quinta-feira, 13 de junho de 2019

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Após a lesão de Jerick McKinnon em 2018, muitos pensaram que o corpo de RBs do 49ers seria um dos piores da liga. Todavia, o ano mostrou que essa unidade tem bons nomes para a nova temporada e que Kyle Shanahan tem de pensar no que fazer com todos eles.

Grande contratação para a temporada de 2018, Jerick McKinnon teve uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho durante os treinamento de intertemporada e desfalcou a equipe do 49ers para toda a temporada.

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Sendo assim, as expectativas eram baixas para todo o grupo de RBs. Alfred Morris foi contratado para tentar repor a perda do então titular. No entanto, outros dois nomes foram cruciais no ano e no desempenho satisfatório do jogo terrestre do 49ers: Matt Breida e Raheem Mostert.

Calouro não draftado do draft de 2017, Matt Breida teve um primeiro ano discreto como reserva de Carlos Hyde e era esperado que fosse assim novamente como sombra de McKinnon. Com um protagonismo maior, Breida mostrou que tem talento para ser um bom RB explosivo na liga. Grandes corridas o fizeram ser por boas semanas o líder em corridas para mais de 20 jardas.

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O camisa 22 terminou 814 jardas e ótimas 5,3 jardas por tentativa de corrida. Entretanto, a grande quantidade de lesões fizeram o atleta perder alguns jogos, ocasionando em um fim de ano sem chegar às 1000 jardas, apesar de várias boas atuações.

Alfred Morris teve muitos snaps no começo da temporada, mas devido a algumas lesões perdeu seu espaço para jogadores mais novos. Raheem Mostert, que estava no roster fundamentalmente para special team – onde é um dos melhores gunners da liga – , chegou a ter boas corridas, incluindo um TD de 52 jardas na vitória contra o Oakland Raiders na semana 9. Nesse mesmo jogo, o RB quebrou o braço após uma jogada e perdeu o resto da temporada.

O fim de temporada do Niners foi com os reservas sendo titulares. O calouro Jeff Wilson foi o último dos RBs que o 49ers utilizou no posto de starter na temporada passada, mas não teve grandes atuações.

Com a volta de Jet Mckinnon, a franquia da Califórnia já tinha um grupo de corredores interessantes levando em consideração as atuações passadas dos atletas do elenco e as aspirações com o encaixe de Jerick no ataque. Ainda assim, a equipe trouxe mais um nome para a já vasta lista de RBs: o ex Falcons, Tevin Coleman.

Coleman veio de sua melhor temporada da carreira no ano passado, onde teve boa quantidade de snaps devido à lesões do então titular Devonta Freeman. Contudo, o principal motivo da contratação do RB foi o fato de já ter jogado no sistema ofensivo de Kyle Shanahan e ter se saído muito bem, surgindo para o mundo da NFL como um dos melhores corredores reservas em toda a liga.

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No momento da assinatura de Tevin Coleman, especulou-se muito sobre possíveis movimentos com os outros atletas da posição, uma vez que Matt e Jet têm algum valor de troca, sobretudo o primeiro. E, de fato, caso uma troca por Breida ocorresse, o 49ers sairia em um grande lucro. O corredor foi não draftado, ou seja, nenhum capital de draft foi gasto para adquiri-lo e você conseguiria alguma escolha futura por esse tal jogador. Para McKinnon, uma possível troca se torna mais complicada devido ao seu contrato, que para este ano é de 5,7M. Por isto, não deve haver time interessado na aquisição do jogador.

Para acabar com a tara jornalística em prever situações, Shanahan foi a público afirmar que pretende ir para a temporada regular com os 4 RBs (Tevin Coleman, Jerick McKinnon, Matt Breida e Raheem Mostert) no plantel – ou 5, caso considerem Kyle Juszczyk como RB . No início, parecia que a fala do treinador principal era somente para os rumores que se criavam, mas ao se analisar os estilos dos corredores, entende-se o sentido de todos estarem teoricamente certos na lista dos 53 finais.

Cada um deles, apesar de suas habilidades especificas, têm algo em comum: são corredores muito ágeis e que conseguem fazer defensores perderem tackles em movimentos rápidos. Para o esquema de bloqueio em zona de Shanahan, esse é o estilo perfeito de RB, o que quebra um tackle num juke e vai correr para fora com grandes avanços. Portanto, o fato de todos serem fit no esquema está lá.

Outro fator fundamental para manter todos no time é a durabilidade. Tirando Coleman, todos os outros listados vêm de lesões constantes e/ou sérias. Por isso, ter jogadores para dividir os snaps, consequentemente diminuindo a quantidade de contato que cada um leva, certamente irá fazer o corpo de RBs do 49ers ficar muito mais saudável durante a temporada. Além disso, caso haja alguma baixa por contusão, há uma substituição imediata com a mesma divisão de snaps, sem perder em qualidade ofensiva. Diferente do que aconteceu na temporada passada, quando Breida e Mostert se machucaram.

Sendo assim, para a próxima temporada, o San Francisco 49ers não deve ter um corredor específico com muitas jardas, mas sua unidade terrestre tem tudo para ser acima da média, tendo em vista que há talento e grande capacidade de big play quando cada um dos RBs do time estiverem para receber a bola.

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