quarta-feira, 11 de novembro de 2015

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Desde a temporada 2010, quando ganhou o seu primeiro Super Bowl sob o comando de Aaron Rodgers, o Green Bay Packers vem tentando repetir o feito e construir uma década de conquistas na NFC. A aparição nas últimas 4 pós-temporadas defendendo o título da sua divisão, ajuda a explicar o domínio dos cabeças de queijo sobre Vikings, Bears e Lions na história recente, assim como a força do Lambeau Field, um dos estádios mais temidos da NFL e no qual o Packers não sofre uma derrota em temporada regular desde 2013, quando foi superado por Chicago. O principal motivo atribuído à soberania da equipe na NFC Norte é a qualidade de seu QB, que evolui a cada ano e é capaz de decidir um jogo em uma fração de segundos. Rodgers teve inúmeros companheiros de ataque durante os oito anos em que comandou o setor em Green Bay, e sempre foi o responsável por transformá-los em atletas mais qualificados – E algumas vezes até em estrelas da NFL.

Ainda assim, mesmo com as atuações de MVP do camisa 12 e o recorde quase imbatível em casa, o Packers não voltou ao Super Bowl desde então, deixando uma sensação estranha de decepção entre os torcedores. Green Bay chegou bem perto do grande objetivo nos últimos anos, parando nas semifinais de conferência e no jogo decisivo – Não tem como esquecer da grande virada do Seattle Seahawks sobre o Cheeseheads na temporada passada – , e mostrou que um time que quer repetir conquistas como a de 2010, precisa ser regular em todas as fases do jogo. O setor defensivo, comandado pelo coodernador Dom Capers, ficou conhecido por pressionar pouco o QB rival, mas forçar muitos turnovers, pontuando nos momentos decisivos ou entregando a bola para Rodgers resolver a partida. A “tática” de Capers é arriscada e pode se tornar nula caso o ataque não esteja atuando tão bem, o que vem acontecendo durante as últimas semanas desta temporada.

eddie-lacy-aaron-rodgers-nfl-green-bay-packers-new-orleans-saints-850x560Em 2015, o Packers começou o ano desfalcado do WR Jordy Nelson, a principal arma ofensiva em profundidade da equipe e fator de desequilíbrio em vários jogos nas últimas duas temporadas. Sem ele, Rodgers precisou alternar os seus alvos e mudar o estilo do ataque, que conseguiu funcionar bem durante as 6 primeiras semanas. Os problemas começaram quando Green Bay enfrentou o seu primeiro grande adversário em 2015, o invicto Denver Broncos, fora de casa. No Colorado, o Packers foi reduzido a 140 jardas ofensivas e apenas 10 pontos, além de ceder outras 500 jardas totais para o adversário. A primeira derrota na temporada escancarou os principais problemas do time, que não consegue proteger Rodgers com eficiência e muito menos correr com a bola. Durante a segunda semana seguida enfrentando outro rival invicto, o Packers voltou a ser derrotado pelo Carolina Panthers, cedendo 427 jardas totais e 37 pontos. A defesa, que havia sacado o QBs rivais por 23 vezes nas seis primeiras semanas do campeonato, não incomodou a dupla Manning e Newton em nenhum momento e ainda protagonizou algumas “Cenas Lamentáveis” no banco de reservas, onde alguns jogadores precisaram ser separados depois de discutirem de forma mais calorosa.

Há duas formas de encarar estas derrotas. Em uma visão otimista da situação, é mais aceitável perder para equipes que estão ou estavam invictas até aquele momento – E atuavam em seus domínios – do que ser surpreendido por times fracos. Por outro lado, depois de enfrentar um calendário considerado mais fácil nas primeiras seis semanas da temporada (Nenhum dos 6 adversários que o Packers derrotou até agora somam recordes positivos em 2015), Green Bay falhou e foi facilmente superado por dois times que devem brigar pelo título neste ano e que mostraram estar mais equilibrados e preparados do que o adversário para chegarem ao Super Bowl. A sensação que fica é que nos dois primeiros grandes testes a nível de playoffs, o Packers se mostrou frágil e abaixo de alguns dos principais candidatos ao anel de campeão.

Empatado na liderança da NFC Norte com o surpreendente Minnesota Vikings, é hora de Green Bay entender que o time de 2015 não é uma GRANDE EQUIPE DE FUTEBOL AMERICANO. O espetacular Aaron Rodgers ainda é capaz de levar um elenco mediano aos jogos mais decisivos, mas ele precisa da ajuda de seus companheiros. Uma das grandes revelações da temporada passada, o RB Eddie Lacy vem lidando com lesões e problemas de peso, o que tornou o jogo corrido da equipe praticamente nulo. Caso o camisa 27 consiga voltar a sua melhor forma, ele é capaz de contribuir ao lado de James Starks e tirar um pouco da pressão sobre o QB, bastante visado pelas defesas rivais. A linha ofensiva e as três fases da defesa de Green Bay são outros setores que precisam voltar a atuar com regularidade; Sem a ajuda imediata destes setores, o Packers não terá forças para brigar com os rivais da NFC em janeiro.

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Apoiado em uma tabela viável na segunda metade da temporada (Confrontos diretos contra Vikings e Cardinals e partidas de divisão contra Bears e Vikings), Green Bay precisará não só confirmar a sua vaga nos Playoffs com o título da NFC Norte, como também atuar como um verdadeiro candidato ao título. O principal fator que impede o time de ser considerado um dos principais candidatos ao Super Bowl não é só a qualidade de seus oponentes, mas a forma como o elenco e os treinadores estão desempenhando neste momento. Este talvez seja um dos anos em que Rodgers tenha ao seu redor um dos times menos entrosados desde que assumiu a posição de Favre, e é hora dos atletas mostrarem em campo qual é o verdadeiro objetivo do Packers em 2015.

OS NÚMEROS DE GREEN BAY NAS SEMANAS 1-6

6 Vitórias e 0 Derrotas

Média de Jardas aéreas por Jogo: 236.8
Média de Jardas terrestres por jogo: 127.3
Média de pontos por Jogo: 27.3

Os NÚMEROS DE GREEN BAY NAS SEMANAS  8-9

O Vitórias e 2 Derrotas

Média de jardas aéreas por jogo: 190.5
Média de jardas terrestres por jogo: 80.5
Média de Pontos por jogo: 19.5

Qual a sua opinião sobre o Green Bay Packers? As derrotas para os invictos foram normais ou a equipe mostrou que não tem elenco para chegar longe nos Playoffs? Deixe a sua opinião e até a próxima.

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