor momento de sua carreira. Além disso, buscando reformular e cobrir alguns buracos do seu elenco, o Panthers foi bastante ativo no período de draft desde então. Em 2018, o time recrutou quatro jogadores que atuaram em 15+ jogos durante a temporada, renovando os dois setores do time. A principal escolha, porém, aconteceu em 2017, quando o RB Christian McCaffrey foi selecionado na 1ª rodada para suprir a vaga deixada por Jonathan Stewart. O Camisa 22 não perdeu nenhuma partida desde que se tornou profissional e é  uma das principais armas ofensivas da NFL atualmente, correndo e recebendo a bola.

Mesmo com peças talentosas dentro do elenco para voltar a fazer campanhas prolíficas como a de 2015, o Panthers vem ficando à sombra de Atlanta Falcons e New Orleans Saints dentro da NFC Sul. O Rival de Atlanta disputou o Super Bowl logo no ano seguinte ao Panthers e o Saints venceu a divisão nos dois últimos anos e é um dos favoritos para a nova temporada. Considerada uma das divisões mais equilibradas da NFL, a NFC Sul vem trocando de mãos ao longo dos últimos anos. Desde 2003, quando disputou o Super Bowl pela primeira vez, o Panthers só visitou os Playoffs em seis oportunidades.

O que explica a queda de produção? 

Em 2018, o QB Cam Newton teve a melhor porcentagem de sua carreira completando passes, com 67.9%., mas não foi capaz de superar alguns problemas físicos e levar a equipe à pós-temporada. Para preservar o jogador, Carolina decidiu poupá-lo nos dois jogos finais de seu calendário, quando o time já não tinha mais chances de classificação. Mesmo sofrendo o menor número de sacks de sua carreira (29), Newton se mostrou pouco confortável no comando do renovado ataque, em que a sua função de QB Móvel vem sendo menos utilizada. Em 2018, o camisa 1 somou o menor número de TDs corridos desde que chegou à NFL (4) e a 2ª pior marca em jardas terrestres da carreira (488). A confiança do Quarterback que levou o time ao Super Bowl em 2015 já não é a mesma e faz pensar que a temporada de MVP realizada por Newton foi um ponto fora da curva.

Mas neste cenário, as críticas não podem recair apenas sobre Cam. Os setores de defesa e ataque, que em 2015 figuraram entre os 10 melhores da NFL em Pontos somados, pontos cedidos e jardas cedidas, ocupam agora posições intermediárias dentro da liga, em uma conferência em que atuações medianas não são suficientes. O corpo de recebedores e a linha ofensiva, renovados nos últimos dois drafts, ainda não estão atuando com regularidade e precisam dar uma resposta positiva em 2019 para que o time possa voltar a brigar com os rivais de igual para igual. No recrutamento desta temporada, Carolina também precisará adicionar um playmaker defensivo para acompanhar o ritmo de Luke Kuechly no setor.

As chegadas de Ron Rivera e Cam Newton na última década, transformaram o coadjuvante Panthers em protagonista dentro da NFL. A novidade causada pelo time, porém, durou pouco e parece que Carolina vem se tornando uma equipe cada vez mais previsível, em que o forte jogo corrido já não é mais uma ameaça aos adversários. A missão em 2019 é voltar a ser relevante e o papel de Rivera será fundamental. O respeitado comandante precisará balancear melhor o ataque unidimensional, tirando de Cam e McCafrrey toda a responsabilidade pelo sucesso no setor. Caso não consiga retornar ao “Básico”, o Panthers poderá ter mais uma temporada para esquecer, ganhando outra vez o rótulo de coadjuvante.


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