segunda-feira, 30 de setembro de 2019

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Por muito tempo se falou nos veículos de comunicação sobre a maior qualidade dos elencos da conferência nacional (NFC) em comparação aos elencos da conferência americana (AFC), justificando as seguidas classificações de Manning e Brady ao Super Bowl em cima desta suposta desparidade, que fazia com que dois ou três times se revezassem para representar a AFC no evento máximo do futebol americano. Enquanto isso, na NFC, apenas o Seattle Seahawks foi ao Super Bowl mais de uma vez nos últimos 11 anos.

Sem entrar no mérito da discussão, a NFC começou 2019 com alguns elencos mostrando força para brigar em momentos decisivos da da temporada. Até a semana 4, um grupo de equipes ainda não haviam sido derrotadas no ano. Rams, Packers, 49ers, Lions, Cowboys eram as equipes que estavam invictas e delas, apenas o San Francisco 49ers ainda continua sem derrotas.

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Beneficiada pela folga na rodada mais maluca da temporada até o momento, a equipe de San Francisco provavelmente perderia para uma equipe considerada mais fraca e este texto nunca existiria, caso a equipe tivesse jogado na semana 4, que foi marcada por zebras, como o Los Angeles Rams perdendo em casa para o Tampa Bay Buccaneers, o Philadelphia Eagles batendo o então invicto Green Bay Packers, ou o Dallas Cowboys marcando apenas 10 pontos e perdendo para o New Orleans Saints sem seu quarterback titular Drew Brees, machucado.

 

Embora tenha a ressalva de não ter jogado nesta última rodada, o time de San Francisco tem seus méritos. Começando pela jovem defesa, que tem em Richard Sherman, de 31 anos, seu jogador mais veterano, sendo o mentor de uma secundária muito questionada. Na linha, os DeForest Buckner e Nick Bosa começaram o ano jogando bem, tanto contra o jogo terrestre, quanto pressionando o quarterback adversário. Buckner tem 2 sacks, 8 tackles e um fumble forçado e já figura entre os melhores de sua posição. Subestimado, é um daqueles jogadores que faz o trabalho que lhe cabe de forma muito eficiente e discreta. As adições dos veteranos Dee Ford e Kwon Alexander também ajudaram bastante a unidade, que figura no top 10 de pontos por jogo (8°), jardas totais cedidas por jogo (3°), jardas aéreas cedidas por jogo (6°) e jardas terrestres cedidas por jogo (5°). O time tem, ao todo, 9 sacks, 4 fumbles forçados e 5 interceptações, sendo 2 retornadas para touchdown.

No ataque, as atuações de Jimmy Garoppolo não vem encantando os torcedores e nem o técnico Kyle Shanahan. Jimmy G tem 5 touchdowns e 4 interceptações lançadas, com o total de 740 jardas (246 por jogo, em média). E não é que ele não esteja em uma situação confortável. Ele é apenas o 27° em tentativas de passe e foi sacado apenas 2 vezes. Isso prova o valor da linha ofensiva da equipe, tanto para a proteção de Jimmy Garoppolo, quanto bloqueando para o jogo terrestre.

A equipe é a 2° em jardas terrestres por jogo, mesmo com os supostos titulares da posição, Jerick McKinnon e Tevin Coleman, que estão fora de ação por conta de lesões. Destaque na linha ofensiva para Joe Staley, tackle veterano extremamente eficiente. Na posição de running back, destaque para Jeff Wilson Jr e Raheem Mostert, que deram profundidade ao elenco na posição e Matt Breida, o faz tudo que sobrou na posição e o fullback Kyle Juszczky, um dos melhores fullbacks da liga. Breida e Mostert tem mais de 5 jardas por carregada e por volta de 70 jardas terrestres por jogo, enquanto Jeff Wilson Jr tem todos os 4 touchdowns terrestres do time, mais de um terço dos touchdowns anotados pela equipe até aqui.

O argumento dos críticos da equipe de San Francisco, é de que a equipe está invicta pelos fracos oponentes que enfrentou até o momento (Buccaneers, Bengals e Steelers). Certamente, o time do 49ers não vai terminar 16-0 e muito menos teve um confronto que desafiasse o elenco a nível de pós-temporada, mas o time, especialmente a defesa, se mostrou competente para pelo menos brigar por uma vaga de wild card na conferência nacional da liga. Ainda é cedo para cravar uma posição, mas se Garoppolo evoluir e conseguir elevar o jogo aéreo da equipe, é possível sonhar com um título da divisão e até uma vitória no primeiro jogo após a temporada regular, mas o time ainda é muito cru neste momento para sonhar com vôos mais altos, na altitude de uma final de conferência ou Super Bowl. A invencibilidade ainda está de pé e veremos quem a quebrará.

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