terça-feira, 4 de junho de 2019

Compartilhe

Na última offseason, o Minnesota Vikings inovou e seduziu seu quarterback preferido com um contrato de 3 anos e 84 milhões de dólares totalmente garantido. Numa situação que todos imaginavam como win-win, com o quarterback, Kirk Cousins, indo para um elenco forte e que tinha alcançado a final da conferência no ano anterior com o mediano Case Keenum e o Vikings, com um núcleo jovem, lotado de talento em várias posições e recém finalista da NFC, adicionaria a peça que faltava para o próximo passo: um quarterback consistente. Muitas pessoas, inclusive o front office dos Vikings acreditavam que o time estava a um quarterback decente de ganhar o Super Bowl.

Como podemos deduzir, alguns erros de análise foram cometidos, por especialistas, por técnicos, general managers e por este que vos escreve. Alguns dos núcleos talentosos do elenco de Minnesota sofreram com lesões e caíram de rendimento, como a linha defensiva, que teve sua força na secundária e na cobertura contra o passe, mas cedeu 113,4 jardas terrestres por partida e foi 15° melhor time no quesito. Com a defesa mais tempo em campo, os jogadores, cansados, rendiam menos. Para piorar, a linha ofensiva foi uma das piores da NFL, tanto protegendo Kirk Cousins, quanto bloqueando para o jogo terrestre. Uma defesa que já sofria contra o jogo terrestre, voltava a campo sempre que o ataque não se sustentava. O time foi o 30° em jardas terrestres e o 13° em jardas aéreas.

Leia Mais: O Curioso caso de Tre Boston

Leia Também: Sistemas defensivos do Madden: Cover 2 Individual

Mesmo com todos os problemas, o time teve situações de vencer jogos, capitalizar em cima de um Aaron Rodgers machucado e um Mitchell Trubisky sendo carregado pela defesa na divisão, mas Kirk Cousins falhou nos momentos decisivos e não justificou seu contrato inovador e 100% garantido. Ainda assim, o time chegou na semana 17, precisando vencer o já classificado Chicago Bears em casa para ir aos playoffs. Não venceu. O ataque foi pífio, produziu 66 jardas terrestres e 132 aéreas, com Cousins acertando 60% dos passes. Muito pouco para 84 milhões garantidos e pouco para um time que tem Stefon Diggs, Adam Thielen e Kyle Rudolph recebendo passes.


Em 2019, o front office parece ter diagnosticado o problema. A linha ofensiva foi o foco dos Vikings no draft e na free agency. O time cortou Mike Remmers, que tem atuações pavorosas há muito tempo na liga, contratou Josh Kline, guard ex-Titans e Patriots para dar experiência ao interior da linha ofensiva e trouxe Garrett Bradbury, Dru Samia e Oli Udoh no draft. Os dois primeiros, jogadores consistentes no interior da linha durante a carreira no College e vem para ajudar muito um linha que necessita de ajuda. Oli Udoh é um tackle vindo de Elon, Universidade da FCS. É uma aposta interessante e pode representar um upgrade, visto que os Vikings tinham Mike Remmers na posição. A escolha de Irv Smith Jr, tight end de Alabama também contribui para desafogar o ataque comandado por Kirk Cousins. O problema da defesa terrestre também parece ter sido diagnosticado com clareza, uma vez que o time se movimentou e manteve Anthony Barr, e fez adições de defensive linemen na free agency (Shamar Stephen) e no draft (Armon Watts).


O potencial do time continua alto, com peças muito talentosas nos dois lados da bola, como Dalvin Cook e Xavier Rhodes, com uma chance boa de brigar pela divisão mais uma vez e ir aos playoffs. Entretanto, para chegar mais longe que o time de 2017, o time necessita de que algumas peças rendam mais que em 2018 com as armas novas adicionadas nesta offseason e, principalmente, que Kirk Cousins honre cada dólar recebido no grande contrato que lhe foi dado e que decida as situações críticas dos jogos importantes a favor do Minnesota Vikings.

Acompanhe nosso conteúdo mais de perto e fique por dentro de tudo o que rola na NFL e NCAA: Siga nosso Twitter e curta nossa página no Facebook. Para ganhar DEZENAS de benefícios e se tornar um apoiador do site e do nosso trabalho, clique aqui

Compartilhe

Comments are closed.