sexta-feira, 2 de agosto de 2019

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O Kansas City Chiefs tem um dos ataques mais diversos, explosivos e bem montados de toda a liga. Desde a linha ofensiva, passando por tight ends, wide recievers, running back e o atual MVP da liga como quarterback, o ataque comandado por Andy Reid apresenta qualidades e características que a maioria dos torcedores gostaria de contar em seus respectivos times.

O monstro do Missouri era ainda maior, no início da temporada 2018, com a linha ofensiva jogando muito bem e Kareem Hunt jogando como poucos no backfield, tanto correndo com a bola, quanto recebendo passes de Patrick Mahomes. Entretanto, o episódio de agressão por parte de Hunt veio à tona com a publicação de um vídeo e o time optou por dispensá-lo. Pensando apenas em termos técnicos da influência de Hunt dentro de campo, pensou-se ser uma catástrofe a perda de um corredor tão eficiente, correndo e recebendo passes. Logicamente, o time perdeu em qualidade com a dispensa de Hunt, porém, não se teve uma queda tão brusca como se imaginava.

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Hunt jogou 11 jogos correndo para 824 jardas em 181 carregadas e teve 26 recepções para 378 jardas. Quando foi dispensado, a carga ficou com Damien Williams e Spencer Ware, que não decepcionaram. Williams e Ware terminaram a temporada com a média de jardas por corrida maior que a de Hunt. A explicação vem do esquema montado por Reid e a excelente fase da linha ofensiva de Kansas City. Ao fim da temporada, Ware foi parar em Indianapolis, deixando apenas Damien Williams, Darrel Williams como running backs. Após isso, o time trouxe Carlos Hyde na free agency e Darwin Thompson no draft.


Hyde, um jogador que foi bem em certa parte da carreira no San Francisco 49ers, começou 2018 no Cleveland Browns, onde não foi bem. Após duas temporadas perto de 1000 jardas em San Francisco, jogou 6 jogos em Cleveland e não bateu 400 jardas em 114 carregadas. Perdeu seu espaço para o calouro Nick Chubb e foi trocado para o Jacksonville Jaguars. Sem Fournette e várias peças da linha ofensiva, todos lesionados, Hyde chegou para carregar o piano no time da Flórida. Mas jogou 8 jogou com 58 carregadas e 189 jardas. Em situações de grande volume ou dividindo carregadas, Hyde chegou pouco a marca de 4 jardas por carregada, em média, na sua carreira de 5 anos na liga, sendo 2016, sua melhor temporada.


Com o trio formado por Damien, Darrel e Darwin se completando no que Reid propõe para o ataque, com aproveitamento e números melhores que Reid, não faz sentido manter o corredor de 28 anos no elenco. O valor de Hyde no teto salarial da equipe é de 2,7 milhões de dólares e a soma dos outros três citados é de perto de 2,8 milhões. Portanto, em termos financeiros, também não é necessário o gasto com Carlos Hyde.


Mesmo com perdas na linha ofensiva, como o center Mitch Morse, que foi para Buffalo, o trio formado por Damien, Darrel e Darwin tem tudo para produzir no nível alto que Reid e os adversários de Kansas City demandarão. Darrel é um corredor maior e mais pesado, que pode ser usado em situações mais curtas e de jardas mais difíceis, como em terceiras descidas para um ou duas jardas na parte final do campo. Damien é o mais experiente e o que deve ter mais volume, sendo o que produziu melhor substituindo Kareem Hunt no fim da temporada regular e nos playoffs, correndo e recebendo a bola. Darwin, calouro e bem menor e mais leve, deve ter volume em corridas que exigem mais agilidade e velocidade. Como já ressaltado, mesmo em situações de muitas carregadas, Hyde não conseguiu alcançar um desempenho que justificasse um lugar no elenco no lugar de um dos três, sendo que as características de Hyde são supridas pelos outros três, por um preço bem menor do que ele custa.

Mesmo com essas ressalvas, pode ser que Hyde consiga um lugar no elenco e venha a dividir carregadas com outros jogadores da posição, mas é extremamente caro e menos produtivo perto das outras opções. Resta saber se sem Hyde, os outros três citados produzirão com o protagonismo e o aumento de volume, ou se ainda necessitam de um corredor com mais peso que assuma o protagonismo do backfield e a maior porcentagem de carregadas. Caso o rendimento de Damien, Darrel e Darwin seja satisfatório, o ataque do Kansas City Chiefs tem tudo para continuar sendo um dos melhores da liga, sem precisar de Carlos Hyde para isso.

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