terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

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Todas as movimentações feitas durante a última offseason já indicavam: o Rams viria com tudo pra ser campeão, fazendo apostas no curtíssimo prazo. Em uma nomenclatura comum pra quem joga poker, foi o famoso all-in. A estratégia era bem simples: aproveitar a flexibilidade no teto salarial oferecida pelo contrato de calouro do QB Jared Goff para investir pesado na Free Agency, com contratos polpudos. Assim chegaram no time Ndamukong Suh e Aqib Talib O GM Les Snead também não economizou suas escolhas de draft para adquirir jogadores veteranos, como Marcus Peters e Dante Fowler.

E quase deu certo. O Rams chegou ao Super Bowl, teve suas chances para vencer o New England Patriots, mas no final eles ficaram mesmo no quase. E pior. terão bastante dificuldade para chegar lá novamente no curto prazo. O intuito deste post não é discutir os motivos que levaram o Rams à derrota no Super Bowl, mas sim entender porque, com esse núcleo de jogadores, o time perdeu sua maior chance de levantar o Vince Lombardi. Longe de mim dizer que não haverá outra oportunidade em 2019, mas a chance mais cristalina já se foi.

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A explicação, claro, tem a ver com o contrato de Goff. Em 2019 ele irá para seu quarto ano na Liga, o último do contrato de calouro com valores acessíveis. O QB receberá cerca de US$ 4,2 milhões na próxima temporada. Nas próximas semanas, caberá ao Rams tomar uma decisão sobre ativar ou não a cláusula de renovação automática por mais um ano, o que garantiria que Goff não atinja a Free Agency antes de 2021, mas o faria receber um aumento significativo já em 2020, com ganhos projetados na casa dos US$ 22 milhões, segundo o Spotrac.

Mas bem antes disso, pensando já na temporada de 2019, o Rams não terá mais a mesma liberdade para gastar que teve nos últimos meses. A franquia renovou recentemente os contratos de Aaron Donald, Todd Gurley e Brandin Cooks, todos com valores bem altos, o que, se por um lado garantiu a continudade de uma espinha dorsal para o time, por outro lado complicou a renovação de outros jogadores bem menos badalados, porém muito importantes para o funcionamento da equipe.

O Rams tem neste momento aproximadamente US$ 28 milhões de espaço no teto salarial. Olhando a primeira vista, não parece ser um número sufocante, mas essa folga deve sumir rapidamente com tantos contratos vencendo no próximo mês. Citando alguns jogadores mais importantes, temos primeiro Ndamukong Suh, que foi um excelente coadjuvante para Aaron Donald ao preço de US$ 14 milhões em 2018. Ainda na linha defensiva, temos Dante Fowler, que chegou no meio da temporada e, mesmo sem postar números grandiosos, foi um jogador importante na rotação. Não deve receber tanto quanto Suh, mas por jogar em uma posição que sempre está em altíssima demanda (EDGE), mante-lo no time não deve custar barato. Ainda na defesa, temos o safety LaMarcus Jonyer, que jogou sob a Franchise Tag em 2018, cerca de US$ 11 milhões.

No ataque, a situação do corpo de recebedores por enquanto é confortável, mas a linha ofensiva pode sofrer baixas consideráveis: o guard Rodger Saffold também terá seu contrato terminando agora, e o left tackle Andrew Whitworth, de 37 anos, ainda não decidiu se continuará jogando ou se irá para a aposentadoria.

Enfim, é fácil ver que a matemática não bate: sem tanto espaço no teto salarial, e com muitas renovações de contrato por fazer, vai ter gente graúda deixando o Rams. Para repor, será necessário draftar muito bem. E aí voltamos a outro problema citado lá no começo do texto: o Rams não tem muitas escolhas sobrando. Les Snead não terá suas picks de segunda (enviada ao Chiefs por Marcus Peters), terceira e quinta (enviadas ao Jaguars por Dante Fowler) rodadas em 2019. Sendo assim, é praticamente obrigatório que ele acerte em cheio no jogador que venha a ser draftado com a escolha de primeira rodada. Snead já passou por uma situação parecida com essa no draft, após a troca feita para poder escolher Goff. E essa sua experiência será muito importante agora, ou então a chance do Rams de 2019 em diante não ser tão bom quanto o de 2018 é bem alta.


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