segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

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O período disponível para que os times utilizem a franchise-tag, uma artimanha para garantir um lucrativo contrato de uma temporada à um jogador que ficaria sem está para começar, pelo menos para negociar uma lucrativa extensão contratual ou no pior dos casos atuar na temporada seguinte sob este contrato, e vários candidatos já estão sendo vinculados, afinal combinaram um desempenho soberbo na temporada de 2018 coincidentemente sendo a última que estavam sob contrato de suas respectivas equipes, mas isto é papo para outra coluna.

Uma das grandes histórias até agora da offseason é o que o Houston Texans fará com o OLB Jadaveon Clowney, simplesmente a 1ª escolha geral do Draft de 2018 após uma carreira lendária atuando por South Carolina. Na atual conjuntura da situação, Clowney seria um agente livre irrestrito no próximo mês, denotando que o Texans não garantiria nenhum tipo de compensação pela saída do veterano LB da equipe – a não ser uma possível escolha compensatória no próximo Draft, mas é muito difícil garantir pois ninguém sabe a fórmula usada para isto. Naturalmente, a franchise-tag parece um bom artifício para segurar o atleta por mais uma temporada, o que para a posição dele, denota um salário de U$ 15,777,00 para a próxima temporada caso equipe e jogador não entrem em acordo para um contrato de multi-temporadas até lá, mas seria esta a melhor saída?

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Clowney está no auge da forma física. Aos 26 anos e após um início de carreira conturbado e cheio de lesões, as duas últimas temporadas foram no mínimo sólidas e uma amostra do quão dominante o atleta pode ser, ao combinar velocidade e força física para vencer o jogador da linha ofensiva adversária de diferentes formas: em 2017 foram 59 tackles, 9.5 sacks e 2 fumbles forçados enquanto atuava pelos 16 jogos da temporada pela primeira vez na carreira. Neste ano, ao ficar fora de apenas um jogo ele manteve a mesma proporção, pois foram 47 tackles e 9 sacks ao longo da campanha que capturou o título da AFC Sul pelo segundo ano consecutivo aos comandados de Bill O’Brian.

Analisando friamente os números, temos que Clowney é discutivelmente um dos melhores run stoppers da NFL, isto é, um jogador de linha defensiva com grande capacidade de atuar contra o jogo terrestre adversário. Fato é também que ele não se tornou o pass rusher dominante que o levou a ser o primeiro atleta recrutado em 2014, é verdade, mas ele também está acima da média neste quesito. Perder Clowney – ainda sem nenhum tipo de compensação imediata, seria uma grande perda para a defesa do Texans, mesmo contando com jogadores como JJ Watt e Whitney Mercilus na caça ao QB adversário.

Mas, por outro lado, o veterano não é tido como o melhor companheiro de equipe, mas pelo contrário. Jornalistas que cobrem o dia-a-dia da equipe ressaltam que ele não é exatamente o melhor trabalhador dentre todos os jogadores, e que mesmo sendo abençoado com um físico descomunal para ser um atleta de futebol, poderia ser ainda mais dominante caso se dedicasse integralmente à melhora física e técnica de suas habilidades. Seria a melhor opção garantir milhões e milhões ao longo de várias temporadas para um atleta desta tipo? Pagar praticamente um milhão de dólares a cada jogo ao submetê-lo à franchise-tag para garantir ao menos mais uma temporada e relegar esta preocupação da renovação para o próximo ano? Com toda a certeza é uma situação delicada para o Texans.

Eu penso que reassinar com o veterano atleta é a melhor saída para o Texans, mas naturalmente no preço certo – sem comprometer o combalido teto salarial. Contudo, se as negociações não avançarem e ambas as partes parecerem longe de qualquer acerto, a última coisa que o Texans deseja é uma situação igual à do DE/OLB Mario Williams, também recrutado com a 1ª escolha de Draft e que saiu do Houston Texans para o Buffalo Bills após não renovar o contrato com a franquia do Texans. Acredito que a franchise-tag seja algo natural neste momento até que ambos os lados ao menos tentem negociar uma extensão contratual.

Uma situação que também não foge muito do pensamento é uma troca. O Oakland Raiders com toda a certeza tem o material disponível para tal – escolhas de Draft. Combinar Clowney com uma escolha intermediária de Draft com toda a a certeza atrairá as atenções de Jon Gruden para abrir mão de uma das três escolhas de primeira rodada que o Raiders tem no próximo Draft e garantir um substituto à Khalil Mack, trocado antes da última temporada em que sua ausência simplesmente foi desastrosa para a equipe.

Isto permitiria ao Texans ter ao menos duas escolhas na 1ª rodada do Draft, que podem ser aplicadas para solucionar problemas crônicos na linha ofensiva e na secundária, dois setores que já foram mal na temporada passada e que precisarão ainda conviver com a saída de bons jogadores.

Fato é que o Texans tem um grande problema em suas mãos, resta saber se a direção conseguirá uma solução ótima para a equipe, que entrará em 2019 para defender o bicampeonato da AFC Sul contra o ressurgente Indianapolis Colts, o enigmático Jacksonville Jaguars e o igualmente enigmático Tennessee Titans. Resta saber se será com ou sem Clowney.

Se for sem o LB, a equipe não pode se dar ao luxo de não ganhar nada em troca, concorda?


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