segunda-feira, 25 de março de 2019

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Tradicionalmente sempre competitivo ao longo de várias temporadas sob o comando do competente HC Mike Tomlim, o Steelers está em um território de certa forma desconhecido para 2019. Da equipe que conseguiu ficar fora dos playoffs mesmo estando com seis vitórias em oito jogos determinado momento da última temporada saíram peças cruciais que com toda a certeza colocam em xeque o potencial desta atual base de atletas para a temporada de 2019 em uma divisão que conta com o revigorado Cleveland Browns, que finalmente promete fazer muito barulho após anos de ostracismo e fracassos – o processo antagônico qual passa o Steelers. Problemas internos e de coesão da equipe explodiram nas últimas semanas e parece que todos ex-atletas relatam algum episódio do tipo, mas a equipe não pode deixar se abalar caso queira lutar pela hegemonia da revigorada AFC Norte na campanha que se aproxima.

A parte boa? a franquia vai iniciar o Draft de 2019 com dez escolhas protocoladas, o maior número desde 2010 quando também recrutou dez atletas. Qual a melhor opção que o Draft, recrutamento anual universitário, para injetar talento e jovialidade em uma equipe que seus principais jogadores já estão passando do auge? As trocas do WR Antonio Brown e o RT Marcus Gilbert nesta intertemporada, se por um lado deu calafrios na torcida acerca do rumo da franquia, simbolizaram também a oportunidade perfeita para a equipe se municiar de escolhas de Draft e sair de lá com vários talentos interessantes, mas agora é preciso materializar este plano.

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Grande parte do mérito em conseguir jogadores de elite oriundos do Draft, isto é, capazes de conseguir um impacto imediato como calouros é através de trocas no grande dia em questão. Ao perceber que um cobiçado novato está disponível, é hora da equipe por trás da avaliação de jogadores não largar o telefone e costurar algum acordo para subir (ou descer) no board e ainda assim conseguir tal jogador para sua equipe. O GM Kevin Colbert comentou um pouco sobre isso recentemente, mesmo não sendo exatamente um grande fã de abrir mão de escolhas de rodadas intermediárias, de certa forma com razão se analisarmos o passado não tão distante da equipe nesta situação:

“Toda vez que você fala sobre trocar escolhas, eu nunca penso ‘é apenas uma terceira e sexta rodada’, pois na sexta rodada conseguimos Antonio Brown. Vocês dizem ‘olha, custaria apenas uma escolha de sétima rodada’ e lá conseguimos Brett Keisel. Então nunca diga que é apenas uma escolha. Você tenta associar o jogador que conseguirá com tais escolhas, então olha o histórico e veja o que conseguirá com as outras escolhas, mas também projete que você abrirá mão de outras escolhas em um Draft recheado de bons jogadores.

Todo mundo utiliza uma forma diferente e está tudo bem. Quando estamos tentando armar uma troca, muitos dizem que estamos oferecendo demais e é a decisão deles, mas quanto trocamos para recrutar Troy Polamalu, subimos da 27ª para a 16ª e abrimos mão de escolhas de terceira e sexta rodada. Quando trocamos por Santonio Holmes, subimos da 32ª para a 25ª e abrimos mão de escolhas de terceira e quarta rodada – o que para muitos foi demais. Minha resposta imediata é ‘poxa, Holmes fez a recepção que nos deu um título de Super Bowl’ e é o suficiente.”

Juntamente com o Draft, Pittsburgh foi ao mercado da free agency e gastou quase U$ 50 milhões para reforçar posições carentes em seu elenco. O CB Steven Nelson, LB Mark Barron e WR Donte Moncrief foram as principais contratações da equipe que sempre é cautelosa nesta parte da temporada, mas que em 2018 precisou atacar as necessidade depois da debandada de parte da base que sempre foi aos playoffs nos últimos anos.

Em uma conferência que tudo parece passar pelo New England Patriots – o atual campeão, o Pittsburgh Steelers merece ao menos o benefício da dúvida após tantos anos atuando em alto nível e compilando títulos de divisão e caminhadas consistentes na pós-temporada, o momento crucial da temporada. Contudo, como vimos nos últimos anos, uma ótima classe no Draft é suficiente para uma equipe cambaleante alcançar resultados expressivos já na temporada seguinte – vide Indianapolis Colts de 2018. A franquia sempre consegue trabalhar bem no Draft para manter a base vencedora ano após ano e em 2019 não esperamos resultado diferente de um dos times mais icônicos e históricos do rico passado da NFL, mas que há praticamente dez anos não atua no jogo principal da temporada, o Super Bowl.

Das citadas dez escolhas de Draft para tentar mudar isto, são duas escolhas de 3ª rodada e três na 6ª, além das protocolares escolhas singulares em cada uma das outras rodadas – inclusive duas escolhas entre as primeiras 52.

Resta saber se transformarão as escolhas de Março em titulares em Setembro, quando começa a temporada regular. Eu não duvidaria disto.


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