terça-feira, 24 de setembro de 2019

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Uma boa segunda metade de temporada no ano passado, um quarterback talentoso, jovem e carismático, que passaria a trabalhar em tempo integral com o técnico que o fez jogar bem. Uma defesa cheia de bons jogadores jovens, e chegou também um recebedor de elite pra fortalecer ainda mais o ataque. O Cleveland Browns de 2019 tinha vários ingredientes para ser um dos melhores times da NFL, mas, por enquanto, esses ingredientes ainda não deram liga. O que se passa na equipe, afinal?

As duas derrotas – ambas em casa – nos três primeiros jogos até não são motivo para pânico por si só. Titans e, principalmente, o Rams tem elencos qualificados, capazes de complicar um jogo contra qualquer time. Mas a forma com que o Browns perdeu essas partidas é bem preocupante. Olhando os números e principalmente o contexto das partidas, fica bem claro que o ataque está devendo. E analisando-os, embora obviamente existam vários fatores, fica difícil não apontar para que o principal deles seja justamente o técnico Freddie Kitchens.

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Voltando ao jogo de domingo: no último minuto de jogo, o Browns tem uma primeira para o touchdown na linha de 4 jardas,  precisando do TD para empatar e levar o jogo contra o Rams para a prorrogação. Todos os três tempos ainda estavam a disposição de Kitchens. Nenhuma corrida foi chamada. Nenhum passe para Odell Beckham Jr. Na quarta descida, a última chance do jogo, Beckham estava alinhado no lado esquerdo. Após o snap, Baker Mayfield se moveu para a direita, praticamente excluindo Beckham da jogada, e o passe foi para Damion Ratley: interceptação e vitória do Rams. A escolha da jogada tirou do seu melhor recebedor a chance de fazer a jogada mais importante da partida. Uma chamada muito questionável, pra dizer o mínimo. E nada que se compare com a decisão bizarra de chamar uma corrida em uma 4ª para 9 jardas.

Um problema que já é alarmante está nas faltas. Nos três jogos até aqui, o Browns cometeu 35 penalidades, além de 11 que foram declinadas pelos adversários, totalizando impressionantes 46 panos amarelos contra si. O “campeão” de 2018 foi o Kansas City Chiefs, com 173 faltas (incluindo as declinadas). Desde que faltas começaram a ser catalogadas, nenhum time cometeu mais que 181 em uma única temporada. A continuar nesse ritmo, o Browns terminaria o ano com 245 penalidades cometidas.

Claro, não é apenas o técnico. Uma jogada antes da interceptação detalhada acima, Mayfield poderia ter conseguido o touchdown caso tivesse lançado para um livre Jarvis Landry, ao invés de tentar a conexão com o TE Demetrius Harris. A linha ofensiva, responsável pela maioria das faltas, pode não estar sendo bem treinada, mas quem contrata e drafta os jogadores em Cleveland não é o técnico.

É bom lembrar que, um ano atrás, Kitchens era um técnico de RBs que nunca havia sido sequer coordenador ofensivo na NFL. E agora ele é um técnico principal, no olho do furacão. Ele é um novato na função e está se comportando exatamente como tal. E como qualquer novato, há margem para evolução. A sequência de jogos do Browns é bastante complicada, com Baltimore Ravens, San Francisco 49ers e Seattle Seahawks. Menos que duas vitórias nessas partidas, e as chances de playoffs começam a ficar complicadas. Ainda há muito tempo para mudar o panorama, mas as perspectivas de momento não são boas, e o time precisa evoluir.

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