quinta-feira, 23 de maio de 2019

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Após amargar um incômodo jejum de sete anos longe dos playoffs, o Chicago Bears retornou em 2018 a pós-temporada, perdendo para o Philadelphia Eagles na rodada de Wildcard. Apesar do desfecho decepcionante para o campeão da NFC Norte, a última temporada representou um resgate do estilo “Chicago Bears” de se jogar futebol americano, com grande dependência da sua defesa, responsável por abrir o caminho e tornar a vitória viável para o ataque em vários jogos. Sob o comando do estreante Matt Nagy, escolhido o técnico do ano em 2018, o Bears voltou a ser protagonista. Em 2019, a equipe precisará evoluir ainda mais para se manter no topo.

Entrando em seu terceiro ano como profissional na NFL e titular de Chicago, o QB Mitchell Trubisky estará novamente no centro das atenções. Apontado por especialistas e torcedores como o principal foco de evolução da franquia para 2019, o jogador parece entender a sua importância para o Bears dentro do projeto montado por Nagy e precisa agora transformar o desejo de se tornar um QB cada vez mais completo em realidade. Em 26 jogos como titular desde 2017, o atleta soma 15 vitórias e 11 derrotas, além de 31 TDs e 19 Interceptações. Como os números ajudam a mostrar, Trubisky ainda não conseguiu encontrar a regularidade tão necessária para a posição.

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Um fator essencial que ajuda a explicar a pressão colocada sobre o jovem jogador foi o movimento feito por Chicago em 2017 para selecioná-lo na 2ª escolha geral do Draft, trocando de posição com os Niners e deixando passar nomes como Deshaun Watson e Patrick Mahomes, que se provaram bons jogadores no nível profissional. Ao carregar essa enorme pressão desde então, Trubisky se colocou em uma situação bastante desafiadora para um jogador de 24 anos de idade e vem tendo dificuldades para se adaptar ao novo papel.

A possibilidade do ex-QB dos Tar-Heels enfrentar problemas de adaptação no nível profissional foi bastante debatida após a sua escolha dois anos atrás. Em North Carolina, Mitchell atuou como titular em apenas 13 partidas antes de ser selecionando no draft, o que não representa uma amostragem suficientemente alta para que os times da NFL pudessem apostar no seu jogo. Ainda assim, contrariando a lógica, Chicago decidiu escolhe-lo em uma posição privilegiada, mostrando confiança no seu desenvolvimento dentro da liga. O consenso, pelos menos nesse momento, é que o camisa 10 está começando a mostrar o seu jogo e que a tendência é que ele siga evoluindo sob o comando de Nagy.

QUAL O LIMITE DO BEARS EM 2019?

Com uma campanha acima das expectativas, o Chicago Bears surpreendeu a NFC Norte em 2018 e retirou do Minnesota Vikings, finalista da conferência um ano antes, a posição de campeão de divisão. Entre as principais qualidades do time montado pelo estreante Matt Nagy, um ataque reformulado e comandado por jogadores dinâmicos como Allen Robinson, Taylor Gabriel, Tarik Cohen e o próprio Trubisky, conseguiu colocar pontos suficientes no placar em jogos decisivos, tornando a equipe competitiva e perigosa contra qualquer oponente.

Já no outro lado da bola, o Chicago Bears foi além do “competitivo” e se tornou uma equipe dominante, figurando entre as melhores da NFL. Sob o comando de Vic Fangio, o setor somou algum dos números mais impressionantes da liga em 2018, terminando a temporada como a segunda melhor defesa do futebol americano em números totais, cedendo apenas 299.7 jardas por partida. Além disso, a unidade foi a melhor da NFL contra o jogo corrido (80 jardas por jogo) e a que mais anotou pontos (17.7 por jogo), Interceptações (27) e sacks (50). Com números tão expressivos, é se questionar a possibilidade de Chicago manter o mesmo nível em 2019, ainda mais após a saída de Vic Fangio da posição de coordenador ofensivo para ocupar a vaga de novo técnico do Denver Broncos.

Os movimentos ousados que colocaram Chicago nesta posição, apostando em Matt Nagy e cedendo muito na troca que colocou Khalil Mack na NFC Norte, mostram que a franquia decidiu parar de se contar com a mediocridade e se recusou a se estabelecer como figurante dentro da sua conferência. Agora, Chicago precisa dar o próximo passo dentro desse processo e a evolução do seu jovem QB será fundamental.

Em seu terceiro ano como titular, Trubisky terá que eliminar alguns vícios do seu jogo, se tornar mais consistente na sua porcentagem de passes completos (60.5%) e usar a sua capacidade atlética nos momentos certos. Por enquanto, o jogador conta com total apoio da comissão técnica do Bears, mas na NFL, caso você não atinja o nível esperado, nenhuma troca é descartada. Mesmo estando na liga a apenas dois anos, o camisa 10 sabe muito bem disso.


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