segunda-feira, 15 de junho de 2020

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Draftado no ano de 2004 pelo New York Giants e trocado logo em seguida ao San Diego Chargers, Philip Rivers deixou um legado importante na Califórnia durante as 16 temporadas em que vestiu a camisa do Bolts, mesmo não tendo completado a missão de levar a franquia ao Super Bowl. Como toda a trajetória de um atleta profissional chega do fim, até mesmo de um ídolo, Rivers se despediu de Los Angeles ao final da temporada 2019-20 e agora vai comandar o Indianapolis Colts na AFC Sul antes de aposentar. A despedida do camisa 17, embora já esperada pela franquia, abriu uma lacuna difícil de ser preenchida pelo Chargers na principal posição do futebol americano. Em 2020, o time começa a trabalhar para iniciar uma nova era no setor, embora as mudanças esperadas talvez não aconteçam tão cedo.

Em seu 4º ano no comando da franquia da AFC Oeste, o técnico Anthony Lynn conta com o apoio do elenco, diretoria e torcedores em Los Angeles, embora esteja vindo da sua primeira temporada com mais derrotas do que vitórias desde que começou a treinar o Chargers em 2017. Com a certeza na posição de QB estabelecida na figura de Rivers, Lynn teve o trabalho de montar um elenco que oferecesse ao veterano a chance de disputar um Super Bowl, objetivo que por motivos de lesão, talento das equipes rivais e até um pouco de falta de sorte, acabou não se tornando uma realidade. Ainda que o resultado não tenha sido positivo, o Chargers entra em 2020 com um elenco jovem, capacitado e – pelo menos até o momento –  saudável.

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Sob a direção de Lynn, o Chargers figurou entre os 12 melhores ataques da NFL em jardas conquistadas nas últimas 3 temporadas, com o jogo aéreo abrindo o caminho e se estabelecendo entre os 10 mais produtivos da liga no mesmo período. Com Rivers no comando da unidade, LA sempre figurou entre as franquias com maior poder de fogo aéreo da liga e a missão do novo treinador era transformar esse domínio em campanhas positivas e viagens aos playoffs, o que aconteceu em 2018. Apesar da regularidade pelo ar, o jogo terrestre do Chargers não foi capaz de render de forma efetiva nas últimas três temporadas, tornando o setor pouco balanceado e previsível. Com Lynn e o recém efetivado Coordenador Ofensivo Shane Steichen na condução do novo projeto, LA terá que lidar com as incertezas na posição de QB ao mesmo tempo em que busca uma solução para o seu anêmico jogo corrido, dois fatores chaves para o possível sucesso da franquia em 2020.

Falando especificamente dos novos QBs do Chargers, tudo indica que a franquia dará ao veterano Tyrod Taylor a função de titular na semana 1. Embora tenha tido sucesso recentemente em Buffalo, ele  não representa o objetivo de finalmente chegar ao Super Bowl e muito o menos o futuro da franquia na posição. Esse papel, aliás, está nas mãos do jovem Justin Herbert, selecionado na 6ª posição geral do Draft de 2020 e considerado pela equipe da Califórnia a principal esperança da função para os próximos anos, mas que a princípio aprenderá tudo do banco de reservas em 2020. Independente de quem termine a temporada com a vaga de titular, a unidade ofensiva do Chargers tem talento para manter o time competitivo mesmo durante todo esse processo de adaptação. Em 2019, LA foi o 6º melhor ataque em jardas aéreas da NFL, o 10º em tentativas de passes e o 7º em primeiras descidas.

TYROD TAYLOR É A MELHOR OPÇÃO PARA O CHARGERS EM 2020?

Estreante na posição de técnico de Quarterbacks do Los Angeles Chargers em 2020, Pep Hamilton afirmou recentemente que a franquia não tem pressa para colocar Justin Herbert em campo, optando por contar com o seu jovem jogador apenas quando ele estiver adaptado à velocidade do jogo profissional. A decisão pode parecer confusa, mas segue a tendência que a liga vem acompanhando nas últimas temporadas: Em 2019, entre os 11 QBs draftados, apenas Kyler Murray atuou em todos os jogos da sua equipe e também foi o único a começar como titular na semana 1. Mesmo selecionando Herbert logo na 6ª posição geral e acreditando nele como possível substituto natural de Rivers, LA sabe que ainda conta com um jogador inexperiente e com diversos pontos a serem corrigidos. Qualquer movimento precipitado durante o processo de amadurecimento do jovem QB pode significar dor de cabeça ao time da Califórnia por vários anos.

Se Tyrod Taylor não representa uma opção sedutora para um elenco jovem e cheio de capacidade, ele tem total confiança do técnico Anthony Lynn para realizar o seu trabalho em 2020 e dar continuidade ao processo de reformulação em LA. Com opções interessantes no mercado, entre elas Cam Newton e Colin Kaepernick, o Chargers parece optar pelo mais seguro, dando um pequeno passo atrás antes de voltar a caminhar para frente em alguns anos. A temporada que se aproxima é importante para LA, que estreará em um novo estádio e quer se manter entre os melhores times da sua conferência. Com tantas coisas para corrigir e se preocupar antes da Semana 1, a franquia optou por inciar 2020 com o plano mais correto na posição de QB e a torcida deverá dar um voto de confiança ao time durante os primeiros jogos do calendário, não colocando pressão antes da hora em Herbert.


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