sexta-feira, 22 de maio de 2020

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O Minnesota Vikings viu sair de sua equipe, nesta última intertemporada, diversas peças basilares para o sucesso recente da equipe, sobretudo no lado defensivo da bola, especificamente nos jogadores de linha. Fato é que a forte defesa da equipe foi chave para a caminhada aos playoffs nos últimos anos sob o comando de diferentes quarterbacks. Dessa forma, suprir os buracos deixados pelos atletas que não fazem mais parte do elenco será fundamental caso a equipe almeje chegar mais longe na pós-temporada.

A defesa do Minnesota Vikings foi, estatisticamente, a quinta total do ano passado, sendo a quarta melhor forçando turnovers, com 17 interceptações e 14 fumbles. Esse excelente desempenho se dá, fundamentalmente, por conta da eficiente unidade de pressão ao quarterback. Danielle Hunter e Everson Griffen eram os comandantes desse setor. Quanto à defesa contra o jogo terrestre, cabia à Linval Joseph o protagonismo na linha defensiva, além do auxílio de Stephen Weatherly em ambas as funções. Hoje, tanto Griffen quanto Joseph e Weatherly não fazem mais parte do elenco. 

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Ao mesmo passo, a secundária da equipe também se desfez com a saída de diversos membros titulares e constantes nas rotações. Na posição de cornerback, a escolha de primeira rodada de 2015, Trae Waynes, a de 2013, Xavier Rhodes (este para muitos um alívio), além de Mackensie Alexander deixaram a equipe. Além deles, o safety Andrew Sendejo também não atuará mais com as cores do Vikings.

Contudo, diferentemente da linha defensiva, o Minnesota Vikings havia se preparado para suprir as carências de secundária. A rotação não será tão forte como foi em 2019, sendo um dos fatores para o bom desempenho defensivo, mas os nomes dos possíveis titulares dão certa tranquilidade ao torcedor.

Trae Waynes listed among players that could still be traded ...

Harrison Smith continua como líder defensivo e da secundária. Além dele, a escolha de primeira rodada de 2018, Mike Hughes terá o papel absoluto como cornerback número 1, enquanto a escolha de primeira rodada deste ano, Jeff Gladney, deve ser sua dupla. O safety Anthony Harris fecha o possível grupo titular. A falta de experiência na rotação pode ser um fator de obstáculo no desempenho da equipe, tendo em vista que os jogadores do atual plantel no setor são de modo geral calouros, bem como veteranos que não inspiram muita confiança. Caberá às figuras maiores da defesa fazer com que se extraia o máximo possível dos jogadores jovens, de forma que suas falhas sejam mascaradas e suas qualidades postas à prova. Caso isso ocorra, pode ser que os calouros complementem os titulares e o nível apresentado não decaia substancialmente em detrimento ao ano passado.

Com relação à linha defensiva, o buraco é um pouco mais embaixo. Apesar das baixas da equipe nesta intertemporada, não havia uma preparação prévia para este momento como foi feito com a secundária. Assim, o setor poderá cair de rendimento de maneira abrupta, tendo em vista que não conta mais com o principal DT e DEs fundamentais para o sistema. Na tentativa de suprir a saída de Linval Joseph, o Vikings foi ao mercado para contratar Michael Pierce, que atuou junto ao Baltimore Ravens na última temporada. Apesar de não serem jogadores de qualidades iguais, Pierce, que jogou como NT no sistema 3-4 do Ravens e terá que se adaptar ao 4-3 do Vikings, mesmo sendo um bom jogador, não enche os olhos dos torcedores, visto que contavam com um dos melhores jogadores de interior de linha na última temporada.

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Quanto à extremidade da linha defensiva, caberá a Danielle Hunter ser, ainda mais, o monstro em campo que já é, uma vez que não terá o auxílio de pressão causado por Griffen e por Joseph. O jovem Ifeadi Odenigbo precisará dar o próximo passo para a unidade desempenhar de forma satisfatória. Odenigbo anotou 7 sacks na temporada passada, sua primeira com a camisa do Vikings. Armon Watts também é um nome que precisará ser observado nesta temporada, tendo em vista que mesmo sendo um atleta selecionado no fim do draft de 2019, auxiliou na equipe desde calouro. Com a saída de Joseph pode ter um pouco mais de espaço.

Há rumores que Everson Griffen pode voltar ao Vikings, mas, enquanto nada se concretiza, este é o cenário para a equipe para 2020.

Sendo assim, caso os calouros e outras promessas consigam desempenhar de maneira satisfatória, pode ser que o impacto das baixas não seja tão sentido ao ponto da unidade defensiva como um todo sucumbir e aparecer na parte de baixo da liga estatisticamente. Outro ponto a se notar é que o ataque também teve a perda considerável de Stefon Diggs, fator que pode influenciar no desempenho defensivo, haja vista que com o ataque caindo de rendimento e, consequentemente, ficando menos tempo em campo, a defesa precisará atuar mais. O forte grupo de linebackers, composto por nomes como Eric Kendricks e Anthony Barr será, mais do que nunca, o setor que precisará se destacar caso a equipe almeje vôos mais altos que vitórias no wild card.

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