terça-feira, 27 de agosto de 2019

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Após a notícia mais bombástica deste século de NFL, a pressão que outrora era dividida agora recai completamente ao colo do Houston Texans. Não há o que relevar sobre: a franquia de Houston tem a obrigação de vencer a divisão novamente ou o ano será mais do que perdido.

Com o anúncio da aposentadoria de Andrew Luck, o Indianapolis Colts passa de postulante ao Super Bowl para um time que deve, na melhor das hipóteses, tentar um resultado positivo e uma vaga no wild card. Dessa forma, as luzes brilham mais forte no NRG Stadium, iluminando mais ainda as chances do Texans ir longe nessa temporada.

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A equipe liderada por Bill O’Brien, com Luck deixando o Colts, perde seu principal algoz na batalha pela divisão. Os comandados de Bill não são só favoritos ao título da divisão, eles têm de vencer a todo custo. 

A defesa continua sólida, ainda que os outros times da divisão contem com unidades defensivas ao mesmo passo ou até um pouco acima do grupo do Texans. Contudo, Deshaun Watson é o melhor QB da divisão neste momento e esse deve e tem de ser o fator chave para um sucesso nesse ano.

Entrando no seu terceiro ano na NFL, Watson já mostrou alguns dos sinais de um grande quarterback: um bom braço, liderança e o fator decisivo quando o time necessita. Sendo assim, o produto de Clemson tem que ser aproveitado ao máximo enquanto está em grande forma e em seu contrato de calouro, tendo em vista que em 2021 a franquia entregará uma bolada para o atleta seguir com a camisa azul e vermelha.

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Somado a esse fator, tem a questão de que os elencos das outras equipes da divisão são um tanto questionáveis, sobretudo no que tange ao lado ofensivo da bola e especificamente a posição de quarterback. 

O Tennessee Titans conta com uma linha ofensiva muito forte e um jogo terrestre que carrega o ataque em alguns jogos. Entretanto, nem mesmo a chegada de Adam Humphries na free agency deixa o leque de opções das posições de skill melhor. Além disso, Marcus Mariota vive um ano de extrema pressão em sua carreira, podendo ser esse o ano em que consegue um novo contrato ou que deixa a equipe de Nashville (podendo até perder seu cargo no meio do caminho caso Ryan Tannehill siga à sua cola).

O Jacksonville Jaguars foi atrás da solução para o seu calcanhar de aquiles nos últimos quatro anos: a posição de QB. Trouxeram, acertadamente, o MVP do Super Bowl LI, Nick Foles, para comandar esse ataque jovem. Todavia, apesar de Foles ter sido excepcional na pós temporada que culminou no primeiro título do Eagles, o quarterback ainda não é um titular provado na liga, podendo ser essa uma questão problemática que a equipe da Flórida pode ter de enfrentar. Além disso, Leonard Fournette, quarta escolha geral de 2017, precisa mostrar que está no caminho para ser um grande RB na NFL, deixando todo o espectro de fracasso de lado.

Por esses motivos, cabe ao Texans se aproveitar do grande elenco e da oportunidade criada pelo seu até então maior rival para 2019 e levantar mais uma vez o título da AFC Sul. Caso não ocorra, a decepção vai ser bem maior do que seria na cabeça dos fãs da esquadra de Houston até uma semana atrás, uma vez que perder a divisão para um forte time liderado por um dos melhores QBs da NFL é uma coisa, já perder a divisão quando sua equipe é superior no geral é outra história completamente diferente.

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