terça-feira, 28 de maio de 2019

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A NFL é marcada por criar mecanismos que promovem o equilíbrio entre as franquias ao longo do tempo e evitem ao máximo, longos períodos de dominância (ou longos períodos de fracasso). Existem exceções, mas desde 1994, com a criação do salary cap, a maioria das franquias vivem em um carrossel, onde se alternam no topo e na lanterna de suas divisões. Algumas divisões, em certos momentos, reúnem mais de uma franquia competitiva ao mesmo tempo, ou mais de uma franquia com elenco fraco ao mesmo tempo. O segundo caso aconteceu no final dos anos 2000 e início da década de 2010 na AFC South. O Indianapolis Colts dominava a divisão, muito por conta de jogar na mesma divisão de Titans, Jaguars e Texans e mesmo com alguns anos de melhora de um desses três times nesse intervalo de tempo, não existia comparação entre o rendimento deles com o rendimento dos Colts.

Os anos se passaram, e os ciclos da NFL entraram em ação. O elenco dos Colts envelheceu e Titans, Jaguars e Texans fizeram drafts e free agencies, no mínimo, decentes. Resultado: desde 2014, os Colts não vencem a divisão e ainda viram os Jaguars irem a final da Conferência e ameaçar os Patriots em Foxborough, os Titans baterem os Cheifs no Arrowhead Stadium e os Texans vencerem a divisão em 3 dos últimos 4 anos. O problema é que os Texans chegaram no máximo ao divisional round nesse período, perdendo jogos em casa em alguns momentos. Agora, com a volta de Andrew Luck e dos Colts, com elenco rejuvenescido, a defesa forte dos Jaguars e os Titans tentando montar um time para Marcus Mariota brilhar, parece um tanto quanto difícil que os Texans vençam a divisão em 2019.

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Desde 2010, os Texans sempre tiveram como marca uma defesa bastante sólida e com playmakers capazes de mudar o jogo. JJ Watt é um dos maiores defensores que a NFL já viu, Jadeveon Clowney e Whitney Mercilus são outros ótimos jogadores do front seven que foi formidável há alguns anos. O tempo passou e os jogadores envelheceram. JJ Watt sofreu com lesões, assim como Mercilus. Jadeveon Clowney, apesar de jovem, ainda não atingiu o potencial de um jogador escolhido na primeira escolha geral do Draft. Vince Wilfork, contratado na free agency vindo dos Patriots se aposentou. Alguns jogadores jovens do front seven precisam de dar um salto de produção para auxiliar a secundária, que é boa, casos de Zach Cunningham, Benardrick McKinney e DJ Reader e adições do draft podem contribuir na rotação, como o ex Longhorn Charles Omenihu. A secundária tem ótimos nomes como Bradley Roby e Justin Reid, mas precisa contar com alguns jogadores de rotação que entrem bem quando solicitados, como Aaron Colvin e Briean Boddy-Calhoun.


No ataque, o jogo corrido que é inconstante, precisa pelo menos incomodar. Lamar Miller é um bom running back, mas vive de picos, com várias corridas para jardas irrisórias e um ou dois “home runs”. D’Onta Foreman teve início animador em 2017, mas se lesionou e precisa contribuir em 2019. Alfred Blue, que complementava Lamar Miller, recebia passes e contribuiu bem em 2018, foi para o rival Jacksonville Jaguars. Os wide recievers sofreram com lesões na temporada passada, deixando DeAndre Hopkins como a única esperança do jogo aéreo, de um time praticamente sem tight ends. Will Fuller é o mais experiente do resto do corpo de recebedores, que tem alguns nomes promissores que podem contribuir, como Keke Coute.

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Por fim, a grande negligência de Brian Gaine e Bill O’Brien: a linha ofensiva. Deshaun Watson é talentoso e vencedor, mas vive como uma espécie de Russell Wilson 2.0, que luta para sobreviver atrás de uma linha ofensiva que, se não é a linha ofensiva de Tom Cable no Seattle Seahawks de anos atrás, é tão ruim quanto, fazendo com que Watson sofra e não use todo seu potencial para ajudar o time, uma vez que ela não bloqueia bem para o jogo terrestre, fazendo com que Watson tenha situações de descidas longas e não bloqueia para o jogo aéreo, forçando Watson a improvisar e sair de situação de pressão como um verdadeiro Houdini dos campos. No draft, as escolhas de Max Scharping e Tytus Howard foram muito criticadas, por serem jogadores com tape muito abaixo da posição em que foram escolhidos. Mesmo assim, a preocupação em melhorar a linha ofensiva é correta, pois a possibilidade de competir pela AFC South em 2019, passa principalmente por uma linha ofensiva melhor que em 2018.

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