terça-feira, 20 de agosto de 2019

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O punter, jogador que tem a função de devolver a bola ao adversário em pior posição possível, é valorizado por poucas equipes na NFL, sendo uma delas o New England Patriots. Muito se fala sobre Bill Belichick ser genial em detalhes pequenos do jogo, que geralmente é descrito como se Belichick jogasse xadrez, enquanto o resto dos treinadores jogasse dama.

Belichick tem histórico de quase não ter jogos em New England com um punter destro, por exemplo. Os punters canhotos chutam a bola com uma rotação contrária aos punters destros e isso faria diferença na hora dos retornadores pegarem a bola após o chute. Mas depois de anos com essa configuração, Belichick usou uma escolha de quinta rodada do draft de 2019 no punter Jake Bailey, de Stanford, que é destro. Geralmente punters não são draftados e são pegos como free agents após o draft para testes, portanto, esperava-se que Bailey estivesse brigando no nível profissional, pelo menos.

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Com o início dos treinos, o óbvio se confirmou. Bailey tem uma perna extremamente forte e precisa. Tem um hang time (tempo que a bola fica pendurada no ar) acima da média, além de direcionar bem os punts e chutar kickoffs também. Ryan Allen, veterano punter canhoto que venceu 3 Super Bowls em New England perdeu a disputa e foi dispensado. Allen provavelmente arrumará lugar em outro time, pois ainda rende bem e tem uma perna boa, mas não suficiente para competir com o calouro. Com Bailey, New England ganha mais poder nos times especiais, que tem Brandon Bolden de volta e conta com excelentes especialistas no elenco, como Matthew Slater e Brandon King.
Na época do draft era realmente inesperado que Bill Belichick fizesse um movimento como esse. Vamos discutir aqui outros movimentos inesperados realizados por Bill Belichick ao longo dos anos. Muitos desses movimentos são perfeitamente normais se olhados pela ótica de Belichick, mas a liga e os analistas como um todo não esperavam que muitos deles acontecessem:

S Lawyer Milloy


Milloy era um dos líderes do vestiário, campeão do Super Bowl 36 e selecionado 4 vezes para o Pro Bowl, mas as vésperas da temporada de 2003 começar, foi dispensado após não chegar a um acordo de renovação de contrato com o Patriots. Rapidamente assinou com o rival de divisão Buffalo Bills e jogou na semana 1 contra seu ex-time, na vitória do Bills por 31-0, em Buffalo. Mas no final, Rodney Harrison, que herdara o lugar de Milloy após vir do San Diego Chargers foi campeão do Super Bowl com a equipe de New England.

WR Deion Branch


Recém premiado com o título de MVP do Super Bowl 39, Branch fez greve até o começo da temporada regular para receber um novo contrato. Belichick o enviou para Seattle por uma escolha de primeira rodada do draft. Branch voltou anos mais tarde, mas fez bastante falta na pós-temporada de 2006, onde Tom Brady foi a final da conferência americana lançando para Jabar Gaffney como seu recebedor principal.

WR Randy Moss


Após bater o recorde de touchdowns recebidos em 2007, com 23 e virar o melhor alvo que Tom Brady já teve, os fãs não gostaram muito da troca de Moss para Minnesota por uma escolha de terceira rodada. Belichick julgou melhor trocar o jogador que já pensava na próxima free agency mais que em ganhar títulos. Moss não estava bem e foi dispensado pelo Minnesota Vikings poucos meses depois. Moss nunca mais repetiu o sucesso de New England após sua troca em 2010.

WR Wes Welker


Um dos alvos com mais química com Tom Brady durante todos esses anos, Welker foi uma revolução na posição de wide reciever na liga. Esperava-se que ele continuasse sendo o jogador de slot de confiança de Tom Brady em 2013, mas Belichick não acertou um novo contrato para Welker, que foi parar em Denver, para receber passes de Peyton Manning e participar da temporada de recordes do ataque do Broncos que foi ao Super Bowl e perdeu para o Seattle Seahawks. Welker também nunca mais foi o mesmo dos tempos de New England, mesmo tendo contribuído bem em Denver.

EDGE Chandler Jones

Talvez o melhor pass rusher do Patriots nos últimos anos, considerando talento puro, Jones, campeão do Super Bowl 49 e com apenas 25 anos, foi trocado para o Arizona Cardinals em 2015. O time de New England perdeu muito em capacidade de pressionar o quarterback, mas venceu outros dois títulos, enquanto Jones amarga a sina de jogar em um time que figura entre as piores campanhas da liga nos últimos anos e que não ajuda muito seu edge rusher principal.

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