terça-feira, 16 de outubro de 2018

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Kansas City Chiefs e New England Patriots mostraram porque são os favoritos ao título da AFC em 2018. Num eletrizante Sunday Night Football a equipe da Nova Inglaterra levou a melhor com um field goal no último segundo e venceu por 43-40. Apesar da derrota, o Chiefs saiu fortalecido de Foxborough.

No seu primeiro duelo contra Tom Brady, o jovem Patrick Mahomes não se intimidou em nenhum momento, jogando de igual para igual contra a lenda do Patriots. Ele terminou a partida completando 23 de 36 passes para 352 jardas, 4 TDs e 2 INTs. Sua segunda interceptação, na red zone, faltando apenas alguns segundos para o intervalo, custaram à sua equipe três importantes pontos. Uma decisão que o talentoso mas inexperiente QB precisa rever, corrigir e evitar numa próxima oportunidade.

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Mahomes teve dificuldades no início com algumas armadilhas preparadas por Bill Belichick, como mandar os defensive backs seguirem seus oponentes nas movimentações pré-snap, aparentando marcação homem-a-homem, mas marcando por zona após o snap. Truques como esse ajudaram New England a abrir uma importante vantagem nos dois primeiros quartos, porém a maneira como Kansas City respondeu após o intervalo é algo muito encorajador para a sua torcida. Andy Reid é uma brilhante mente ofensiva e soube exatamente como guiar seu jovem QB durante as adversidades iniciais. Os explosivos Kareem Hunt e Tyreeke Hill mostraram sua capacidade de transformar jogadas que normalmente seriam ganhos de poucas jardas em verdadeiras “big plays”. O ataque do Chiefs claramente mostrou, no campo do adversário, que pode ser contido por momentos, mas não parado completamente.

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Obviamente, o Patriots também mostrou toda sua força. O ataque parece estar de volta ao seu normal dos últimos anos, com a chegada de Josh Gordon e a volta de Julian Edelman. O talentoso novato Sony Michel já está bem confortável após um início difícil e James White é um ótimo complemento recebendo passes. A conexão Brady-Gronk continua causando pesadelos para aos adversários e a defesa, apesar de ser de longe o ponto fraco do time, continua fazendo o suficiente para dar chances ao ataque de ganhar as partidas para New England. Apesar de tudo isso, estamos falando de um jogo em que o Patriots venceu em casa, por apenas três pontos, precisando de um drive da vitória de seu lendário QB. Vale ainda ressaltar que foi um jogo em que New England não chutou um punt se quer e também não cometeu nenhuma falta. Um único 3-and-out do ataque do Chiefs no segundo tempo fez toda diferença em favor de New England.

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O Patriots saiu vitorioso nessa batalha, mas o Chiefs saiu fortalecido. Devido a todas circunstâncias citadas acima, é bem questionável se o resultado teria sido o mesmo caso a partida tivesse sido disputada no Arrowhead Stadium. Nenhuma falta? Nenhum punt? Difícil de se manter esse nível altíssimo. Assim como a defesa do Patriots, a do Chiefs apenas precisa fazer poucas jogadas para dar ao seu ataque chances de vitórias, e com a volta de Justin Houston e Eric Berry, a possibilidade disso acontecer aumenta bastante. Caso as duas equipes se encontrem novamente na final da AFC, o espetáculo tem tudo para ser ainda melhor.

4 downs

1st & goal: Uma das equipes que mais tenho criticado recentemente, aqui na coluna ou no podcast, é o Dallas Cowboys. Com um head coach que parece já estar fazendo horas extras e um quarterback que vem regredindo desde seu primeiro ano promissor, pouca coisa me inspirava confiança nesse time, mas justiça seja feita, no último domingo, uma ótima resposta veio de Dallas. Que atropelo pra cima da fortíssima defesa do Jaguars, 40-7. Destaque para um ataque que usou e abusou da sua melhor peça, o running back Ezekiel Elliott, mas também voltou às origens e estabeleceu seu quarterback como uma ameaça terrestre. Dak Prescott não é um grande passador, principalmente nas áreas intermediárias do campo. Porém, quando obriga as defesas adversárias a se preocuparem com sua ameaça no jogo terrestre, a dinâmica do ataque do Cowboys muda completamente. Zeke encontra mais espaços para correr e o próprio Dak tem mais facilidade no jogo aéreo. Jason Garrett precisa continuar usando seu QB dessa maneira e não tentá-lo transformar em algo que não é, um puro “pocket passer”.

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2nd & goal: Se o Cowboys vinha sendo alvo de críticas, quem tem me acompanhado sabe o quanto gosto da equipe do Los Angeles Chargers. Tenho um grande respeito pelo HC Anthony Lynn e imensa admiração pelo QB Philip Rivers. Melvin Gordon vem, pelo segundo ano consecutivo, sendo um dos melhores running backs da liga e o amadurecimento do wide receiver Mike Williams torna o ataque aéreo de LA ainda mais forte. Keenan Allen é talvez o WR que melhor corre rotas na NFL e Austin Ekeler complementa Gordon muito bem no backfield. Além de possuir um ótimo ataque, a defesa é também muito talentosa. A dupla de pass rushers Ingram e Bosa é uma das melhores da NFL. A secundária, liderada pelo cornerback Casey Hayward, é fortíssima e ainda conta com um candidato a novato defensivo do ano, o safety Derwin James. O Chargers está 4-2 no momento, um jogo atrás do poderoso Chiefs na AFC Oeste. As duas derrotas foram contra Chiefs e Rams que, combinados, estão com 11 vitórias e apenas uma derrota em 2018. Fiquem de olho nesse Chargers.

3rd & goal: Após trocar Khalil Mack e ter um frustrante início de temporada, Jon Gruden e o Oakland Raiders parecem estar caminhando para uma completa reformulação. Já pintaram os burburinhos sobre os jovens Amari Cooper e Karl Joseph estarem disponíveis para trade. Gruden desconversou quando perguntado sobre os boatos, mas o repórter Jay Glazer, que primeiro deu a notícia, não costuma reportar “fake news” não. Interessante como uma equipe que parecia tão bem montada a pouco tempo atrás, pronta para brigar pela AFC, hoje tem apenas uma vitória em cinco jogos e caminha para um “rebuild”. Outra situação a se monitorar é a do QB Derek Carr. Tido como o quarterback da franquia até então, tenho minhas dúvidas quanto ao seu futuro no Raiders de Gruden. Não o vejo sendo trocado neste ano, até por ter um contrato bem proibitivo, mas a partir da próxima temporada não me surpreenderia.

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4th & goal: O Tampa Bay Buccaneers perdeu para o Atlanta Falcons, acumulando a terceira derrota na temporada. Acabou sobrando pro coordenador defensivo Mike Smith, demitido nessa segunda-feira. O Buccs tem pontuado bem desde o início da temporada, mesmo sem contar com seu franchise quarterback Jameis Winston nas primeiras partidas. Em contrapartida, a defesa tem sido pífia apesar de contar com bons talentos nesse lado da bola. O DT Gerald McCoy ainda é uma força no interior da linha defensiva e as contratações dos defensive ends Jason Pierre-Paul e Vinny Curry tem trazido bons retornos nessas primeiras semanas. Poucas equipes na liga contam com uma dupla de linebackers no nível de Kwon Alexander e Lavonte David. A secundária tem sido um problema, mas algo que o coordenador defensivo deveria conseguir minimizar pelo menos, com a produtividade do front-seven. Não tem sido o caso e a defesa do Buccaneers vem sendo a pior da liga. Pra se ter uma idéia, nas 16 vezes que os oponentes chegaram na red zone de Tampa Bay, pontuaram em 15. Nos últimos quatro jogos a estatística muda para 11 em 11 oportunidades. Algo tinha que ser feito e a demissão de Mike Smith me parece acertada. O explosivo ataque tem sido desperdiçado com uma defesa tão ruim.


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