sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

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Uma das grandes novelas da última intertemporada se arrastou até estes últimos dias, quando finalmente ela foi resolvida. Após uma longa disputa contratual – que incluiu até uma franchise-tag utilizada pelo Pittsburgh Steelers mas que nunca foi assinada, o RB Le’Veon Bell foi avisado que a equipe não usará este artifício pela segunda temporada consecutiva, o que denota que o veterano RB, tido com o mais versátil e prolífico de toda a NFL, poderá decidir seu destino no próximo mês, quando se inicia a free agency da NFL.

O RB fez uma grande aposta no ano passado, abrindo mão dos U$ 14 milhões totalmente garantidos por um ano de contrato em busca de algo específico: o maior contrato da história para um RB. A primeira grande etapa acabou de ser concluída, com Bell se livrando de qualquer ligação que tenha com o Pittsburgh Steelers, time que o recrutou na 2ª rodada do Draft de 2014 após uma ótima carreira universitária atuando por Michigan State.

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Provavelmente, em breve seu agente começará a colher informações gerais sobre times interessados e mesmo divulgar quais equipes estariam mais dispostas a contar com os serviços de Bell, e aí teremos uma ideia de quem estaria disposto a pagar. Fatores cruciais na mesa de negociação serão os bônus de assinatura, valor a ser recebido no ato, garantidas em caso de lesão e média anual – não necessariamente nesta ordem.

Os mais céticos dirão que ele nunca chegará perto da média anual salarial que ele abriu mão para não atuar na última temporada. Há quem diga que ele precisará aceitar um contrato curto de no máximo duas temporadas e não tão lucrativo assim para mostrar aos 31 times da NFL que ele ainda é capaz de render apesar de um ano longe dos gramados. Bell tirará estas dúvidas apenas em Setembro, quando a temporada regular se iniciar, mas um jogador único em sua geração, que une habilidades para compilar jardas no jogo terrestre e no jogo aéreo, já que também é um grande recebedor. Enfim, é tido por muitos também como o melhor RB da NFL.

Analisando o que poderá acontecer com o veterano no mês que vem, temos uma situação clara: times investem esperando um retorno que sim, deve ser visto dentro de campo, mas também envolve muitas situações fora dele, é como mostrar para a torcida que a equipe quer vencer e com isso vender ingressos, conseguir novos patrocínios enfim, chamar a atenção da NFL para si e com isso aumentar a popularidade da equipe frente ao resto da liga, é completamente normal e muitas vezes levam aos contratos exorbitantes que são assinados e três temporadas depois o mesmo atleta está lá, procurando emprego novamente. É a natureza desta liga.

Por exemplo o New York Jets – um dos times que possivelmente procurará Bell. A franquia não apenas precisa se reforçar para equilibrar as coisas dentro de sua divisão, mas também precisa competir pelo próprio estádio. Seu rival, o Giants, conta com uma dupla ofensiva de respeito com o WR Odell Beckham Jr e o RB Saquon Barkley, o calouro ofensivo da temporada. Por sua vez, a equipe conta apenas com o QB Sam Darnold como um jovem talento para investir e montar uma equipe talentosa ao redor dele. Em outras palavras: o Jets precisa de Bell. Valerá a pena transformá-lo no RB mais bem pago da história para atingir outras intangíveis que não sejam TDs ou jardas?

Além de que a franquia tem mais duas temporadas antes de ser elegível a propor um novo contrato para Darnold, logo, a possibilidade de montar um contrato que garanta quantias milionárias nas próximas campanhas até que seja possível negociar uma monstruosa extensão contratual com o Quarterback da franquia é algo que faz muito sentido por aqui, eu diria até que seria o casamento perfeito. O Jets investe em um jogador muito talentoso que ajudará Darnold a atingir o próximo estágio de seu desenvolvimento enquanto tal atleta é pago na janela do contrato de calouro do jovem QB.

Mas como nem tudo é perfeito, há o boato que o Jets está preocupado acerca da questão física de Bell. Outro boato é que ele, afastado da temporada regular e playoffs de 2018, ou seja, não atua desde Janeiro de 2018, estaria pesando cerca de 114 kgs, o que levanta dúvidas acerca de seu comprometimento ou mesmo questões físicas para o RB de 27 anos. Seu ex-companheiro, o WR Antonio Brown (que também chegou a um divórcio complicado com o Steelers) é conhecido por postar vários e vários vídeos acerca de sua condição física. Pelas normas da NFL, outras equipes não podem submeter Bell a exames e testes físicos até o mês que vem pois tecnicamente ele ainda é um atleta do Steelers, mas seria extremamente fácil o RB usar as mídias sociais para mostrar aos interessados que sim, ele está em forma.

Mas ainda não o fez.

Ao que tudo indica, teremos que esperar até o dia 13 de Março, o “ano-novo” da NFL quando se inicia a free agency e ele poderá oficialmente assinar um vínculo com uma nova equipe. De acordo com as normas, no dia 11 do referido mês ele poderá, juntamente com seus representantes, discutir com outras equipes os parâmetros de um novo contrato, mas nada poderá ser oficializado até o dia 13. Ao que tudo indica, alguma equipe fará de Bell o RB mais bem pago de toda a história do esporte, o que não é tão difícil, afinal o RB Todd Gurley, do Los Angeles Rams, é o atual detentor do recorde ao assinar uma extensão contratual de quatro anos e U$ 60 milhões, sendo U$ 45 milhões garantidos ao longo do contrato.

Quando tivermos os valores exatos do contrato de Bell, saberemos se sua aposta valeu a pena. Por enquanto o que podemos fazer é especular, concorda?


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