quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

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Atualmente um jogador da NFL tem sua vida completamente vasculhada pelas equipes antes de ser escolhido no draft. Além do atleta, técnicos e professores são entrevistados e qualquer fonte de informação disponível é utilizada para enriquecer o perfil do futuro contratado. Nem mesmo as redes sociais são ignoradas quando o assunto é conhecer melhor os jovens que vestirão as cores da franquia.

Mas nem sempre foi assim. Num passado não muito distante, não havia tanta facilidade para conseguir informações acerca dos atletas e a maior parte desse levantamento era feito apenas pelos olheiros em partidas do campeonato universitário. Os grandes prospectos eram analisados mais a fundo, mas gastar todo esse tempo e recursos para investigar as escolhas dos rounds mais altos do draft, que muitas vezes nem passavam para o elenco de 53 homens, era um verdadeiro desperdício.

Em 1974, a NFL era composta por 26 equipes. No draft daquele ano, cada uma tinha 17 escolhas, totalizando 442 atletas. Dentre todos eles, 5 foram eleitos para o Hall da Fama da NFL: LB Jack Lambert, C Mike Webster, WR Lynn Swann, TE Dave Casper e o WR John Stallworth. Mas uma das escolhas mais pitorescas desse draft veio na última rodada. A 428ª seleção pertencia ao Green Bay Packers, que escolheu o WR Randy Woodfield. O recebedor não conseguiu convencer os técnicos que merecia uma vaga no elenco e foi dispensado antes do início da temporada.woodfield_book

Não se sabe exatamente qual o impacto que o fracasso como atleta profissional teve na vida de Woodfield, mas após esse episódio o jovem perdeu seu caminho e passou a ser conhecido como o Assassino da I-5, devido aos diversos crimes cometidos por ele na rodovia interestadual 5. Em 18 de janeiro de 1981, o serial killer passou perto de ser pego. Após abusar sexualmente de duas jovens que faziam a limpeza de um prédio de escritórios, Woodfield matou a primeira jovem com um tiro na parte posterior da cabeça. A segunda jovem foi ferida, mas de alguma forma conseguiu se fingir de morta e enganou o bandido. Assim que percebeu que ele havia saído do prédio, ela acionou a polícia, que deslocou algumas unidades imediatamente para o local. No caminho, um policial na viatura viu um homem que batia com as características passadas pela vítima, mas decidiu não parar para averiguar, dada a distância que o separava do local do crime. Apenas um atleta extraordinário conseguiria percorrer aquela distância a pé em tão pouco tempo.

A cooperação da jovem sobrevivente com a polícia terminaria com a prisão de Woodfield algumas semanas depois, quando a polícia encontrou armas e objetos utilizados pelo Assassino da I-5 em seus crimes. O ex-jogador foi condenado à prisão perpétua e investigações posteriores ligaram-no a dezenas de outros crimes em vários estados. Suas vítimas podem ter passado de 40 no total e sua história foi contada em um livro chamado The I-5 Killer e em um filme entitulado The Hunt for the I5 Killer.

As análises feitas hoje antes do draft reduziram drasticamente a possibilidade de foras da lei entrarem para a NFL, mas casos como o do TE Aaron Hernandez deixam claro que alguns atletas ainda conseguem esconder seu lado negro. Selecionado pelo New England Patriots no draft de 2010, Hernandez foi preso em junho de 2013 acusado de assassinar um amigo. A franquia cortou o atleta imediatamente após a prisão.

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