sexta-feira, 24 de maio de 2019

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Em 7 de fevereiro de 2016, um ataque poderoso, com o MVP da liga, chegava ao Super Bowl 50 como favorito ao título. Um time mágico, que perdeu apenas um jogo na temporada regular e parecia não ter respostas dos adversários para nenhuma das unidades daquele elenco, que tinha Cam Newton como grande estrela e esperança. Bom, o Super Bowl chegou e a resposta do adversário veio com algumas doses de Von Miller, que destruiu qualquer magia ou grande fase vivida pelo ataque dos Panthers naquele ano. Cam Newton, MVP da liga e supervalorizado naquele momento, nunca mais rendeu como se espera de um MVP da liga e sofreu com lesões, polêmicas e mudanças no elenco e na comissão técnica e queda de produção, tanto dele próprio, quanto dos companheiros.

A temporada de 2015 foi um momento em que tudo estava dando certo para os Panthers. Mike Shula chamava um ataque muito eficiente, com read options criativas envolvendo Jonathan Stewart e Cam Newton. Com a defesa honesta contra a corrida, Newton brilhou em passes para Ted Ginn Jr e Devin Funchess. Uma linha ofensiva que bloqueava individualmente e fazia com que Newton tivesse condições de correr com a bola contra defensores da secundária, muito menores e mais vulneráveis a perderem o tackle em cima do camisa 1. A defesa tinha o DNA de Ron Rivera, ex defensor da NFL. Agressiva e com ótimos jogadores vivendo fases muito boas, como Kawann Short, Josh Norman, Luke Kuechly, fazendo com que outros jogadores tivessem um salto de produção, como Star Lotulelei, Thomas Davis e Kony Ealy.

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Veio o Super Bowl e Von Miller, Demarcus Ware, Chris Harris Jr e companhia acabaram com a magia de um time que parecia não ter defeitos na temporada regular. A offseason veio, Dave Gettelman tirou a tag de Josh Norman e ele assinou com os Redskins. Também deixaria Norman ser feliz em outro lugar, após ser All-Pro em 2015, mas não da forma que foi feito. Pra piorar, o draft de 2016 foi ruim, a expectativa de Kelvin Benjamin ser um upgrade para aquele ataque no ano seguinte, após o wide reciever voltar de lesão, foi por água abaixo, com Benjamin claramente fora de forma e com os mesmos problemas de rotas de quando saiu do college. O time não voltou aos playoffs e viu o rival de divisão Atlanta Falcons ir ao Super Bowl.


Alguns dos destaques do time que foi ao Super Bowl já não rendiam o mesmo. Star Lotulelei e Thomas Davis na defesa e Jonathan Stewart não eram mais os mesmos jogadores. Cam Newton, sofrendo com lesões ano após ano, via seu rendimento cair e seus adversários anulando suas qualidades que o fizeram MVP de 2015. Para piorar, Gettelman fez um draft pavoroso em 2017 e foi demitido. Ainda assim, o time fez uma campanha sólida e foi aos playoffs. Ao final da temporada, o time demitiu Mike Shula, o coordenador ofensivo do time e contratou Norv Turner para o lugar dele.


Na última temporada, o time voltou a ir mal. Com exceção de Kuechly e Christian McCaffrey, o time jogou mal durante toda temporada, com Newton comandando um ataque pouco eficiente o time ganhou apenas 7 jogos e ficou fora dos playoffs. Norv Turner foi duramente criticado pela falta de criatividade na utilização de algumas peças, como o próprio McCaffrey e Cam Newton, que por mais um ano jogou bem longe do Cam Newton MVP de 2015, parte por culpa do esquema, mas muitas vezes por querer ser o “Super Cam” e resolver as jogadas de forma espetacular como em 2015.
Para voltar aos playoffs, os Panthers precisam melhorar o elenco de apoio a Cam Newton, como fizeram trazendo o wide reciever Chris Hogan, campeão do último Super Bowl com os Patriots. Hogan é uma alvo confiável e corre bem as rotas, necessário para um quarterback que tem se mostrado inconstante e sem confiança. A defesa tem a adição de Brian Burns, via draft, que promete deixar o pass rush mais agressivo, favorecendo jogadores da cobertura como Eric Reid e Luke Kuechly. Por fim, é preciso de um sistema que traga confiança e conforto para Cam Newton, para que ele possa usar todo seu atleticismo e seu braço para que o ataque possa fluir, como em 2015

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