segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

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Daqui a duas semanas, Los Angeles Rams e New England Patriots jogarão o Super Bowl para decidir quem levanta o troféu Vince Lombardi desta temporada! Confira aqui como foram os jogos que decidiram os campeões das conferências Nacional e Americana.

Decepção no Superdome

Infelizmente a final da NFC deste ano entre New Orleans Saints e Los Angeles Rams, onde o Rams de McVay e Goff garantiu sua vaga no Super Bowl, vai ficar marcada por um lance lamentável. Já dentro do two-minute warning, Drew Brees tentou um passe para Tommylee Lewis, porém o jogador tomou uma pancada do cornerback Nickell Robey-Coleman. Se quisessem poderiam marcar uma interferência no passe, porque foi. Poderiam também marcar falta por ter sido aplicado o tackle de capacete com capacete sem problemas, porque foi. Mas as flanelinhas se mantiveram firmes nos bolsos das zebras e nada foi marcado. A falta daria uma primeira descida para o Saints que, mesmo que chutasse o mesmo field goal, poderia queimar muito relógio e entregar a bola quase sem tempo para o Rams. A situação é tão absurda que Sean Payton abriu sua coletiva pós-jogo dizendo que já havia recebido uma ligação do escritório da NFL em New York onde lhe disseram que a arbitragem errou naquele lance. Bem, agora não adianta. Foi uma marcação que custou uma ida ao Super Bowl. Que custou a temporada do Saints.

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Pobre do torcedor do Saints. Depois do Milagre de Minneapolis que tirou o time da final de conferência no ano passado, este ano sofreu mais um duro golpe e dessa vez dentro de casa. Depois de superar uma desvantagem de 14 pontos na semana passada, neste domingo deixou o Rams buscar depois de sair vencendo por 13 a zero no início do jogo e também após estar com uma confortável vantagem de 20 a 10 no terceiro quarto. O resultado pode ir para conta da arbitragem? Pode. Mas não é só ela a ser responsabilizada.

Drew Brees teve uma noite absolutamente atípica. Normalmente tão preciso, o quarterback errou bastante. Em alguns momentos chave, que poderiam significar renovação de descidas, falhou em acertar a bola para recebedores livres. Também levou o time a 2 visitas na red zone sem conseguir converter o touchdown. Fora isso, teve uma interceptação na prorrogação que decidiu o jogo: mesmo extremamente pressionado, tentou forçar um passe que acabou saindo de suas mãos sem força nem direção. A bola acabou caindo no colo de John Johnson. Para piorar, a conexão com Michael Thomas, sempre tão afinada, rendeu apenas 36 jardas nesta noite.

Nenhum dos dois times conseguiu correr com a bola na final da NFC. O Rams, depois de amassar semana passada com o dueto Gurley/Anderson, teve apenas 77 jardas com média de menos de 3 por tentativa. Todd Gurley, fora o touchdown que anotou, foi pífio na partida, com 4 corridas para 10 jardas (além de furar em um passe de Goff que acabou interceptado). O que será que está acontecendo com o melhor jogador do ataque do Rams? Já o Saints conseguiu ser ainda pior, combinando para 48 jardas terrestres na partida toda, isso contando com Alvin Kamara e Mark Ingram, dupla de running backs mais produtiva nas duas últimas temporadas.

Apesar do assunto para os próximos dias ser a não marcação de falta sobre Lewis, devemos dar muito valor ao que o Rams conseguiu fazer. Contra o melhor time da NFC, jogando fora de casa, o time conseguiu se manter vivo e lutar contra desvantagens na partida toda. No segundo quarto, o time arriscou um fake punt que manteve uma campanha viva e levou a um field goal. Com o time perdendo, Jared Goff cresceu, acertando passes importantes (e longos) para manter o time vivo no jogo. Na campanha que o time empatou em 20 a 20, foram 2 big plays, com passes de 39 jardas e 33 jardas. Na campanha final do segundo quarto, conseguiu mover o ataque muito bem e posicionar Zuerlein para empatar o jogo. E por falar em Greg Zuerlein, que partida do kicker. Além de anotar os 4 field goals que tentou, saiu dos pés dele a bola que decidiu o jogo, quando acertou um chutasso de 57 jardas na prorrogação para decretar a vitória e a passagem para Atlanta.

A dinastia não acabou!

A vitória do New England Patriots sobre o Kansas City Chiefs, dentro do gelado e barulhento Arrowhead Stadium, começou muito parecida à partida de semana passada, onde o Patriots bateu outro time da AFC Oeste. A primeira posse de bola foi absolutamente dominante. Se semana passada foi a campanha de abertura mais longa na era Brady/Belichick (7 minutos e 11 segundos), a desta semana quebrou esta marca. Foram 8 minutos e 5 segundos de posse, terminando, assim como contra o Chargers, em um touchdown de Sony Michel.

Tom Brady não terminou a partida com aquelas estatísticas perfeitas, impressionantes. Foram 30 passes certos em 46 tentados para 348 jardas, 1 touchdown e 2 interceptações. Mas quando o tempo era curto, ele foi cirúrgico como de costume. Perdendo por 4 pontos e no two-minute warning, liderou um drive de 6 jogadas e 65 jardas para recolocar o time na frente do placar, deixando 39 segundos para o Chiefs, que empatou a partida e levou-a para prorrogação. A após ganhar na moeda, novamente massacrou. Na campanha que deu a vitória ao Patriots, tirou o time do buraco em 3 terceiras para 10 jardas com bolas precisas para Edelman e Gronk. Nosso querido (ou por muitos, nem tanto) Brady Boy parece ser ignorado pelo tempo.

Ao contrário dos outros 3 times que jogaram neste final de semana, o jogo corrido do Patriots funcionou e muito. Ambas as campanhas que Brady liderou com maestria no final do jogo terminaram com touchdowns de Rex Burkhead, que além disso conseguiu uma primeira descida importante sozinho na prorrogação. James White foi uma máquina convertendo terceiras descidas. Porém o destaque mesmo é Sony Michel: foram 133 jardas e 2 touchdowns, o que leva para 5 o número de TDs do calouro em pós temporada. Essa unidade funcionar bem foi crucial para vitória do Patriots, queimando relógio e deixando Patrick Mahomes fora de campo.

Uma salva de palmas também para o senhor Bill Belichick e seus comandados. A gerência de tempo do New England foi soberba, tanto em situações chave quanto na partida em geral. O time teve mais de 40 minutos de posse de bola, com campanhas longas que pulverizaram o relógio. No primeiro tempo, dos 30 minutos apenas 8:53 ficaram com os Chiefs. A consequência? A defesa do Chiefs, que já não é das melhores, jogou cansada em boa parte do jogo. Isso faz muita diferença.

Outro que deu as caras, para desespero do torcedor do Chiefs, foi Rob Gronkowski. Foram 79 jardas recebidas pelo tight end que, se parece não conseguir mais aquela separação e ganho após a recepção que costumávamos ver, ainda leva uma vantagem que beira a covardia em coberturas individuais.

E por falar em Pat Mahomes, se seu começo de partida não foi muito bom (até pelo tempo limitado que ficou em campo) na segunda metade o favorito à levar o prêmio de MVP cresceu. Foram 4 campanhas de touchdown lideradas pelo quarterback, que cresceu quando o time precisou e conseguiu buscar após estar perdendo por 14 a 0 contra o New England Patriots. Isso não é para qualquer um. Durante os últimos 2 quartos contou com o apoio de Sammy Watkins (144 jardas) e Damien Williams (96 jardas totais e 3 touchdowns). No final da partida, quando o Patriots virou e o deixou com pouco mais de meio minuto no relógio, conectou bolas de 21 e 27 jardas para dar a Harrison Butker uma posição confortável para chutar o field goal que levou o jogo ao tempo extra. Se a moeda tivesse dado a primeira posse da prorrogação tivesse caído nas mãos do Chiefs, ninguém duvida que Mahomes conseguisse liderar um drive da vitória. Infelizmente, a defesa do Chiefs não fez jus ao desempenho dele, sendo novamente o calcanhar de Aquiles do time e falhando miseravelmente em parar o Patriots em momentos chave. De qualquer forma, o futuro do jovem quarterback é, sem dúvidas, brilhante.


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