terça-feira, 4 de junho de 2019

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Defesa dos Colts celebrando um takeaway

O Indianapolis Colts sempre foi um time conhecido pelo seu ataque potento, por vezes carregado por uma estrela under center. Peyton Manning de 1998 a 2011 e Andrew Luck de 2012 até o presente momento (descontadas as ausências por causa de lesão).  A franquia possui claramente um DNA ofensivo. O sucesso sempre foi potencializado por seus dois principais QB’s ao longo desse tempo e grandes recebedores como Marvin Harrison, Reggie Wayne e T.Y. Hilton. Entretanto, o Indianapolis Colts só chegou ao seu primeiro título de Super Bowl na temporada de 2006 (7 anos após draftar Peyton Manning). A diferença naquela temporada? Uma grande defesa que tinha como coração o DE/OLB Dwight Freeney e o OLB Robert Mathis.

Assim como na época de Mannning, Andrew Luck por muito tempo carregou a franquia nas costas mas a equipe nunca chegou ao Super Bowl sob o comando do QB. Além de uma péssima linha ofensiva, o Indianapolis Colts sempre montou defesas bem vulneráveis nos últimos anos. Por mais que Luck fizesse o possível e o impossível para maquiar as deficiências da equipe, cedo ou tarde a conta sempre chegava. Todavia com as adições feitas nas duas últimas temporadas, isto está prestes a mudar drasticamente.

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Primeiramente vamos falar do draft. Ano passado a equipe trouxe algumas adições importantes como o LB Darius Leonard, o DE Kemoko Turay e o DE Tyquan Lewis. Leonard foi de longe o mais bem sucedido. Considerado como reach num primeiro momento, o OLB foi eleito o calouro defensivo do ano com números realmente surpreendentes. O jogador foi líder de tackles na NFL com 163, teve 7 sacks, 2 interceptações, 4 fumbles forçados e 2 fumbles recuperados. Ano inquestionável e nomeação mais que merecida para o First Team All-Pro de 2018. Turay e Lewis tiveram números bem mais tímidos, mas foram importantes na rotação defensiva da equipe atuando como titulares em alguns momentos. No último ano, a defesa dos Colts atuou majoritariamente em zona. Por isso, é muito importante construir profundidade no elenco. Neste ano, Ben Banugo (OLB, TCU) e Bobby Okereke (LB, Stanford) são as principais adições no box e pela reação da comissão técnico no dia do draft, a torcida dos Colts não perde por esperar. O grupo é jovem, mas é muito promissor.  A defesa foi a 8ª melhor da liga contra o jogo terrestre cedendo em média 101 jardas por jogo e a 11ª em jardas totais cedidas com 339 de média. Apesar de ter ficado em 19º em sacks, a defesa foi 4ª em tackles  combinados (1102) e fumbles forçados (15).

Darius Leonard (LB, Colts)

O LB Justin Houston chega para ajudar no pass rush mas também tem a missão de ser um tutor para essa linha defensiva recheada de talentos jovens. Juntamente com Robert Mathis que hoje trabalha na comissão técnica desenvolvendo jogadores de pass rush, Justin Houston pode contribuir como tutor dentro e fora de campo. Além disso, o jogador deu declarações afirmando que vai provar que ainda vai continuar atuando em alto nível. O jogador deve ser titular, mas num grupo com boa profundidade como é o dos Colts, deve descansar e ir pra rotação para que tenha mais durabilidade e possa contribuir ainda mais com a equipe.

Depois de muito negligenciando a linha ofensiva, os Colts estabilizaram o setor e tiveram muito sucesso no ano passado. Este ano, a missão é chegar mais longe e isto passa prioritariamente por um aumento de produção da defesa. Apesar de jogar muito no sistema de zona, o coordenador Matt Eberflus vai ter a oportunidade de utilizar o corpo de linebackers de diferentes formas. Seja com blitzes, com marcação em zona ou individual, stunts. Tudo depende da criatividade do comandante. Os Colts possuem tutores de alto nível e jovens promissores para serem moldados ao esquema e a cultura que a equipe está querendo implantar nos últimos anos. Não é garantia nenhuma de sucesso, mas é um rumo bem inteligente e louvável que a franquia decidiu tomar. Esta evolução pode ser o fiel d balança para o Indianapolis Colts conquistar seu segundo título do Super Bowl.

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