terça-feira, 16 de abril de 2019

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Um dos times que mais investiu nessa free agency foi o New York Jets, trazendo nomes com certo peso na liga para reforçar um elenco jovem e com algumas limitações. Mas a questão é: até onde essa equipe pode chegar?

Após mais uma temporada frustrante com somente quatro vitórias e um último lugar na divisão, a diretoria demitiu o antigo HC Todd Bowles e foi procurar uma mente ofensiva para comandar o time. O nome encontrado estava na mesma divisão. Adam Gase, antigo treinador do Miami Dolphins, chegou para assumir o cargo e tentar trazer novas glórias a um time que amarga más campanhas há muitos anos. A última vez na pós temporada foi em 2010, sendo que nos últimos três anos a equipe ficou consecutivamente no pior lugar da divisão.

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O pensamento fundamentalmente ofensivo não ficou só para a escolha do novo treinador. Após investir a terceira escolha geral do draft de 2018 no QB Sam Darnold, a Gang Green, nessa free agency, foi atrás de armas para melhorar o ataque em volta da esperança futura de seu vestiário. Um investimento maciço foi feito para melhorar o ataque que foi somente o 29º da temporada passada no geral.

O primeiro grande nome a se apontar é sem dúvidas Le’Veon Bell. O running back, que para muitos era o melhor jogador da posição na liga, não jogou a temporada passada devido a uma greve após embargos salariais com o Pittsburgh Steelers, além de posteriores problemas com jogadores e treinadores por não ter se apresentado para jogar. Curiosamente, o contrato que Bell assinou com o Jets é de mesmo valor que o oferecido pelo Steelers, por dados de fontes internas. Os valores de 52M por quatro anos, com 27M garantidos e uma média salarial de 13M, o tornaram o segundo corredor mais bem pago em toda liga, ficando atrás somente de Todd Gurley do Los Angeles Rams.

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Além de Bell, também se teve a chegada de TY Montgomery, RB que estava no Baltimore Ravens e que fez sua fama ao mudar de sua posição original, WR, para correr quando o Packers estava muito necessitado de running backs. Após isso, Montgomery nunca mais voltou a alinhar ao lado da linha ofensiva, somente atrás dela. O veterano vem para ser o segundo nome na posição, já que o titular e reserva do ano anterior, Isaiah Crowell e Bilal Powell respectivamente, não estão mais no plantel.

Ainda no lado ofensivo da bola, a equipe também trouxe o WR Jamison Crowder, que fez eficiente dupla com Kirk Cousins nos tempos de Washington – os jogadores de fantasy que o digam. Depois de uma temporada passada marcada por lesões, Crowder chega para fazer dupla com o prolífico Roby Anderson. Josh Bellamy também foi contratado, mas sua participação deve ser mais impactante nos times especiais. Para fechar, até então, o ataque, Tom Comptom, Guard que viera do Minnesota Vikings, chegou para suprir a saída do veterano James Carpenter para Atlanta. Ainda, Kelechi Osemele, um dos melhores Guards da liga, também se ligou a equipe via troca com o Oakland Raiders.

Apesar da quantidade considerável de reforços ofensivos, a contratação mais cara e que vem para ser um alicerce nesta jovem defesa é CJ Mosley. O ex Ravens recebeu um contrato muito alto, o maior da liga para os Inside Linebackers. 85M por cinco anos e 51M garantidos são os números que entram na conta do jogador. É muito esperado que ele desempenhe papel fundamental nessa defesa, que muito provavelmente será o foco no draft.

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A equipe de New York detém a terceira escolha geral do draft, tendo, também, um leque muito grande de opções do que fazer com tal pick. É esperado que o time invista na defesa com Nick Bosa ou Quinnen Williams – os melhores jogadores do draft, se disponíveis. Além deles, outro jogador que constantemente aparece nos mocks é Josh Allen, DE de Kentucky. Entretanto, nada impede que o time faça um trade down dependendo da situação de quarterbacks no início do recrutamento, e, assim, acabar por selecionar um prospecto no meio de primeiro round. Ainda assim essa escolha não deverá fugir de um jogador defensivo, na maior das surpresas, um wide receiver.

 

Um QB jovem com talento à sua volta, treinador ofensivo com grande sinergia com seu ataque, investimentos em medalhões ofensivos e defensivos e a terceira escolha geral do draft. O Jets certamente é o mais capacitado para tentar ser o algoz do New England Patriots na divisão em 2019. A depender da química entre Gase e Darnold, a equipe pode até sonhar com playoffs, visto que ataques novos sempre tendem a surpreender e conseguir bons resultados, vide o Chiefs com o elemento surpresa Mahomes. Resta ao torcedor verde e branco vestir o novo uniforme e confiar na evolução de Darnold para guiar esse time rumo a resultados diferentes aos que o time tem tido nos últimos oito anos.

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