quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Compartilhe

Eu preciso começar esse texto exaltando Patrick Mahomes. O que o Quarterback do Chiefs vem fazendo nessa temporada não passava na mente nem mesmo do torcedor mais otimista. O jogador está tendo a sua primeira real temporada na NFL e está batendo diversos recordes. Recordes esses não entre calouros, mas sim gerais e históricos. Mahomes simplesmente quebrou o recorde de Peyton Manning em passes para touchdown nas 3 primeiras semanas da temporada regular, enquanto Manning tinha o título com 12, o camisa 15 do Chiefs o ultrapassou lançando 13. Visto como primeiro colocado quase que de forma unanime até o momento na corrida pelo MVP, o Chiefs tem apoiado a base de sua campanha invicta até agora em seu poderoso ataque, no entanto, o outro lado da bola está lhe causando problemas.

A defesa é um desastre, sem meias palavras. A unidade está ranqueada em último em jardas cedidas por jogo e na vigésima quinta posição em pontos cedidos por jogo. No entanto, esses números vêm sendo mascarados atrás do explosivo ataque que lidera a liga em pontos e fica em oitavo em jardas por jogo. O fato da equipe largar no placar e se distanciar do adversário muito cedo acaba ajudando a criar uma falsa impressão de um trabalho pelo menos mediano, o que não é verdade. Em meio a vários nomes de idade avançada e jovens que ainda não corresponderam, só resta ao torcedor esperar.

O problema está ai. Esperar pelo que? Justin Houston, o nome mais destacado da unidade, já tem 29 anos e não apresenta mais o excelente nível de algumas temporadas atrás. Anthony Hitchens que chegou na free agency para ajudar no miolo desse grupo de LBs vem fazendo uma temporada mediana. Reggie Ragland, uma jovem promessa que até agora não conseguiu mostrar a que veio desde que foi trocado, entre outros… Dee Ford parece ser um dos poucos pontos de esperança do torcedor pra ajudar no pass rush, somado a Kendall Fuller, que faz um trabalho satisfatório na secundaria, parecem ser as peças que podem ter um certo impacto, fazer subir de produção e ajudar essa defesa por enquanto.

Leia Mais: Destaques e Decepções – Quem segura o Rams?

Leia Também: a decisão questionável de Reich custou a derrota ao Colts

O que fazer então? Poucos nomes do elenco pra se apoiar e uma unidade que parece ser exposta pelos adversários com facilidade, mas que é compensada por um excelente trabalho ofensivo. Um time que quer brigar sério nos playoffs com pretensões de Super Bowl não pode se dar ao luxo de ter como lema “A melhor defesa da equipe é o ataque.” Até agora foi suficiente, mas não é um modelo sustentável. A partida do último Monday Night comprovou isso. Mesmo conseguindo uma bela virada dentro dos dois minutos finais, o Denver Broncos só não virou o jogo novamente e saiu com a vitória por detalhes. Talvez um Quarterback um pouco mais qualificado que Case Keenum não tivesse problemas em comandar o feito, ou até mesmo algumas chamadas ofensivas mais bem trabalhadas.

No entanto, também não podemos dizer que a diretoria não sabe do problema e não está tentando resolver. Nos últimos dias saiu uma notícia de que o Chiefs estava em conversas avançadas com o Seattle Seahawks para fechar um troca pelo S Earl Thomas. Infelizmente o jogador se machucou na rodada do último domingo e não conseguirá mais jogar nesta temporada, encerrando qualquer chance de negócio. Porém, vendo essa disposição do Front Office em buscar ajuda para a unidade, o torcedor pode criar alguma esperança.

Transportando a filosofia de Andy Reid dentro de campo para fora das 4 linhas, a comissão técnica do Chiefs tem que ser agressiva em busca de reforços ainda nesta janela, durante a temporada, por meio de trocas. Com uma campanha 4-0, em um ano em que vemos uma AFC ainda mais enfraquecida em relação às últimas temporadas e um ataque historicamente potente comandado por uma jovem estrela, a hora é agora. A equipe precisa ir atrás de alguém que possa dar sustentabilidade e segurança a unidade para jogos mais amarrados e decisivos. Passar no primeiro grande teste frente ao Broncos no horário nobre fora de casa é um ótimo indicativo de que a equipe pode sonhar alto nesta temporada e já é madura o suficiente para isso. A questão está em que um empurrãozinho a mais de talento seja necessário para garantir um sucesso de forma mais ampla, garantida e segura desta equipe a curto e médio prazo.


Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui. 

Compartilhe

Leave A Reply