segunda-feira, 22 de abril de 2019

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Evento bastante aguardado e considerado um dos mais importantes do calendário da Offseason da NFL, o Draft da principal liga de futebol americano do planeta acontece nesta quinta-feira (25) e se estende até o sábado (27). Marcado para a cidade de Nashville, o recrutamento dos atletas universitários marca o primeiro contato dos jogadores com o esporte no nível profissional e pode significar um início de uma carreira brilhante ou de uma série de frustrações. A partir desta semana, novas histórias começarão a serem escritas na NFL.

Para exemplificar e deixar explícita a linha tênue entre o sucesso e a decepção no futebol americano, vamos relembrar no texto especial de hoje como se desenrolaram as carreiras das últimas dez primeiras escolhas gerais do Draft da NFL, projetando e tentando decifrar a intenção do Arizona Cardinals para a noite do próximo dia 25 quando a franquia da NFC Oeste selecionará no topo da lista.

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De acordo com o recorte feito aqui, a tendência é que a franquia do Arizona aposte em QB e tenha um retorno positivo em curto prazo, sendo Kyler Murray (Oklahoma) o nome mais cotado no momento. Nos 10 anos anteriores, por sete vezes um quarterback foi escolhido na 1ª posição geral, iniciando como titular logo na sua primeira temporada ou no ano seguinte. 

2018
Baker Mayfield (QB) – Cleveland Browns

Mesmo com uma amostragem muito pequena, Baker Mayfield colecionou boas atuações em seu primeiro ano como profissional e se consolidou na posição de titular em Cleveland. Após a demissão do técnico Hue Jackson, com o qual Baker parecia não ter uma boa relação, o jovem atleta assumiu o posto de QB1 e terminou a temporada com 3725 jardas totais, 27 TDs (Recorde entre calouros), 14 interceptações, 310 passes completos e seis vitórias. O céu é o limite para Baker, que contará com um elenco reforçado e uma comissão técnica mais estruturada em 2019 para seguir brilhando.

2017
Myles Garrett (DE) – Cleveland Browns

Há dois anos, o Cleveland Browns também teve a oportunidade de escolher no topo do draft e decidiu se reforçar com o melhor jogador de defesa da classe e um dos melhores atletas daquele ano. Em dois anos atuando como principal comandante do Pass Rush em Cleveland, Garrett se consolidou em 2018 como um jogador de grande potencial. Em 16 jogos como titular, o camisa 95 somou 13.5 sacks, 45 tackles (12 deles com perdas de jardas para o adversário) e acertou o QB rival em 29 oportunidades. Somada a sua temporada de calouro, quando atuou em apenas nove jogos e realizou 7 sacks, a breve carreira de Garrett demonstra sinais de evolução rápida e bastante promissora.

2016
Jared Goff (QB) – Los Angeles Rams

A breve carreira de Jared Goff no nível profissional é marcada pela irregularidade, mas nos últimos dois anos a evolução vem sendo constante, culminando na sua primeira participação na grande final do futebol americano em fevereiro deste ano. Titular do Rams e homem de confiança do técnico Sean McVay, Goff teve a melhor temporada da sua carreira em 2018, somando 32 TDs, 12 interceptações, 4688 jardas totais e 15 vitórias entre temporada regular e playoffs. Não há dúvidas de que o camisa 16 possui qualidade para construir uma história sólida dentro da NFL e o próximo passo para o QB é mostrar que ele tem condições de figurar entre os melhores da sua posição.

2015
Jameis Winston (QB) – Tampa Bay Buccaneers

A carreira do Ex-QB de Florida State representa muito bem as dificuldades que um jovem jogador precisa enfrentar dentro do nível profissional. Em um time que não visita os playoffs há vários anos, Winston precisou aprender a se portar como um Quarterback de NFL passando por várias dificuldades e chegou a perder a posição de titular em alguns momentos, enfrentando também problemas extracampo. Em 2018, quando retornou de suspensão e conseguiu o retomar o posto de QB1, o jogador se mostrou mais focado durante os nove jogos em que iniciou, mas a sua média de touchdowns/interceptações (19/14) ainda é considerada alta. Comandado agora por um admirador na figura do novo treinador Bruce Arians, ele terá provavelmente a última chance para provar o seu valor em Tampa.

2014
Jadeveon Clowney (DE/OLB) – Houston Texans

O defensor do Houston Texans é outro atleta que já experimentou os altos e baixos da carreira de um jogador dentro da NFL.  Após atuar em apenas 11 partidas em seus dois primeiros anos como profissional por conta de problemas físicos, Clowney conseguiu se manter em campo de forma regular nas últimas três temporadas e mostrou o seu valor como um dos pass rushers mais talentosos da liga. Com uma média superior à oito sacks em três anos, ele é peça fundamental da defesa de Houston ao lado de J.J Watt e um dos jogadores mais versáteis da sua posição. A tendência é que Clowney seja um jogador sólido durante muitos anos, embora à expectativa em relação sua performance antes do draft ainda não tenha sido atingida.

2013
Eric Fisher (OL) – Kansas City Chiefs

Fisher é provavelmente uma das primeiras escolhas gerais menos interessantes dos últimos anos, principalmente pelo fato de atuar em uma posição considerada menos decisiva dentro do esporte. A sua carreira no nível profissional também foi marcada por momentos bons e ruins, precisando se adaptar a novas funções. Hoje, ele é titular de uma linha ofensiva responsável por proteger a estrela Patrick Mahomes e atua como Tackle, duelando com alguns dos melhores Pass Rushers da NFL. Valorizando a sua longevidade e versatilidade, dá pra dizer que a escolha de Fisher no topo do draft já se pagou, mas o nível atingido pelo jogador foi menor do que o esperado.

2012
Andrew Luck (QB) – Indianapolis Colts

Se não fossem pelas seguidas lesões que o tiraram de ação em vários momentos da carreira profissional, Luck poderia estar em um patamar ainda mais alto neste momento. Titular absoluto do Colts desde a saída de Peyton Manning, ele retornou ao nível esperado em 2018, atuando em 18 partidas como titular e lançando para 42 TDs, sua segunda melhor marca na carreira. Experiente e finalmente saudável, Luck é o principal jogador de uma franquia que retornou aos playoffs na última temporada e tenta se reestruturar para dar ao camisa 12 as chances de lutar pelo título do Super Bowl. Podemos dizer que o Quarterback é uma das melhores primeiras escolhas da história do recrutamento.

2011
Cam Newton (QB) – Carolina Panthers

Outro quarterback escolhido na primeira posição geral do draft, Cam Newton assumiu a vaga de titular do Panthers sem dificuldades, participou de um Super Bowl e ainda foi escolhido MVP em uma oportunidade. Sua carreira no nível profissional é considerada um verdadeiro sucesso e o camisa 1 ajudou a revolucionar a posição Quarterback desde que chegou a NFL, aumentando a dinâmica e a forma de desempenhar a função, o que reflete atualmente nos jogadores mais jovens. Em um ponto importante da carreira, Newton busca em 2019 retornar aos playoffs com Carolina e voltar a figurar entre os QBs mais produtivos da NFL após um ano abaixo da média.

2010
Sam Bradford (QB) – St Louis Rams

Escolha do St. Louis Rams em 2010, Sam Bradford não ajudou a levar a franquia aos playoffs nos quatro anos em que atuou por lá e teve o seu melhor momento logo em sua temporada de calouro, escolhido como o melhor novato ofensivo daquele ano. Sua carreira dentro da NFL foi marcada por muitos problemas físicos e poucos motivos para comemorar. Nas últimas quatro temporadas, Bradford passou por Philadelphia, Minnesota e Arizona, mas não conseguiu se firmar em nenhuma dessas franquias. Atualmente o QB se encontra desempregado, mas ainda não deu sinais de que vai se aposentar do esporte.

2009
Matthew Stafford (QB) – Detroit Lions

Há dez anos dentro da NFL, Stafford foi poucas vezes questionado como titular em Detroit, mas o seu desempenho em termos gerais é abaixo da expectativa. Em 10 temporadas, o QB participou dos playoffs em apenas três oportunidades e não avançou de fase em nenhuma delas. Sua longevidade e capacidade de se manter em campo são louváveis – Stafford não perde uma partida por motivos físicos desde 2010 – mas comparado aos antecessores Joe Flacco e Matt Ryan, não conseguiu entregar o que era esperado pelo Lions. A situação do camisa 9 dentro da liga já não inspira tanta segurança e mais uma temporada abaixo da média pode significar o início de uma nova era em Detroit, que pagou muito pelo jogador e não teve o retorno planejado.


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