terça-feira, 31 de março de 2020

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Neste período em que muitos devem estar em casa, alguns jogadores que foram o rosto de suas franquias nas últimas temporadas seguem em isolamento dos times da NFL. Um grande exemplo é Jameis Winston, antigo quarterback do Tampa Bay Buccaneers.

Ao fim da temporada de 19/20, uma grande interrogação foi posta na cabeça dos torcedores e dirigentes da equipe da flórida: é possível ou não continuar contando com Jameis como passador do time?

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Voltando ao início de sua carreira na NFL, o camisa 3 foi selecionado com a primeira escolha geral do draft de 2015, mesmo com inúmeros questionamentos acerca do seu comportamento fora dos campos, tendo, inclusive, graves acusações sobre atitudes que foram acobertadas por ser a estrela da universidade de Florida State. 

Deixando de lado o extra-campo, o ex-seminoles teve um ano de calouro empolgante para os torcedores do Bucs ao passar das 4000 jardas, ainda que tenha lançado 15 interceptações. Em nenhum dos anos seguintes, Winston lançou menos de 11 bolas nas mãos dos adversários.

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A gota d’água na passagem do atleta certamente foi a temporada passada. Após a  retirada da aposentadoria e contratação de Bruce Arians para o cargo de treinador principal, muitos apontavam que seria o renascer de Jameis como quarterback do Buccaneers, tendo em vista que o estilo de ataque vertical de Arians somado às excelentes peças ofensivas da equipe poderiam ter bom resultado no que tange à touchdowns.

E, de fato, ocorreu.

O camisa 3 entrou no grupo seleto de QBs que lançaram para mais de 5000 jardas, que conta com Drew Brees, Tom Brady e Peyton Manning, por exemplo, e teve uma boa marca de passes para TD com 33. Contudo, ao mesmo passo que o jogador ajudou o time, ele também foi o obstáculo para vitórias, ao lançar 30 interceptações, sendo 7 destas retornadas para touchdown.

Dessa forma, mesmo com um ataque aéreo muito prolífico, a equipe terminou o ano 7-9 e mais uma vez fora dos playoffs. Em entrevista após o término da temporada regular, o técnico principal do Buccaneers demonstrou sua insatisfação com o Winston, arguindo, entre outros apontamentos, que o jogador era o exemplo dos extremos: às vezes muito bom, às vezes desafiando o terrível. Além disso, Arians deu a entender que não renovariam com o camisa 3, ao declarar que “se conseguiram vencer jogos com ele de QB, certamente conseguiriam vencer com algum outro nome”.

Com efeito, não demorou para dois anúncios serem feitos, um esperado, outro nem tanto. O  primeiro era de que Jameis não mais seria o general do ataque de Arians, enquanto o segundo foi do nome que chegou para substituí-lo: Tom Brady. 

E este foi o fim da linha de Winston com o time da Flórida. Uma nova pergunta se cria ao terminar o ciclo com o Buccaneers, Winston conseguirá ser titular novamente na NFL?

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Certamente a última temporada deixa este questionamento na cabeça dos torcedores e comissões técnicas. Afinal, quem confiaria em um quarterback que lançou 30 interceptações para guiar o seu ataque?

Apesar de ser uma situação desconfortável, o ano anterior de Jameis Winston não é o fim do mundo! Peyton Manning e Brett Favre são dois dos QBs que, em diferentes momentos da carreira, Manning no início, Favre no fim, lançaram para quase 30 interceptações em um só ano.

Não há comparação alguma entre dois dos maiores quarterbacks a pisarem em campo e Jameis Winston. No entanto, é de se notar que os dois tiveram anos que fazem esquecer as atuações ruins que tiveram. E nada impede Winston de ter também.

Talento o camisa 3 já mostrou que tem, com ótimos passes e jogadas criadas por si só, além de um fator clutch que traz desde os tempos de Florida State. Agora, resta a Winston minimizar seus erros, sobretudo suas tomadas de decisão, tendo em vista que boa parte das interceptações lançadas foram por pensamentos equivocados do jogador em meio às jogadas, e não lançamentos ruins de uma forma geral.

Dessa forma, vê-se que ainda há o que se extrair de Jameis. Diferentemente de outras primeiras escolhas gerais que demonstraram que não tinham possibilidade de guiar um time da NFL – JaMarcus Russell, estou falando de você -, Winston tem os atributos necessários à um quarterback que pretende guiar um time, tais como: liderança, talento nos braços e decisividade. 

Todavia, para isso, Winston deve cair em um time que não exija de cara um quarterback campeão de Super Bowl, haja vista que ainda há espaço para desenvolvimento do jogador, mas é necessário um tempo para que cresça. A grande questão é: depois do desastre apresentado em Tampa Bay, será que ele terá este tempo em outra franquia?

Por este motivo, Jameis Winston deve acabar em um time que recrute um quarterback novo no draft para fazer sombra à ele, para necessitando, a equipe poder contar com um QB que pode vencer jogos. Situação análoga à esta é a de Ryan Tannehill na temporada passada. O camisa 17 do Titans assinou uma extensão de 118 milhões de dólares nesta intertemporada após sair do banco e guiar seu forte time até a última final de conferência da AFC.  

Sendo assim, deixo meu palpite no Los Angeles Chargers, que mesmo após anunciar que não tem interesse em Jameis Winston, pode dar uma chance após decidir seu quarterback para o futuro após a saída do veterano Philip Rivers. 

Agora nos resta aguardar os próximos passos do mundo dos negócios da NFL para saber o futuro de Jameis Winston. Qual será o desfecho do quarterback na sua opinião?

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