terça-feira, 7 de maio de 2019

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Uma dúvida que paira no ar para os que analisam NFL é de se a equipe de Ohio está em rebuild ou não. Ao se observar atitudes da diretoria geral nas últimas temporadas, subentende-se que o time está em um processo de remontagem de seu elenco, porém é difícil encontrar fatores chave que mostram que o time está se reconstruindo.

Como a NFL sendo uma liga cíclica, é visto constantemente times entrando em rebuild, em uma tentativa de se reinventar e conseguir um time forte que brigue por título. Uma dinastia é exceção, portanto, dificilmente veremos uma dominância tão grande quanto a do Patriots quando a dupla Belichick e Brady deixarem Foxborough.

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Entretanto, apesar de raro, todos os times buscam conseguir a sua dinastia. Para isto, o instituto do rebuild é utilizado para fazer com que um time possa voltar a ser forte novamente, apesar de momentos ruins. Mas afinal de contas, o que é rebuild?

A reconstrução do time caracteriza-se quando um time faz mudanças drásticas dentro e fora de campo para conseguir um ar novo para seu vestiário. Jogadores considerados estrelas são trocados ou cortados, devido aos seus grandes contratos; um investimento maciço em jogadores baratos e vindos do draft é feito e; a principal característica de um rebuild é a mudança de general manager, head coach e do seu quarterback titular.

Assim como o Dallas Cowboys com Jerry Jones, o dono do time é, também, o diretor geral. Desse modo, não há a possibilidade de Mike Brown demitir a si mesmo, diminuindo o ramo de requisitos para uma reconstrução do Bengals.

Marvin Lewis chegou para ser Head Coach da equipe em 2003, e continuou no cargo por um tempo bem considerável, apesar de algumas campanhas ruins. Com o comando de Lewis, a equipe fez um rebuild ofensivo em 2011: as estrelas ofensivas até então, Chad Ochocinco, Terrell Owens e Carson Palmer deixaram o vestiário, vindo para tentar suprir suas perdas dois jovens jogadores muito importantes para o passado recente do time: AJ Green e Andy Dalton, no primeiro e segundo round do draft de 2011 respectivamente.

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Entre 2011 e 2015, os fãs do Bengals viveram um grande mix de emoções. Sempre tinha-se boas atuações na temporada regular, fazendo o time chegar à pós temporada em todos os referidos anos. Todavia, quando se chegava nos playoffs, começava o colapso, e, por motivos diversos, o esquadrão acabava eliminado na primeira rodada. Marvin Lewis teve com o Bengals um recorde de 0-7 na pós temporada ao todo.

Depois de duas temporadas posteriores ruins, Lewis e a diretoria chegaram a um acordo mútuo de desligamento do treinador. Para seu lugar, foi contratado Zac Taylor, antigo treinador de quarterbacks do Los Angeles Rams. Continuando a “moda” atual de contratar jovens mentes ofensivas oriundas de esquemas de sucesso recente.

Sendo assim, muito se foi especulado que o Bengals entraria em um grande processo de rebuild, devido ao primeiro passo dado ao liberar Lewis. Porém, antes de um colapso defensivo e uma chuva de lesões que tiraram a temporada de diversos jogadores na temporada anterior, a equipe liderou a AFC North e apresentou um jogo muito interessante, o que coloca em questão se o time realmente está necessitando de uma reconstrução, ou se ainda dá para brigar com o time que tem.

Sondou-se supostas trocas por AJ Green e um possível corte de Andy Dalton. Contudo, além deles, não se houve especulação sobre nenhuma outra estrela de grande contrato da equipe, tais como: Geno Atkins e Carlos Dunlap, tirando mais um dos requisitos para um rebuild.

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O fator chave que mostra um possível pensamento em ganhar com o roster atual em detrimento a uma reconstrução é o fato do OT Jonah Williams ter sido selecionado no primeiro round do último draft. O pensamento de selecionar o melhor jogador disponível foi ativado para a escolha de Williams. Ainda que Dwayne Haskins não fosse o quarterback alvo do time, selecioná-lo deixaria claro que o rebuild está ativo, da mesma forma, sua não escolha deixou a dúvida ainda no ar.

Portanto, embora muitos entendam que a equipe possa estar sim em um processo de reconstrução, as evidências das decisão tomadas pelo staff nessa offseason mostram que o time ainda tentará brigar, e que ainda que vá começar um rebuild na próxima temporada cortando jogadores e trazendo um novo QB, ao menos esta temporada não haverá tank e o Bengals lutará pelo trono do norte da AFC.

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