terça-feira, 9 de julho de 2019

Compartilhe

No dia 5 de fevereiro de 2017, uma das maiores viradas da história da liga se concretizava em pleno Super Bowl e o improvável título do New England Patriots acabou com o sonho do Falcons de alcançar o primeiro anel de campeão. Acabara uma temporada mágica para o time de Atlanta, com Matt Ryan como o MVP da temporada regular e o ataque como um todo jogando muito bem e uma defesa muito eficiente nas jardas finais do campo. Nomes do ataque como Taylor Gabriel, Tevin Coleman e o coordenador ofensivo Kyle Shanahan, saíram valorizados daquela temporada e ganharam espaço e contratos em outros times nos anos subsequentes. Mesmo assim, ainda não há indícios de que o ataque volte a ser como na temporada 2016, nos trazendo a pergunta principal: Na divisão sul da NFC, com o forte elenco do New Orleans Saints, o elenco em franca ascensão do Carolina Panthers e o Tampa Bay Buccaneers trazendo Bruce Arians para comandar o time, o elenco do Atlanta Falcons é uma ameaça na divisão?

Comecemos pelas mudanças na equipe de Atlanta. O elenco que jogou o fatídico jogo em Houston e levou a virada após estar vencendo por 28 a 3 foi modificado principalmente na defesa, na questão de nomes e produção. Veteranos como Robert Alford e Dwight Freeney não estão mais com o time. Brian Poole, cornerback da rotação também foi embora. Adrian Clayborn, outro veterano que havia saído, retornou nesta intertemporada. Grady Jarrett, talvez o melhor jogador da defesa em 2018 e que poderia sair, recebeu a franchise tag e fica com o time. Na questão produção, o recordista de sacks de 2016, Vic Beasley, nunca se provou um pass rusher de elite e tem contrato expirante nesta temporada, com muita chance de não renovar. O EDGE de primeira rodada Takkarist McKinley foi outro que ainda não explodiu. Alguns jogadores importantes para o esquema cover 3 do técnico Dan Quinn, como Ricardo Allen também caíram de produção. O alento ficou pela boa temporada do safety Damontae Kazee, que surpreendeu na temporada passada jogando bem no fundo do campo.

Leia Mais: Calouros que causarão maior impacto em 2019 – Running Backs

Leia Também: De olho nos segundanistas: Josh Allen

No ataque, houveram poucas mudanças, porém uma grande queda em relação a 2016, começando por Matt Ryan, que não conseguiu repetir a fluidez e a mesma química com os recebedores depois de 2016, seu ano de MVP. Por mais que haja motivos externos a performance de Ryan, como o novo coordenador Steve Sarkisian, o próprio quarterback tem sua parcela de culpa. A linha ofensiva também caiu de produção, parte por culpa do sistema de Sarkisian, que parece ser o elo fraco desse ataque e responsável por vários dos problemas do ataque do time de Atlanta pós-saída de Kyle Shanahan para San Francisco. O alento é o wide reciever Calvin Ridley, que praticamente substituiu Taylor Gabriel e vem jogando bem.

Os erros de Sarkisian e a queda de produção de jogadores importantes do sistema defensivo de Dan Quinn, combinaram-se em 2018 com inúmeras lesões de jogadores importantes do ataque, e principalmente da defesa. Deion Jones e Keanu Neal, destaques da defesa na temporada 2016 e extremamente importantes no esquema cover 3, onde Quinn tem intenção de emular a defesa que ele coordenava em Seattle.


A resposta da pergunta inicial, passa pelo coordenador ofensivo que substituirá Sarkisian, que foi demitido pelo desempenho nas últimas temporadas, pela capacidade de adaptação de Dan Quinn, pela evolução dos jovens jogadores que estão sendo draftados pelo time nos últimos anos e, principalmente, por conseguir que o elenco fique saudável. As lesões de jogadores chave da equipe como Neal e Jones podem prejudicar a equipe em jogos na divisão, principalmente contra Drew Brees e Cam Newton, assim como jogadores como Alex Mack e Devonta Freeman são importantes contra as defesas da divisão. Com o elenco saudável, mesmo com um draft bastante questionável, o Atlanta Falcons pode ser um time perigoso e que, se tiver lampejos do time de 2016, pode conseguir uma vaga como Wild Card e, quem sabe, brigar pela divisão, mas com as lesões insistindo em incomodar o elenco e desafiar a comissão técnica, dificilmente veremos o Atlanta Falcons voltar aos playoffs em 2019 e reeditar campanhas como a de 2016.

Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui

Compartilhe

Comments are closed.