terça-feira, 16 de janeiro de 2018

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A temporada da NFL tem sido muito especial para o torcedor do Minnesota Vikings. Superando diversos problemas, o time seguiu vivo nos playoffs após uma virada histórica pra cima do New Orleans Saints (que já vem sendo chamada de “Milagre de Minneapolis”), já nos segundos finais do confronto válido pelas semifinais de conferência e confirmando o retorno do time para a final da NFC após 8 anos.

No que já é considerado um dos jogos mais épicos da pós-temporada da NFL, o Vikings começou o confronto com grande vantagem (o placar no intervalo mostrava 17-0 a favor dos donos da casa), contando com uma excelente performance de sua forte defesa. Porém, na volta do intervalo, o Saints foi aos poucos se encontrando na partida e Drew Brees fez o que sabe, colocando NO de volta no jogo.  O ataque dos donos da casa pouco produziu a partir daí (Case Keenum ainda foi interceptado no fim do 3º quarto) e a franquia da Louisiana tomou a liderança da partida com apenas 29 segundos no relógio. Foi aí que o inesperado aconteceu.

O Vikings já parecia sem forças para tentar reverter o resultado e parecia que a sina do time em sofrer derrotas amargas nos playoffs ganharia um novo capítulo. Porém, um passe desesperado de Case Keenum para a lateral com apenas 10 segundos restando, encontrou o Stefon Diggs e o WR, contando com uma falha do S calouro Marcus Williams, que perdeu um tackle simples, correu para anotar um TD de 61 jardas que tirou o tradicional grito de “SKOL” da garganta da combalida torcida do Vikes. Um momento milagroso e mágico, que definiu a vitória de Minnesota por 29-24.

Momentos de um jogo, num geral, acontecem de forma tão rápida que geralmente depois de pouco tempo esquecemos do que efetivamente ocorreu. No entanto, certas jogadas entram num rol seleto de acontecimentos que serão difíceis de se apagar da memória. Ou alguém tem dúvida de que os torcedores do Vikings irão contar e recontar o feito para as futuras gerações?

Afinal a vitória, além manter o time vivo na disputa da pós-temporada, é importante para o legado da franquia. Essa virada ficará marcada e, ao invés de derrotas doloridas virem logo à cabeça quando se falar da história do Minnesota Vikings nos playoffs, o que será lembrado sem muito esforço será do incrível “Milagre de Minneapolis”. Sua base de fãs terá seu momento histórico do qual recordar para sempre, algo que é sempre importantíssimo para se passar adiante e gerar novos torcedores.

A jogada decisiva afastou um roteiro que parecia pronto para se repetir, com o Vikings liderando boa parte do confronto contra um forte adversário e sendo derrotado nos momentos finais. Foi assim em 2009, quando Brett Favre, líder da franquia à época, sofreu uma interceptação mortal já nos instantes derradeiros da final da NFC em 2009, contra o próprio New Orleans Saints (com a derrota sendo sacramentada na prorrogação). Ou em 1998, quando o kicker Gary Anderson errou uma tentativa de FG já nos momentos finais em outra decisão de conferência, contra o Atlanta Falcons (que se tornaria outro revés no tempo extra). A trágica lista ainda conta com uma pesada derrota para o New York Giants em 2000 (41-0 na final da NFC), uma derrota nos segundos finais contra o Washington Redskins em 1987 e quatro derrotas em SBs entre 1969 e 1976.

Todo esse pesadelo pôde ficar para trás após o lendário touchdown de Stefon Diggs. Depois de tanto sofrer em pós-temporada, o Minnesota Vikings finalmente tem um momento histórico do qual se orgulhar em jogos disputados em janeiro. E essa bela história ainda pode ganhar um novo capítulo na próxima semana, quando a franquia pode se tornar a primeira na história a disputar um Super Bowl em seu próprio estádio. Nada mal para quem reclamava da sorte quando os momentos agudos da temporada batiam à porta.


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1 comentário

  1. Serginho Estevão on

    Esqueceram do do K Blair Wash, que errou um FG de 27 jardas.. contra Seatlle no wildcard roud de 2016!!

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